quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Crise pode trazer perdas de US$ 6,1 bilhões para companhias aéreas em 2008

"Nós somos uma frágil indústria em crise". A frase, dita nesta quinta-feira (21) pelo executivo-chefe da IATA (International Air Transport Association), Giovanni Bisignani, justifica a expectativa de perdas superiores a US$ 6,1 bilhões no setor aéreo em 2008.

Como apontou o líder da instituição, o impacto negativo nas companhias aéreas decorre da combinação entre alto preço do petróleo e instabilidades políticas, começando a prejudicar também o desempenho das empresas no continente asiático, sobretudo na Índia e China.

O faturamento das companhias caiu consideravelmente nos últimos meses, ao mesmo tempo em que o aumento nos custos com combustível tornou-se mais presente no setor - corroendo, com isso, as margens de lucro do mercado.

Crise generalizada
Para Giovanni Bisignani, o mal-estar não está mais limitado à Europa e EUA, pioneiros a sentir o desaquecimento no setor, afetando também regiões que até pouco tempo apresentavam taxas de crescimento bastante elevadas.

Na China, por exemplo, números acima de dois dígitos eram comuns quando se tratava da expansão no mercado doméstico, o que já não pode ser percebido recentemente. A situação se aproxima de uma recessão generalizada, aponta o executivo-chefe.