Por: Conrado Mazzoni Cruz
Considerando uma redução no consumo e o cenário de desalavancagem global, a equipe da gestora de recursos Rio Bravo trabalha com a expectativa de uma desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2009, sendo esperado um avanço pouco abaixo de 3,5%, revelou o gestor do fundo RB Macro 60, Joaquim Kokudai.
Em podcast da Rio Bravo, Kokudai projetou que o impacto da elevação no juro básico brasileiro será sentido no final desse ano e no próximo, abalando parte do consumo. "É até um ponto positivo, pois estávamos num descompasso entre a oferta e a demanda". Para 2008, a previsão é de expansão acima de 5%.
A média do mercado, de acordo com relatório semanal Focus, projeta um crescimento de 3,55% no ano que vem e, para 2008, de 5,18%.
Desalavancagem
Antes de citar as perspectivas, o gestor de fundo multimercado da Rio Bravo abordou o contexto de desalavancagem do sistema financeiro global. Escassez nas linhas externas que, inclusive, é um dos sintomas patentes da transmissão da crise para o Brasil, refletida na desaceleração no mercado de crédito.
"Essa desaceleração gradual no crédito tem a ver com a elevação de juros que o Banco Central iniciou em abril e também com a crise de liquidez internacional. O que se vê são os bancos um pouco mais restritivos na concessão de crédito, e acho que isso tem um efeito que talvez fique mais claro no último trimestre do ano", avalia Kokudai.
Bolsa
Questionado sobre o efeito na bolsa, disse haver exagero na correção dos preços. Utilizou como exemplo a derrocada nas ações de bancos brasileiros, que vivem em uma dinâmica totalmente diferente das instituições financeiras norte-americanas, mas sofrem na esteira das desvalorizações das pares externas.
"Há excelentes oportunidades de investimentos. Muitas empresas listadas estão focadas no mercado doméstico e não devem sentir tão intensamente o efeito da crise como as empresas que são mais focadas no mercado externo", completa.
Considerando uma redução no consumo e o cenário de desalavancagem global, a equipe da gestora de recursos Rio Bravo trabalha com a expectativa de uma desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2009, sendo esperado um avanço pouco abaixo de 3,5%, revelou o gestor do fundo RB Macro 60, Joaquim Kokudai.
Em podcast da Rio Bravo, Kokudai projetou que o impacto da elevação no juro básico brasileiro será sentido no final desse ano e no próximo, abalando parte do consumo. "É até um ponto positivo, pois estávamos num descompasso entre a oferta e a demanda". Para 2008, a previsão é de expansão acima de 5%.
A média do mercado, de acordo com relatório semanal Focus, projeta um crescimento de 3,55% no ano que vem e, para 2008, de 5,18%.
Desalavancagem
Antes de citar as perspectivas, o gestor de fundo multimercado da Rio Bravo abordou o contexto de desalavancagem do sistema financeiro global. Escassez nas linhas externas que, inclusive, é um dos sintomas patentes da transmissão da crise para o Brasil, refletida na desaceleração no mercado de crédito.
"Essa desaceleração gradual no crédito tem a ver com a elevação de juros que o Banco Central iniciou em abril e também com a crise de liquidez internacional. O que se vê são os bancos um pouco mais restritivos na concessão de crédito, e acho que isso tem um efeito que talvez fique mais claro no último trimestre do ano", avalia Kokudai.
Bolsa
Questionado sobre o efeito na bolsa, disse haver exagero na correção dos preços. Utilizou como exemplo a derrocada nas ações de bancos brasileiros, que vivem em uma dinâmica totalmente diferente das instituições financeiras norte-americanas, mas sofrem na esteira das desvalorizações das pares externas.
"Há excelentes oportunidades de investimentos. Muitas empresas listadas estão focadas no mercado doméstico e não devem sentir tão intensamente o efeito da crise como as empresas que são mais focadas no mercado externo", completa.