A Merrill Lynch revisou suas projeções em relação à economia brasileira por causa do aprofundamento da crise de crédito e seus efeitos no crescimento global. Segundo os analistas, a continuidade do movimento de valorização do dólar face ao real fará com que uma flexibilização monetária tarde mais a chegar.
"Com isso adicionado ao impacto atrasado do aperto deste ano e aos efeitos da crise de crédito global, vemos o crescimento de 2009 menor em 2,9%, contra os 3,1% prévios", explicaram.
Para 2008, a perspectiva de crescimento da economia brasileira caiu para 4,9%, mesmo com os bons números registrados durante o terceiro trimestre. "A atividade doméstica continuou se expandindo durante o período. Infelizmente, isso é notícia velha", disse.
Conforme relatório do banco, o cenário econômico mudou drasticamente desde o fim do terceiro trimestre do ano, a começar pela crise internacional atingindo o Brasil. Em conseqüência, alguns indicadores já mostram contração, como o número de vendas de automóveis e o volume de tráfego aéreo.
Para 2009
A Merrill Lynch acredita que o ápice da crise de crédito se encerrará no fim deste ano, com alguma normalização da liquidez nos mercados locais. Ainda assim, as condições de crédito devem se manter menos favoráveis durante 2009.
Os consumidores e as empresas sofrerão as conseqüências do crédito mais caro e escasso. "Isto não seria uma manifestação apenas do congelamento global de crédito, mas também do efeito defasado da política monetária anterior de aperto", afirmaram os analistas. E, para finalizar o efeito-dominó, a taxa de desemprego, que esteve próxima de um recorde de baixa, deve voltar a subir.
Recuperação em 2010
Se suas expectativas se mostrarem certas, a equipe do banco prevê que o País estará iniciando uma recuperação em 2010. "O impulso da flexibilização monetária implementada no ano anterior ainda estará agindo com força total no primeiro trimestre", afirmou.
É esperado também que a inflação atinja uma variação de 4,4% ao ano, bem próxima à meta do CMN (Conselho Monetário Nacional). Com isso, uma recuperação do poder aquisitivo e conseqüente aumento do consumo servirá de suporte ao novo ciclo de expansão econômica.
"Com isso adicionado ao impacto atrasado do aperto deste ano e aos efeitos da crise de crédito global, vemos o crescimento de 2009 menor em 2,9%, contra os 3,1% prévios", explicaram.
Para 2008, a perspectiva de crescimento da economia brasileira caiu para 4,9%, mesmo com os bons números registrados durante o terceiro trimestre. "A atividade doméstica continuou se expandindo durante o período. Infelizmente, isso é notícia velha", disse.
Conforme relatório do banco, o cenário econômico mudou drasticamente desde o fim do terceiro trimestre do ano, a começar pela crise internacional atingindo o Brasil. Em conseqüência, alguns indicadores já mostram contração, como o número de vendas de automóveis e o volume de tráfego aéreo.
Para 2009
A Merrill Lynch acredita que o ápice da crise de crédito se encerrará no fim deste ano, com alguma normalização da liquidez nos mercados locais. Ainda assim, as condições de crédito devem se manter menos favoráveis durante 2009.
Os consumidores e as empresas sofrerão as conseqüências do crédito mais caro e escasso. "Isto não seria uma manifestação apenas do congelamento global de crédito, mas também do efeito defasado da política monetária anterior de aperto", afirmaram os analistas. E, para finalizar o efeito-dominó, a taxa de desemprego, que esteve próxima de um recorde de baixa, deve voltar a subir.
Recuperação em 2010
Se suas expectativas se mostrarem certas, a equipe do banco prevê que o País estará iniciando uma recuperação em 2010. "O impulso da flexibilização monetária implementada no ano anterior ainda estará agindo com força total no primeiro trimestre", afirmou.
É esperado também que a inflação atinja uma variação de 4,4% ao ano, bem próxima à meta do CMN (Conselho Monetário Nacional). Com isso, uma recuperação do poder aquisitivo e conseqüente aumento do consumo servirá de suporte ao novo ciclo de expansão econômica.