Os maiores bancos brasileiros estão caros demais, depois de uma alta "absurda" este ano, desencadeada pela perspectiva de que eles acelerarão a concessão de empréstimos para atender à crescente demanda do consumidor, segundo a Mercatto Gestão de Recursos.
"Os bancos estão caros, seja qual for o múltiplo em que você esteja olhando", disse Regis Abreu, diretor executivo da Mercatto, empresa sediada no Rio de janeiro que gere cerca de US$ 1,2 bilhão e dirige o R2 FI de Ações, o fundo de melhor desempenho este ano no Brasil.
As ações do Banco do Brasil mais do dobraram em 2009, enquanto as do Itaú Unibanco e as do Bradesco subiram 56%. O avanço empurrou o Índice MSCI Brasil Financeiro para 17,5 vezes o lucro informado, o nível mais alto desde 2007 e acima da média de cinco anos, de 14,4.
Os três bancos provavelmente aumentarão a concessão de empréstimos em 25% no ano que vem, com a aceleração do crescimento econômico do Brasil, disse Mário Pierry, analista do Deutsche Bank AG de Nova York. É o dobro do crescimento do crédito estimado pelo Itaú e pelo Bradesco para este ano. O Banco do Brasil estima o aumento em pelo menos 17%.
Abreu disse que a Mercatto vem vendendo ações do Banco do Brasil, que havia sido a maior posição da empresa. As ações do banco, sediado em Brasília e cuja carteira de empréstimos aumentou 41% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2008, são comercializadas a 8,8 vezes o lucro, quase o dobro de seu nível no começo deste ano.
"As ações dos bancos subiram um absurdo este ano", disse Abreu. "O Banco do Brasil teve bom resultados, é bem administrado e um investimento interessante, mas não é mais barato", afirmou.
O Banco do Brasil expandiu mais rápido que os concorrentes depois das aquisições do Banco Votorantim, em janeiro, e do Banco Nossa Caixa, em novembro de 2008. O crescimento do crédito pelos bancos privados ficou abaixo da média brasileira desde outubro do ano passado, segundo dados compilados pela Bloomberg.
O Itaú e o Bradesco serão mais agressivos na expansão de seus empréstimos no ano que vem, disse Pierry. O Itaú, sediado em São Paulo, prevê que sua carteira de empréstimos deverá crescer até 25% no ano que vem. O Bradesco, sediado em Osasco, estima uma alta de pelo menos 20%. O Banco do Brasil não divulgou sua projeção para o crédito em 2010.
As ações das instituições de crédito brasileiras estão sendo comercializadas a 2,7 vezes o valor contábil para 2009, comparativamente a 1,5 vez dos congêneres mundiais, disse Pierry, citando dados do Deutsche Bank. O índice russo, por exemplo, está em 1,3.
"Os bancos estão caros, seja qual for o múltiplo em que você esteja olhando", disse Regis Abreu, diretor executivo da Mercatto, empresa sediada no Rio de janeiro que gere cerca de US$ 1,2 bilhão e dirige o R2 FI de Ações, o fundo de melhor desempenho este ano no Brasil.
As ações do Banco do Brasil mais do dobraram em 2009, enquanto as do Itaú Unibanco e as do Bradesco subiram 56%. O avanço empurrou o Índice MSCI Brasil Financeiro para 17,5 vezes o lucro informado, o nível mais alto desde 2007 e acima da média de cinco anos, de 14,4.
Os três bancos provavelmente aumentarão a concessão de empréstimos em 25% no ano que vem, com a aceleração do crescimento econômico do Brasil, disse Mário Pierry, analista do Deutsche Bank AG de Nova York. É o dobro do crescimento do crédito estimado pelo Itaú e pelo Bradesco para este ano. O Banco do Brasil estima o aumento em pelo menos 17%.
Abreu disse que a Mercatto vem vendendo ações do Banco do Brasil, que havia sido a maior posição da empresa. As ações do banco, sediado em Brasília e cuja carteira de empréstimos aumentou 41% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2008, são comercializadas a 8,8 vezes o lucro, quase o dobro de seu nível no começo deste ano.
"As ações dos bancos subiram um absurdo este ano", disse Abreu. "O Banco do Brasil teve bom resultados, é bem administrado e um investimento interessante, mas não é mais barato", afirmou.
O Banco do Brasil expandiu mais rápido que os concorrentes depois das aquisições do Banco Votorantim, em janeiro, e do Banco Nossa Caixa, em novembro de 2008. O crescimento do crédito pelos bancos privados ficou abaixo da média brasileira desde outubro do ano passado, segundo dados compilados pela Bloomberg.
O Itaú e o Bradesco serão mais agressivos na expansão de seus empréstimos no ano que vem, disse Pierry. O Itaú, sediado em São Paulo, prevê que sua carteira de empréstimos deverá crescer até 25% no ano que vem. O Bradesco, sediado em Osasco, estima uma alta de pelo menos 20%. O Banco do Brasil não divulgou sua projeção para o crédito em 2010.
As ações das instituições de crédito brasileiras estão sendo comercializadas a 2,7 vezes o valor contábil para 2009, comparativamente a 1,5 vez dos congêneres mundiais, disse Pierry, citando dados do Deutsche Bank. O índice russo, por exemplo, está em 1,3.