Por: Conrado Mazzoni Cruz
Nesta segunda-feira (30), o início do expediente nos principais mercados financeiros globais tem como fator predominante a evolução nos preços dos contratos futuros de petróleo. Novidade ou não, a elevação levou o barril acima dos US$ 143, o patamar de intraday mais alto da história.
Apesar da condição mais apertada entre oferta e demanda, devido ao crescimento exponencial de nações como China e Índia, ganha relevância a tese de que somente fatores estruturais não explicam a trajetória atual das cotações.
As tensões geopolíticas no Oriente Médio, sobretudo àquelas relacionadas ao Irã, e a fraqueza do dólar são fundamentais para a permanência do produto nestes níveis. Na semana passada, o barril já havia rompido a barreira dos US$ 140 pela primeira vez. No ano, a valorização acumulada é de cerca de 48% em Nova York.
Nesta sessão, por exemplo, o prognóstico de recuo do dólar em relação ao euro, em resposta a uma provável elevação do juro básico na zona do euro, volta a impulsionar o preço do óleo. Os ativos normalmente variam em direções opostas, já que o dólar fortalecido rouba atratividade dos investimentos em commodities.
Especulação
Essa relação já virou tema de debate no senado norte-americano, que estuda medidas para conter a especulação no mercado. Para alguns analistas, se os especuladores fossem banidos, o barril poderia cair para até US$ 60. Opinião também partilhada por dirigentes da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
O candidato democrata à sucessão na Casa Branca, Barack Obama, propõe em seu programa de energia uma maior transparência dos fundos que aplicam em commodities. A valorização recorde do petróleo impacta diretamente nos preços de combustíveis nos EUA, o que pesa consideravelmente em período eleitoral.
Gasolina nos EUA
A possibilidade de deterioração do cenário inflacionário norte-americano, com maiores custos de combustíveis prejudicando os gastos dos consumidores, ganhou uma dose adicional de incerteza. O produto alcançou máxima histórica durante a noite passada.
Segundo pesquisa da associação norte-americana de automóveis, o preço médio da gasolina ultrapassou o patamar dos US$ 4,080 o galão (3,78 litros). O combustível está aproximadamente 38% mais caro em 2008 na comparação com 2007.
Nesta segunda-feira (30), o início do expediente nos principais mercados financeiros globais tem como fator predominante a evolução nos preços dos contratos futuros de petróleo. Novidade ou não, a elevação levou o barril acima dos US$ 143, o patamar de intraday mais alto da história.
Apesar da condição mais apertada entre oferta e demanda, devido ao crescimento exponencial de nações como China e Índia, ganha relevância a tese de que somente fatores estruturais não explicam a trajetória atual das cotações.
As tensões geopolíticas no Oriente Médio, sobretudo àquelas relacionadas ao Irã, e a fraqueza do dólar são fundamentais para a permanência do produto nestes níveis. Na semana passada, o barril já havia rompido a barreira dos US$ 140 pela primeira vez. No ano, a valorização acumulada é de cerca de 48% em Nova York.
Nesta sessão, por exemplo, o prognóstico de recuo do dólar em relação ao euro, em resposta a uma provável elevação do juro básico na zona do euro, volta a impulsionar o preço do óleo. Os ativos normalmente variam em direções opostas, já que o dólar fortalecido rouba atratividade dos investimentos em commodities.
Especulação
Essa relação já virou tema de debate no senado norte-americano, que estuda medidas para conter a especulação no mercado. Para alguns analistas, se os especuladores fossem banidos, o barril poderia cair para até US$ 60. Opinião também partilhada por dirigentes da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
O candidato democrata à sucessão na Casa Branca, Barack Obama, propõe em seu programa de energia uma maior transparência dos fundos que aplicam em commodities. A valorização recorde do petróleo impacta diretamente nos preços de combustíveis nos EUA, o que pesa consideravelmente em período eleitoral.
Gasolina nos EUA
A possibilidade de deterioração do cenário inflacionário norte-americano, com maiores custos de combustíveis prejudicando os gastos dos consumidores, ganhou uma dose adicional de incerteza. O produto alcançou máxima histórica durante a noite passada.
Segundo pesquisa da associação norte-americana de automóveis, o preço médio da gasolina ultrapassou o patamar dos US$ 4,080 o galão (3,78 litros). O combustível está aproximadamente 38% mais caro em 2008 na comparação com 2007.