Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
A despeito da recente derrocada, o desempenho das ações em 2008 colocou a Petrobras na segunda posição do continente em valor de mercado, atrás somente da norte-americana Exxon Mobil. Mas uma comparação baseada nas principais referências operacionais ainda deixa a estatal brasileira atrás dos principais players do setor.
A disparidade entre a capitalização de mercado e seus dados produtivos na comparação com as rivais internacionais figura ao lado do ciclo recente de descobertas anunciado pela brasileira.
Se por um lado a disparada do petróleo pode ter ajudado na valorização dos ativos da estatal, a ocorrência abrange o segmento como um todo. Este fato associa diretamente a amplitude de exposição da empresa ao mercado às expectativas quanto ao potencial benefício das novas reservas.
De maneira geral, a Petrobras parece ser vista entre os analistas como uma das companhias de melhor potencial de crescimento do setor, o que ajuda a explicar as margens de captação. Graças em grande parte ao volume de investimentos e provável benefício com as novas reservas, o futuro da estatal brasileira parece promissor, ao menos na avaliação dos analistas.
Evolução produtiva
Uma amostra deste retrato pode ser extraída das projeções do banco de investimentos norte-americano JP Morgan para as grandes do setor nos próximos anos. Com evidência para o incremento dado pelas descobertas ao volume de reservas, a Petrobras passa na frente das rivais internacionais quando o assunto é evolução do volume produtivo.
A aposta da instituição é que a Petrobras apresente crescimento próximo de 7,3% em sua produção total neste ano, e avanço de mais 7,9% em 2009. Na comparação com os principais players do setor, estas margens tornam-se representativas.
Para a Exxon Mobil, por exemplo, a estimativa da instituição para o aumento produtivo em 2008 gira em torno de 0,3%. Já para a Petro China, a expectativa é de crescimento entre 4,5% e 4,8% para os dois anos em questão.
Eficiência operacional
Mas o crescimento dos volumes produtivos deve acompanhar uma melhoria da eficiência operacional. Os resultados da empresa tendem a seguir sua evolução produtiva. E a geração de caixa da Petrobras tem tudo para demonstrar este efeito.
Para 2008, a projeção do JP Morgan é que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Petrobras chegue próximo de US$ 39 bilhões. Caso as estimativas da instituição se concretizem, o indicador tende a evoluir cerca de 19% na passagem 2008-2009.
O número supera a média de evolução projetada para o setor, ficando atrás, entre as maiores do mundo, apenas da Petro China, cuja expansão esperada para o mesmo intervalo de tempo beira 26%. A média de expansão das quatro maiores do mundo é de 4% para o período.
Em relação à margem Ebitda - geração de caixa sobre a receita líquida - da Petrobras, a aposta do JP Morgan é de 33% em 2008 e 37% no próximo ano.
Potencial de crescimento
Apesar de alguns dados operacionais ainda se apresentarem bem inferiores a alguns players do setor, o potencial para as ações da Petrobras é o melhor entre as grandes.
O upside estimado pelo banco para os papéis da empresa até o final do ano ultrapassa 50%, variação bem superior à das rivais.
Comparativo operacional
*Projeção do JP Morgan para a produção total em 2008 (milhões de barris diários de óleo equivalente)
**Bilhões de barris equivalentes
***Estimativa do JP Morgan para o Ebitda referente a 2008 (US$ bilhões)
A despeito da recente derrocada, o desempenho das ações em 2008 colocou a Petrobras na segunda posição do continente em valor de mercado, atrás somente da norte-americana Exxon Mobil. Mas uma comparação baseada nas principais referências operacionais ainda deixa a estatal brasileira atrás dos principais players do setor.
A disparidade entre a capitalização de mercado e seus dados produtivos na comparação com as rivais internacionais figura ao lado do ciclo recente de descobertas anunciado pela brasileira.
Se por um lado a disparada do petróleo pode ter ajudado na valorização dos ativos da estatal, a ocorrência abrange o segmento como um todo. Este fato associa diretamente a amplitude de exposição da empresa ao mercado às expectativas quanto ao potencial benefício das novas reservas.
De maneira geral, a Petrobras parece ser vista entre os analistas como uma das companhias de melhor potencial de crescimento do setor, o que ajuda a explicar as margens de captação. Graças em grande parte ao volume de investimentos e provável benefício com as novas reservas, o futuro da estatal brasileira parece promissor, ao menos na avaliação dos analistas.
Evolução produtiva
Uma amostra deste retrato pode ser extraída das projeções do banco de investimentos norte-americano JP Morgan para as grandes do setor nos próximos anos. Com evidência para o incremento dado pelas descobertas ao volume de reservas, a Petrobras passa na frente das rivais internacionais quando o assunto é evolução do volume produtivo.
A aposta da instituição é que a Petrobras apresente crescimento próximo de 7,3% em sua produção total neste ano, e avanço de mais 7,9% em 2009. Na comparação com os principais players do setor, estas margens tornam-se representativas.
Para a Exxon Mobil, por exemplo, a estimativa da instituição para o aumento produtivo em 2008 gira em torno de 0,3%. Já para a Petro China, a expectativa é de crescimento entre 4,5% e 4,8% para os dois anos em questão.
Eficiência operacional
Mas o crescimento dos volumes produtivos deve acompanhar uma melhoria da eficiência operacional. Os resultados da empresa tendem a seguir sua evolução produtiva. E a geração de caixa da Petrobras tem tudo para demonstrar este efeito.
Para 2008, a projeção do JP Morgan é que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Petrobras chegue próximo de US$ 39 bilhões. Caso as estimativas da instituição se concretizem, o indicador tende a evoluir cerca de 19% na passagem 2008-2009.
O número supera a média de evolução projetada para o setor, ficando atrás, entre as maiores do mundo, apenas da Petro China, cuja expansão esperada para o mesmo intervalo de tempo beira 26%. A média de expansão das quatro maiores do mundo é de 4% para o período.
Em relação à margem Ebitda - geração de caixa sobre a receita líquida - da Petrobras, a aposta do JP Morgan é de 33% em 2008 e 37% no próximo ano.
Potencial de crescimento
Apesar de alguns dados operacionais ainda se apresentarem bem inferiores a alguns players do setor, o potencial para as ações da Petrobras é o melhor entre as grandes.
O upside estimado pelo banco para os papéis da empresa até o final do ano ultrapassa 50%, variação bem superior à das rivais.
Comparativo operacional
| Companhia | País | Produção Estimada* | Reservas** | Geração de Caixa (US$ bilhões)*** |
| Exxon Mobil | EUA | 4,19 | 22,12 | 92,27 |
| BP | Reino Unido | 3,82 | 17,81 | 53,50 |
| Petro China | China | 3,19 | 21,88 | 36,34 |
| RD Shell | Reino Unido | 3,13 | 11,9 | 65,8 |
| Chevron | EUA | 2,86 | 10,77 | 48,14 |
| Petrobras | Brasil | 2,42 | 11,70 | 38,76 |
| Rosneft | Rússia | 2,30 | 21,69 | 24,50 |
| Lukoil | Rússia | 2,12 | 20,66 | 22,99 |
| Conoco Phillips | EUA | 1,93 | 10,60 | 40,15 |
| ENI | Itália | 1,77 | 6,37 | 49,73 |
| Repsol YPF | Espanha | 0,92 | 2,40 | 16,59 |
| BG | Reino Unido | 0,626 | 2,15 | 13,69 |
| Galp | Portugal | 0,14 | 0,23 | 1,57 |
*Projeção do JP Morgan para a produção total em 2008 (milhões de barris diários de óleo equivalente)
**Bilhões de barris equivalentes
***Estimativa do JP Morgan para o Ebitda referente a 2008 (US$ bilhões)