O Banco Mundial (BM) reduziu sua previsão de crescimento da economia chinesa em 2008 para 9,6%, 1,2 ponto abaixo da estimativa anterior e também do cálculo oficial do Governo chinês. O organismo econômico informou hoje, na apresentação de seu relatório trimestral, que "a economia chinesa começou a se refrear depois dos recordes batidos em 2007", quando cresceu 11,4%.
Entre os principais motivos da desaceleração, o BM citou a contenção nas exportações devido à menor demanda externa e o aumento da inflação até 6,5% em dezembro, promovido pelo encarecimento dos alimentos. No entanto, e apesar de o crescimento cair 1,8 ponto em relação ao registrado em 2007, o BM indica uma progressão "sólida" da economia chinesa. "A forte freada na economia mundial deve afetar as exportações e os investimentos na China, mas o impulso da demanda doméstica permanecerá forte, por isso uma modesta desaceleração no mundo contribuiria ao equilíbrio da economia", explicou David Dollar, diretor do Banco Mundial para a China. A instituição presidida pelo americano Robert B. Zoellick alertou para a necessidade de adotar medidas macroeconômicas para enfrentar a escalada de preços e o excedente comercial.
Neste sentido, o estudo insiste em que uma progressiva valorização do iuane frente ao dólar teria efeitos positivos em ambos os indicadores.
O relatório também aconselha deixar de lado o controle direto por parte do Governo dos preços de alguns bens e produtos e aposta em substituí-lo por subsídios diretos.
"A preocupação com a inflação pede uma política monetária relativamente restritiva", disse Louis Kuijs, coordenador do estudo, em referência à recusa das autoridades chinesas em subir a taxa de juros por temer perder a atratividade para os investimentos externos.
Kuijs afirmou que a atual crise causada pela pior nevasca na China em 50 anos terá pouco impacto na economia.
Os analistas desta instituição também fizeram referência à queda de poder aquisitivo dos cidadãos chineses devido à alta dos preços.
O banco prevê um leve aumento do número de pobres (pessoas que sobrevivem com menos de US$ 1 ao dia), "embora isso não mude o fato de que a China teve a maior e mais rápida redução da pobreza da história". EFE
Entre os principais motivos da desaceleração, o BM citou a contenção nas exportações devido à menor demanda externa e o aumento da inflação até 6,5% em dezembro, promovido pelo encarecimento dos alimentos. No entanto, e apesar de o crescimento cair 1,8 ponto em relação ao registrado em 2007, o BM indica uma progressão "sólida" da economia chinesa. "A forte freada na economia mundial deve afetar as exportações e os investimentos na China, mas o impulso da demanda doméstica permanecerá forte, por isso uma modesta desaceleração no mundo contribuiria ao equilíbrio da economia", explicou David Dollar, diretor do Banco Mundial para a China. A instituição presidida pelo americano Robert B. Zoellick alertou para a necessidade de adotar medidas macroeconômicas para enfrentar a escalada de preços e o excedente comercial.
Neste sentido, o estudo insiste em que uma progressiva valorização do iuane frente ao dólar teria efeitos positivos em ambos os indicadores.
O relatório também aconselha deixar de lado o controle direto por parte do Governo dos preços de alguns bens e produtos e aposta em substituí-lo por subsídios diretos.
"A preocupação com a inflação pede uma política monetária relativamente restritiva", disse Louis Kuijs, coordenador do estudo, em referência à recusa das autoridades chinesas em subir a taxa de juros por temer perder a atratividade para os investimentos externos.
Kuijs afirmou que a atual crise causada pela pior nevasca na China em 50 anos terá pouco impacto na economia.
Os analistas desta instituição também fizeram referência à queda de poder aquisitivo dos cidadãos chineses devido à alta dos preços.
O banco prevê um leve aumento do número de pobres (pessoas que sobrevivem com menos de US$ 1 ao dia), "embora isso não mude o fato de que a China teve a maior e mais rápida redução da pobreza da história". EFE