Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
"A economia dos Estados Unidos já está em recessão, em nosso modo de ver", afirmaram os analistas do Citigroup. Apesar da visão pessimista, a instituição buscou ressaltar que os mercados latino-americanos são os de melhor performance recente no mundo, mas a preferência continua pela bolsa mexicana.
Avaliando a atual conjuntura da economia internacional, a conclusão dos analistas é de que novas baixas devem atingir os mercados ainda no primeiro semestre, e as fortes perdas de janeiro devem ser novamente testadas.
A volatilidade ainda deve marcar presença sobre as bolsas globais, com a tendência ainda negativa predominando no curto prazo. Contrastando com estas perspectivas, a aposta é de forte rali no segundo semestre.
E caso esta visão se torne realidade, as baixas prometem mesmo ser expressivas para a bolsa brasileira. Em meio ao recuo esperado para os mercados globais, o Citi acredita que o Ibovespa- principal índice acionário brasileiro - pode voltar para a casa dos 50 mil pontos, margem mais de 20% inferior ao atual patamar.
Alta na Selic pode atrasar investment grade
Um tópico que chamou a atenção no release da instituição foi o aumento das perspectivas de elevação da taxa básica de juro brasileira.
"As taxas de juro do Brasil e do México devem se movem em direção oposta ao longo do ano, e esperamos que o juro básico mexicano recue 75 pontos-base em 2008, contrariando a ampliação do 'risco' de elevação na Selic", salientam os analistas. A causa principal desta expectativa é o avanço inflacionário.
Se a elevação da taxa realmente ocorrer, o Citi acredita que o investment grade, esperado para este ano, pode ser "atrasado". Foi ressaltado que a chegada do grau de investimento depende da relação favorável entre endividamento e PIB (Produto Interno Bruto) e equilíbrio na trajetória do orçamento público, que pode ser colocado em xeque com a elevação da taxa.
Postura deve ser defensiva no curto prazo
A aposta em relação ao comportamento dos investidores na bolsa brasileira é de que posturas mais defensivas devem prevalecer no curto prazo, com reflexos significativos entre os setores.
O banco norte-americano rebaixou sua recomendação aos papéis dos setores de energia e consumo discricionário para "underweight" - abaixo da média, na contramão do upgrade recebido pelos setores serviços e consumo de bens necessários, classificados como "overweight" - acima da média.
"A economia dos Estados Unidos já está em recessão, em nosso modo de ver", afirmaram os analistas do Citigroup. Apesar da visão pessimista, a instituição buscou ressaltar que os mercados latino-americanos são os de melhor performance recente no mundo, mas a preferência continua pela bolsa mexicana.
Avaliando a atual conjuntura da economia internacional, a conclusão dos analistas é de que novas baixas devem atingir os mercados ainda no primeiro semestre, e as fortes perdas de janeiro devem ser novamente testadas.
A volatilidade ainda deve marcar presença sobre as bolsas globais, com a tendência ainda negativa predominando no curto prazo. Contrastando com estas perspectivas, a aposta é de forte rali no segundo semestre.
E caso esta visão se torne realidade, as baixas prometem mesmo ser expressivas para a bolsa brasileira. Em meio ao recuo esperado para os mercados globais, o Citi acredita que o Ibovespa- principal índice acionário brasileiro - pode voltar para a casa dos 50 mil pontos, margem mais de 20% inferior ao atual patamar.
Alta na Selic pode atrasar investment grade
Um tópico que chamou a atenção no release da instituição foi o aumento das perspectivas de elevação da taxa básica de juro brasileira.
"As taxas de juro do Brasil e do México devem se movem em direção oposta ao longo do ano, e esperamos que o juro básico mexicano recue 75 pontos-base em 2008, contrariando a ampliação do 'risco' de elevação na Selic", salientam os analistas. A causa principal desta expectativa é o avanço inflacionário.
Se a elevação da taxa realmente ocorrer, o Citi acredita que o investment grade, esperado para este ano, pode ser "atrasado". Foi ressaltado que a chegada do grau de investimento depende da relação favorável entre endividamento e PIB (Produto Interno Bruto) e equilíbrio na trajetória do orçamento público, que pode ser colocado em xeque com a elevação da taxa.
Postura deve ser defensiva no curto prazo
A aposta em relação ao comportamento dos investidores na bolsa brasileira é de que posturas mais defensivas devem prevalecer no curto prazo, com reflexos significativos entre os setores.
O banco norte-americano rebaixou sua recomendação aos papéis dos setores de energia e consumo discricionário para "underweight" - abaixo da média, na contramão do upgrade recebido pelos setores serviços e consumo de bens necessários, classificados como "overweight" - acima da média.