Comprar ações no lançamento dos papéis não garante lucro certo ao investidor. Essa é a conclusão de um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o desempenho dos papéis das empresas que abriram o capital no Brasil em 2007.
Segundo o pesquisador da FGV, Andrei Simonassi, de 47 empresas que realizaram oferta pública inicial de ações (IPOs, na sigla em inglês) no ano passado, somente 29 (ou 62%) apresentaram retorno positivo ao final do primeiro dia de negociação, número que cai para 25 (53% do total) no fim da primeira semana e para 13 (28%) entre a data da respectiva abertura de capital e o início deste mês (fevereiro de 2008).
"Para os acionistas que mantiveram os papéis adquiridos da data de abertura ao dia 1º de fevereiro deste ano, apenas 21,3% destes geravam rentabilidade superior ao Ibovespa, o que parece sinalizar um fim ou, pelo menos, um desestímulo à moda do IPO", avalia o pesquisador. Ele alerta ainda que algumas ações como Bovespa Holding e BM&F tiveram oferta de papéis limitada. Como os pequenos investidores tiveram acesso limitado a esses lançamentos, não puderam realizar o lucro com os papéis das duas bolsas.
Outro problema nos IPOs para o pequeno investidor, ainda segundo a FGV, é que a liquidez desses títulos cai muito após a estréia na Bovespa. O estudo mostra que, já desconsiderando o primeiro dia de negociação, observa-se que o volume negociado decresce em média 35,8% na primeira semana e que mais de 50% dos papéis de empresas que realizaram IPOs registraram queda na movimentação pela metade nos meses seguintes. "Além de perdas, advindas da redução no preço da ação, o investidor ainda encontraria maior dificuldade em vender o papel adquirido", alerta o trabalho da FGV.
Segundo o pesquisador da FGV, Andrei Simonassi, de 47 empresas que realizaram oferta pública inicial de ações (IPOs, na sigla em inglês) no ano passado, somente 29 (ou 62%) apresentaram retorno positivo ao final do primeiro dia de negociação, número que cai para 25 (53% do total) no fim da primeira semana e para 13 (28%) entre a data da respectiva abertura de capital e o início deste mês (fevereiro de 2008).
"Para os acionistas que mantiveram os papéis adquiridos da data de abertura ao dia 1º de fevereiro deste ano, apenas 21,3% destes geravam rentabilidade superior ao Ibovespa, o que parece sinalizar um fim ou, pelo menos, um desestímulo à moda do IPO", avalia o pesquisador. Ele alerta ainda que algumas ações como Bovespa Holding e BM&F tiveram oferta de papéis limitada. Como os pequenos investidores tiveram acesso limitado a esses lançamentos, não puderam realizar o lucro com os papéis das duas bolsas.
Outro problema nos IPOs para o pequeno investidor, ainda segundo a FGV, é que a liquidez desses títulos cai muito após a estréia na Bovespa. O estudo mostra que, já desconsiderando o primeiro dia de negociação, observa-se que o volume negociado decresce em média 35,8% na primeira semana e que mais de 50% dos papéis de empresas que realizaram IPOs registraram queda na movimentação pela metade nos meses seguintes. "Além de perdas, advindas da redução no preço da ação, o investidor ainda encontraria maior dificuldade em vender o papel adquirido", alerta o trabalho da FGV.