Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
O mercado de etanol vem ganhando a cada dia mais espaço, literalmente. Com a evolução exponencial da procura por veículos "flex", a ampliação das preocupações com o aquecimento global e a viabilidade do mercado, o combustível alternativo reduz substancialmente o foco dos produtores no açúcar, se firmando como commodity energética internacional.
Para se ter uma idéia da dimensão deste avanço, as projeções da Datagro - assessoria agrícola - são de que a safra 2008/09 deve marcar mais um aumento da produção de etanol, devendo ficar com a relação de 57,4% para o mercado de etanol e 42,6% para o de açúcar.
Esta estimativa contrasta com o melhor momento vivido atualmente pelo açúcar, cuja cotação vem em recente ciclo de valorização. Mesmo com o cenário mais favorável para o mercado de açúcar, fator que pode sugerir uma "volta" dos produtores para o açúcar, a força e potencial do mercado da nova commodity energética impede esta tendência.
Além de ganhar grande destaque na mídia internacional, o etanol vem atraindo os olhares dos analistas. Nesta semana, o banco Credit Suisse ressaltou o movimento do setor, demonstrando otimismo com a evolução deste mercado. Os passos foram acompanhados pelos analistas da corretora Link, que destacaram o processo de transformação do etanol em commodity energética.
Nova commodity coloca Brasil em destaque
A Link buscou destacar o megacontrato firmado entre a Copersucar e multinacional Solvay do Brasil. O acordo visa o fornecimento exclusivo de álcool para a multinacional, prática que vem ganhando corpo no País, à medida que a produção mundial de etanol mostra que deverá superar a oferta de açúcar nos próximos anos.
"Acreditamos que o uso do etanol em larga escala mundial como fonte de energia renovável e limpa será adotada frente aos problemas ambientais e de aquecimento global e incertezas em relação à continuidade do crescimento da oferta de petróleo e seus derivados", ressalta a corretora.
Com esta afirmação em foco, o grande beneficiado deve ser o Brasil. A Link destacou que, pelas grandes quantidades de terras disponíveis e vantagens comparativas em termos de custos produtivos, o Brasil deve ocupar o posto de principal exportador mundial do produto.
Demanda interna sustentada por "flexs"
De olho no assunto, o Credit Suisse destacou o constante avanço do mercado de veículos bi-combustível, atribuindo ao mesmo a sustentação da demanda interna pelo etanol.
"A forte evolução nas vendas de carros 'flex' deve sustentar o preço do etanol no mercado doméstico em altos níveis e estimular os produtores a desviar seu foco produtivo do açúcar cada vez mais", conclui o banco suíço.
Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), as vendas deste tipo de veículo cresceram 49,5% em janeiro frente ao mesmo período do ano passado, totalizando 179,7 mil unidades no período.
Infra-estrutura é a ameaça
A visão otimista com a posição do Brasil no mercado global de etanol contrasta com os problemas de infra-estrutura do País, fator que limita o potencial de escoamento da produção brasileira.
"Tal processo evolutivo dependerá da criação de uma estrutura de escoamento da produção de forma eficiente e da criação de um mercado mundial com contratos futuros de alta liquidez", afirma a Link.
As apostas da corretora em desenvolvimento do setor em médio e longo prazo estão relacionadas diretamente à falta de estrutura de escoamento no Brasil no curto prazo.
Ações: apostas no setor
Considerando o cenário ótimo para o setor no médio e longo prazo, os analistas da Link consideram os papéis da Açúcar Guarani como a melhor opção de investimento para o momento, sendo o único do setor com recomendação de "compra". As ações de São Martinho e Cosan receberam sugestão "neutra".
O mercado de etanol vem ganhando a cada dia mais espaço, literalmente. Com a evolução exponencial da procura por veículos "flex", a ampliação das preocupações com o aquecimento global e a viabilidade do mercado, o combustível alternativo reduz substancialmente o foco dos produtores no açúcar, se firmando como commodity energética internacional.Para se ter uma idéia da dimensão deste avanço, as projeções da Datagro - assessoria agrícola - são de que a safra 2008/09 deve marcar mais um aumento da produção de etanol, devendo ficar com a relação de 57,4% para o mercado de etanol e 42,6% para o de açúcar.
Esta estimativa contrasta com o melhor momento vivido atualmente pelo açúcar, cuja cotação vem em recente ciclo de valorização. Mesmo com o cenário mais favorável para o mercado de açúcar, fator que pode sugerir uma "volta" dos produtores para o açúcar, a força e potencial do mercado da nova commodity energética impede esta tendência.
Além de ganhar grande destaque na mídia internacional, o etanol vem atraindo os olhares dos analistas. Nesta semana, o banco Credit Suisse ressaltou o movimento do setor, demonstrando otimismo com a evolução deste mercado. Os passos foram acompanhados pelos analistas da corretora Link, que destacaram o processo de transformação do etanol em commodity energética.
Nova commodity coloca Brasil em destaque
A Link buscou destacar o megacontrato firmado entre a Copersucar e multinacional Solvay do Brasil. O acordo visa o fornecimento exclusivo de álcool para a multinacional, prática que vem ganhando corpo no País, à medida que a produção mundial de etanol mostra que deverá superar a oferta de açúcar nos próximos anos.
"Acreditamos que o uso do etanol em larga escala mundial como fonte de energia renovável e limpa será adotada frente aos problemas ambientais e de aquecimento global e incertezas em relação à continuidade do crescimento da oferta de petróleo e seus derivados", ressalta a corretora.
Com esta afirmação em foco, o grande beneficiado deve ser o Brasil. A Link destacou que, pelas grandes quantidades de terras disponíveis e vantagens comparativas em termos de custos produtivos, o Brasil deve ocupar o posto de principal exportador mundial do produto.
Demanda interna sustentada por "flexs"
De olho no assunto, o Credit Suisse destacou o constante avanço do mercado de veículos bi-combustível, atribuindo ao mesmo a sustentação da demanda interna pelo etanol.
"A forte evolução nas vendas de carros 'flex' deve sustentar o preço do etanol no mercado doméstico em altos níveis e estimular os produtores a desviar seu foco produtivo do açúcar cada vez mais", conclui o banco suíço.
Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), as vendas deste tipo de veículo cresceram 49,5% em janeiro frente ao mesmo período do ano passado, totalizando 179,7 mil unidades no período.
Infra-estrutura é a ameaça
A visão otimista com a posição do Brasil no mercado global de etanol contrasta com os problemas de infra-estrutura do País, fator que limita o potencial de escoamento da produção brasileira.
"Tal processo evolutivo dependerá da criação de uma estrutura de escoamento da produção de forma eficiente e da criação de um mercado mundial com contratos futuros de alta liquidez", afirma a Link.
As apostas da corretora em desenvolvimento do setor em médio e longo prazo estão relacionadas diretamente à falta de estrutura de escoamento no Brasil no curto prazo.
Ações: apostas no setor
Considerando o cenário ótimo para o setor no médio e longo prazo, os analistas da Link consideram os papéis da Açúcar Guarani como a melhor opção de investimento para o momento, sendo o único do setor com recomendação de "compra". As ações de São Martinho e Cosan receberam sugestão "neutra".