
O Brasil está prestes a realizar um grande passo em sua jornada para tornar-se uma grande potência internacional. Este ano foi realizado um acordo estratégico-militar juntamente com a França, no intuito de reaparelhar as forças armadas do país. Sarkozy disse na Guiana Francesa que seu governo está disposto a abrir para o Brasil livre acesso ao conhecimento necessário à produção e desenvolvimento de caças supersônicos Rafale, de quinta geração, submarinos diesel-elétricos Scorpéne, helicópteros Dauphin e Cougar, além dos diversos sistemas de armas destinados a esse equipamento. Além disso, afirmou que apóia a candidatura do Brasil ao posto de membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.Conselho de Segurança das Nações Unidas
Este é um projeto no qual o país vem trabalhando a longo tempo, e por que o interesse em uma vaga permanente?
Atualmente, o Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 países, sendo 5 membros permanentes e 10 outros eleitos pela Assembleia Geral das Nações Unidas por mandatos de 2 anos. Porém existe uma grande diferença entre um membro permanente e um membro eleito. O artigo 27 da Carta das Nações Unidas permite que os membros permanentes possam usar o seu direito de veto podendo assim bloquear as decisões do Conselho de Segurança, mesmo que nas votações o número mínimo de 9 votos favoráveis em 15 possíveis seja atingido.
Atualmente, o Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 países, sendo 5 membros permanentes e 10 outros eleitos pela Assembleia Geral das Nações Unidas por mandatos de 2 anos. Porém existe uma grande diferença entre um membro permanente e um membro eleito. O artigo 27 da Carta das Nações Unidas permite que os membros permanentes possam usar o seu direito de veto podendo assim bloquear as decisões do Conselho de Segurança, mesmo que nas votações o número mínimo de 9 votos favoráveis em 15 possíveis seja atingido.
Atualmente a ONU passa por um processo de Reforma, oficialmente iniciado pelo ex-secretário geral Kofi Annan (atualmente o secretário geral da onu é o sul-coreano Ban Ki-moon).Existem discussões sobre a reformulação do Conselho de Segurança, que apresenta um desequilíbrio em seus membros na nova ordem mundial. O desequilíbrio de forças se deve, principalmente, à ausência do Japão e da Alemanha (respectivamente, segunda e terceira maiores economias do planeta), nações que, por terem sido derrotadas na Segunda Guerra Mundial, ficaram fora do núcleo do Conselho. Alemanha, Brasil, Japão e Índia formaram o G-4 e apresentaram uma proposta para expandir o Conselho para 25 membros, com mais cinco permanentes além dos atuais. Os novos membros permanentes seriam assim divididos:
* Dois membros da Ásia.
* Um membro da América Latina
* Um membro da Europa de Leste
* Um membro da África
O G-4 preencheria as quatro primeiras cadeiras, restando uma força africana como Nigéria ou África do Sul. A França apóia a entrada da Alemanha, e os países sul-americanos tendem a apoiar o Brasil. Resistências regionais existem contra o G-4: Paquistão contra Índia, e, o mais importante, China contra Japão. Um veto da China ao projeto de expansão prolongaria o desequilíbrio das forças no Conselho de Segurança.
E qual o interesse da França em apoiar o Brasil?
Dentro do bloco dos membros permanentes há uma certa divisão entre os países. A Grã-Bretanha possui afinidade com os Estados Unidos e geralmente apóia as suas decisões. Quanto a China e Rússia, não se pode dizer que há afinidade entre esses países, porém muitas vezes suas opiniões são convergentes. E a França? A França fica em uma situação complicada no momento que precisa de apoio na defesa de seus interesses.
E por que o Brasil?
A França vê com muito bons olhos o Brasil por diversos motivos, entre eles o papel de liderança dentro da América do Sul, sendo um dos mais importantes players do Hemisfério Sul. As enormes semelhanças entre os países, como por exemplo, são países de língua latina, modelo de sistema educacional semelhantes, sem falar que muito do Brasil como é hoje veio inspirado da França após a Revolução Francesa.
Outro ponto positivo do Brasil no atual momento da história é pertencer à vanguarda dos países detentores da tecnologia do biocombustível, que sem sombra de dúvidas fará parte do quadro das principais matrizes energéticas de maneira global nos próximos anos.
Outro ponto positivo do Brasil no atual momento da história é pertencer à vanguarda dos países detentores da tecnologia do biocombustível, que sem sombra de dúvidas fará parte do quadro das principais matrizes energéticas de maneira global nos próximos anos.
Então pode-se dizer que uma aliança entre os dois países seria benéfico para ambas as partes. O Brasil tornando-se uma potência mundial e a França contando com seu apóio na defesa de seus interesses frente às outras potências mundiais.
E para isso, o Brasil está dando um passo importante aumentando o seu poderio bélico e assumindo definitivamente o posto de maior potência da América Latina.
E para isso, o Brasil está dando um passo importante aumentando o seu poderio bélico e assumindo definitivamente o posto de maior potência da América Latina.
Curiosidade: O Conselho de Segurança e a Indústria Bélica
"É interessante notar que os seis países que mais exportaram armas entre 1993 e 1997 são os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, mais a Alemanha."
Por Sergio Andrade
Créditos especiais a Daniel Carlos Pinto