O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Mundial), Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta quarta-feira (13) que "está se tornando cada vez mais claro que os efeitos macroeconômicos da crise no mercado financeiro serão sérios e nenhuma região irá escapar inteiramente ilesa", em discurso a um instituto econômico na Índia.
Ao contrário do que muitas autoridades econômicas vêm apregoando, o diretor do FMI acredita que os mercados emergentes, entres eles Brasil, China e Índia, não estão imunes às conseqüências da crise financeira desencadeada pela deterioração do setor imobiliário norte-americano.
Strauss-Kahn alega que "o que primeiramente se manifestou como um problema para as instituições financeiras agora está se transformando num problema para economias" e ressalta que atualmente as instituições tendem a ser "internacionais ao invés de nacionais" .
Países emergentes
O diretor ainda solicitou permissão para ser mais especifico e acusou os bancos de terem subestimado os riscos diante de um ambiente econômico de juro reduzido, baixa volatilidade e alta liquidez, o que ocasionou a quebra dos sistemas de crédito e administração de riscos em cadeia, em escala global.
"Os efeitos desta crise devem ser sentidos em economias emergentes mais cedo", prevê Strauss-Kahn, que ainda discorda da perspectiva de que os países em desenvolvimento estão descolados das economias desenvolvidas. "Mercados emergentes precisam se unir aos países industrializados nas responsabilidades macroeconômicas e de políticas regulatórias", recomendou.
No mês passado, o FMI reduziu sua projeção de crescimento global em 2008, de 4,4% para 4,1%, consideravelmente abaixo dos 4,9% verificados no ano passado, e advertiu que a atividade econômica pode desacelerar ainda mais.
Ao contrário do que muitas autoridades econômicas vêm apregoando, o diretor do FMI acredita que os mercados emergentes, entres eles Brasil, China e Índia, não estão imunes às conseqüências da crise financeira desencadeada pela deterioração do setor imobiliário norte-americano.
Strauss-Kahn alega que "o que primeiramente se manifestou como um problema para as instituições financeiras agora está se transformando num problema para economias" e ressalta que atualmente as instituições tendem a ser "internacionais ao invés de nacionais" .
Países emergentes
O diretor ainda solicitou permissão para ser mais especifico e acusou os bancos de terem subestimado os riscos diante de um ambiente econômico de juro reduzido, baixa volatilidade e alta liquidez, o que ocasionou a quebra dos sistemas de crédito e administração de riscos em cadeia, em escala global.
"Os efeitos desta crise devem ser sentidos em economias emergentes mais cedo", prevê Strauss-Kahn, que ainda discorda da perspectiva de que os países em desenvolvimento estão descolados das economias desenvolvidas. "Mercados emergentes precisam se unir aos países industrializados nas responsabilidades macroeconômicas e de políticas regulatórias", recomendou.
No mês passado, o FMI reduziu sua projeção de crescimento global em 2008, de 4,4% para 4,1%, consideravelmente abaixo dos 4,9% verificados no ano passado, e advertiu que a atividade econômica pode desacelerar ainda mais.