Por: Nathália A. Terra Pereira
O mês de janeiro de 2008 poderia ser resumido por uma palavra no que concerne ao desempenho das principais praças financeiras mundiais: volatilidade.
Temerosos quanto à economia norte-americana, investidores passaram a adotar a estratégia do flight to quality, isto é, a fuga de ativos mais arriscados em direção a investimentos considerados mais seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA.
Com isso, os mercados acionários amargaram diversas sessões de perdas, e consequentemente, um movimento de depreciação dos preços de ativos se configurou ao redor do mundo, tentando investidores a montar posições, mesmo em tempos voláteis como este.
Volatilidade = oportunidade
De fato, como afirmam os analistas da equipe do HSBC, "os momentos de maiores quedas nos mercados proporcionam grandes oportunidades, tendo em vista que boa parte dessa realização é motivada pelo risco sistêmico".
Neste contexto de grande instabilidade, os fundamentos macroeconômicos passam a ser privilegiados em detrimento dos fundamentos microeconômicos, isto é, fundamentos dos setores e das empresas, e com isso, os mercados de renda variável sofrem com as consecutivas perdas.
Entretanto, passado o momento de crescente percepção de risco, "o mercado tende a estabilizar em um novo patamar, e com um cenário econômico mais claro, os fundamentos das empresas voltam a ser avaliados", na leitura do HSBC.
Preços refletem possível recessão?
Contudo, a cautela não deve ser descartada e a pergunta que os investidores devem se fazer é se não há ainda espaço adicional a maiores quedas nas cotações. No contexto da atual crise do subprime, tal indagação seria "se o preço dos ativos refletem corretamente o risco de uma eventual recessão norte-americana", nas palavras de Lika Takahashi.
E embora a resposta para tal pergunta ainda seja desconhecida, a estrategista da Fator Corretora acredita que certamente há ativos com preços interessantes, sendo o desafio para o investidor garimpar as boas oportunidades dentre tantas opções no mercado.
Ações defensivas e dividendos são opções
Sob as projeções de mais volatilidade aos próximos meses, o HSBC recomenda que o investidor tire proveito das ondas instáveis no mercado, montando posições baseadas em ações defensivas e com fundamentos sólidos, "evitando ativos de maior risco, mesmo que estes possuam grande potencial de valorização".
No mesmo sentido, os analistas do Banco Safra sugerem investimentos em papéis de empresas sólidas, que no médio e longo prazo devem voltar a se valorizar conforme as incertezas sobre as perspectivas econômicas dos EUA se reduzam.
Outra opção destacada por Takahashi é a carteira de dividendos. Isto porque, mesmo perdendo em atratividade devido às incertezas quanto à trajetória das taxas de juros no Brasil, tal portfólio compensa por reduzir o risco ao pagar parte de seu retorno de forma antecipada.
Seja qual for a opção, como sintetizado pelo HSBC, "para aqueles com foco em longo prazo, e que possuam relativa tolerância às volatilidades pontuais, o atual momento pode representar uma oportunidade de entrada em um mercado acionário emergente".
O mês de janeiro de 2008 poderia ser resumido por uma palavra no que concerne ao desempenho das principais praças financeiras mundiais: volatilidade.
Temerosos quanto à economia norte-americana, investidores passaram a adotar a estratégia do flight to quality, isto é, a fuga de ativos mais arriscados em direção a investimentos considerados mais seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA.
Com isso, os mercados acionários amargaram diversas sessões de perdas, e consequentemente, um movimento de depreciação dos preços de ativos se configurou ao redor do mundo, tentando investidores a montar posições, mesmo em tempos voláteis como este.
Volatilidade = oportunidade
De fato, como afirmam os analistas da equipe do HSBC, "os momentos de maiores quedas nos mercados proporcionam grandes oportunidades, tendo em vista que boa parte dessa realização é motivada pelo risco sistêmico".
Neste contexto de grande instabilidade, os fundamentos macroeconômicos passam a ser privilegiados em detrimento dos fundamentos microeconômicos, isto é, fundamentos dos setores e das empresas, e com isso, os mercados de renda variável sofrem com as consecutivas perdas.
Entretanto, passado o momento de crescente percepção de risco, "o mercado tende a estabilizar em um novo patamar, e com um cenário econômico mais claro, os fundamentos das empresas voltam a ser avaliados", na leitura do HSBC.
Preços refletem possível recessão?
Contudo, a cautela não deve ser descartada e a pergunta que os investidores devem se fazer é se não há ainda espaço adicional a maiores quedas nas cotações. No contexto da atual crise do subprime, tal indagação seria "se o preço dos ativos refletem corretamente o risco de uma eventual recessão norte-americana", nas palavras de Lika Takahashi.
E embora a resposta para tal pergunta ainda seja desconhecida, a estrategista da Fator Corretora acredita que certamente há ativos com preços interessantes, sendo o desafio para o investidor garimpar as boas oportunidades dentre tantas opções no mercado.
Ações defensivas e dividendos são opções
Sob as projeções de mais volatilidade aos próximos meses, o HSBC recomenda que o investidor tire proveito das ondas instáveis no mercado, montando posições baseadas em ações defensivas e com fundamentos sólidos, "evitando ativos de maior risco, mesmo que estes possuam grande potencial de valorização".
No mesmo sentido, os analistas do Banco Safra sugerem investimentos em papéis de empresas sólidas, que no médio e longo prazo devem voltar a se valorizar conforme as incertezas sobre as perspectivas econômicas dos EUA se reduzam.
Outra opção destacada por Takahashi é a carteira de dividendos. Isto porque, mesmo perdendo em atratividade devido às incertezas quanto à trajetória das taxas de juros no Brasil, tal portfólio compensa por reduzir o risco ao pagar parte de seu retorno de forma antecipada.
Seja qual for a opção, como sintetizado pelo HSBC, "para aqueles com foco em longo prazo, e que possuam relativa tolerância às volatilidades pontuais, o atual momento pode representar uma oportunidade de entrada em um mercado acionário emergente".