Os títulos do governo brasileiro negociados no Tesouro Direto estão mais baratos. Podem ficar mais baratos se houver um agravamento da crise, mas alguns analistas já enxergam boas oportunidades de compra desses papéis. A alta nas taxas nos contratos de juro negociados no mercado futuro provocou um impacto no preço dos títulos.
Alexandre Nunes, da Bawn Investimentos, empresa de gestão de fortunas, diz que os títulos prefixados são os que mais sofrem com a alta nas taxas e o impacto é imediato.
Por que?
Porque eles fazem um ajuste para que a taxa embutida no papel fique de acordo com as novas taxas da economia.
Como isso ocorre? O preço do papel cai para que o ganho embutido no título tenha uma alta. Como você compra mais barato, com desconto, então aumenta o retorno. Mas quem comprou antes o papel pagou mais caro, se for vender agora vai amargar uma perda, porque o título é negociado a um preço mais baixo do que aquele que ele pagou.
Alexandre Nunes diz então o seguinte: que os títulos prefixados negociados no Tesouro Direto sofreram com a alta no movimento no mercado futuro, ou seja, estão mais baratos e quem quer travar uma taxa maior pode ser um momento interessante.
Esses títulos são as NTN-F. Mas observe que ele diz que os mais curtos, embutem um risco menor. Porque esses títulos de vencimentos em um ano costumam refletir apenas expectativa de juro no ano e isso o mercado futuro já precificou. Assim, o risco de queda do preço desse papel é menor.
Já os títulos mais longos embutem outras variáveis de risco, como avaliação de risco país, por exemplo. Por isso podem oscilar mais.
Outra recomendação dele são as LTN (também papéis prefixados) de vencimento de curto prazo. Esses são os papéis com maior potencial de alta, segundo ele porque estão baratas e já embutem toda a expectativa de alta para o juro este ano, ou seja, o risco de queda no preço do título é menor.
Por fim, quem quer aplicações de longo prazo, ele diz que os melhores papéis são as NTN-B, títulos indexados ao IPCA, o índice oficial de inflação. Esses papéis tendem a se valorizar com a alta da inflação.
Por: Mara Luquet
Alexandre Nunes, da Bawn Investimentos, empresa de gestão de fortunas, diz que os títulos prefixados são os que mais sofrem com a alta nas taxas e o impacto é imediato.
Por que?
Porque eles fazem um ajuste para que a taxa embutida no papel fique de acordo com as novas taxas da economia.
Como isso ocorre? O preço do papel cai para que o ganho embutido no título tenha uma alta. Como você compra mais barato, com desconto, então aumenta o retorno. Mas quem comprou antes o papel pagou mais caro, se for vender agora vai amargar uma perda, porque o título é negociado a um preço mais baixo do que aquele que ele pagou.
Alexandre Nunes diz então o seguinte: que os títulos prefixados negociados no Tesouro Direto sofreram com a alta no movimento no mercado futuro, ou seja, estão mais baratos e quem quer travar uma taxa maior pode ser um momento interessante.
Esses títulos são as NTN-F. Mas observe que ele diz que os mais curtos, embutem um risco menor. Porque esses títulos de vencimentos em um ano costumam refletir apenas expectativa de juro no ano e isso o mercado futuro já precificou. Assim, o risco de queda do preço desse papel é menor.
Já os títulos mais longos embutem outras variáveis de risco, como avaliação de risco país, por exemplo. Por isso podem oscilar mais.
Outra recomendação dele são as LTN (também papéis prefixados) de vencimento de curto prazo. Esses são os papéis com maior potencial de alta, segundo ele porque estão baratas e já embutem toda a expectativa de alta para o juro este ano, ou seja, o risco de queda no preço do título é menor.
Por fim, quem quer aplicações de longo prazo, ele diz que os melhores papéis são as NTN-B, títulos indexados ao IPCA, o índice oficial de inflação. Esses papéis tendem a se valorizar com a alta da inflação.
Por: Mara Luquet