O plano agrícola e pecuário de 2008 deve dar prioridade ao aumento da produção de alimentos. Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Satephanes, esta seria a principal colaboração que o Brasil poderia dar para evitar a alta dos preços.
"O Brasil tem que usar a sua força para contribuir com o mundo produzindo mais, aumentando a oferta de produtos agrícolas. As soluções não são em curto prazo, mas o que podemos fazer é tentar um plano de safra, que aumente a produção interna", explicou.
Na tentativa de diminuir custos e abaixar preços, o Ministério da Agricultura também está elaborando um programa que possibilite o aproveitamento de áreas degradadas, bem como está negociando com outros setores do governo a retirada do adicional do frete para fertilizantes e defensivos.
Aumentos nos financiamentos
Falando em fertilizantes e insumos, a CNA (Comissão Nacional de Crédito Rural da Confederação da Agricultura e Pecuária) está reivindicando aumento no volume de recursos utilizados para o financiamento da safra.
A sugestão é de que a verba passe dos atuais R$ 73 bilhões para R$ 110 bilhões. Segundo Carlos Sperotto, presidente da entidade, o aumento se justifica porque o preço dos insumos cresceu cerca de 150% entre a safra passada e a atual.
Além disso, os produtores também querem viabilizar a reintegração dos excluídos do crédito rural. Segundo Sperrotto, muitos produtores não estão tendo acesso ao crédito oficial e estão recorrendo a crédito de fornecedores, que são mais caros. Para ele, a medida é necessária "tendo em vista as demandas mundiais que estão se estabelecendo".
Biocombustível x Alimentos
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participará, nos próximos dias, da primeira reunião do Bric, grupo formado pelos quatro maiores países emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China. Na ocasião, pretende tratar da produção de biocombustível, especialmente da relação da produção do etanol brasileiro nos preços dos alimentos.
"Evidentemente utilizaremos a ocasião para demonstrar o falso nexo de casualidade que existe entre o problema alimentar e o biocombustível, sobretudo o etanol", afirmou o ministro em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação.
"O Brasil tem que usar a sua força para contribuir com o mundo produzindo mais, aumentando a oferta de produtos agrícolas. As soluções não são em curto prazo, mas o que podemos fazer é tentar um plano de safra, que aumente a produção interna", explicou.
Na tentativa de diminuir custos e abaixar preços, o Ministério da Agricultura também está elaborando um programa que possibilite o aproveitamento de áreas degradadas, bem como está negociando com outros setores do governo a retirada do adicional do frete para fertilizantes e defensivos.
Aumentos nos financiamentos
Falando em fertilizantes e insumos, a CNA (Comissão Nacional de Crédito Rural da Confederação da Agricultura e Pecuária) está reivindicando aumento no volume de recursos utilizados para o financiamento da safra.
A sugestão é de que a verba passe dos atuais R$ 73 bilhões para R$ 110 bilhões. Segundo Carlos Sperotto, presidente da entidade, o aumento se justifica porque o preço dos insumos cresceu cerca de 150% entre a safra passada e a atual.
Além disso, os produtores também querem viabilizar a reintegração dos excluídos do crédito rural. Segundo Sperrotto, muitos produtores não estão tendo acesso ao crédito oficial e estão recorrendo a crédito de fornecedores, que são mais caros. Para ele, a medida é necessária "tendo em vista as demandas mundiais que estão se estabelecendo".
Biocombustível x Alimentos
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participará, nos próximos dias, da primeira reunião do Bric, grupo formado pelos quatro maiores países emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China. Na ocasião, pretende tratar da produção de biocombustível, especialmente da relação da produção do etanol brasileiro nos preços dos alimentos.
"Evidentemente utilizaremos a ocasião para demonstrar o falso nexo de casualidade que existe entre o problema alimentar e o biocombustível, sobretudo o etanol", afirmou o ministro em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação.