Por Marcelo Pieri
A Cardsystem é uma das maiores processadoras de cartão do Brasil, porém desde sua abertura de capital os balanços foram negativos, ganhou a licitação da Caixa mas o projeto foi um parto de porco espinho. Haviam indicios até que o contrato seria quebrado, mas depois de uns 2 anos me parece que o projeto entrou. Talvez por isso (não tenho certeza) o último balanço veio positivo. Mas processadora é o seguinte, se perder algum cliente o mercado inteiro sabe, e se for um cliente de peso toma ferro certo.
Já a Redecard é um Adquirente, ou seja, ela cuida da rede de captura das transações da bandeira Mastercard (MC), resumindo enquanto tiver gente utilizando seu cartão MC para compras ela está ganhando, e o mercado de cartões só vem crescendo. Veja alguns exemplos abaixo. Para saber mais sobre o setor aconselho acessar o site www.abecs.org.br lá tem as principais notícias do setor diariamente e números da evolução do mercado de cartões de crédito, débito e private label (cartões de loja).
Mercado:
Cartões de crédito movimenta mais de US$ 4 tri
No Brasil, o gasto médio anual no cartão subiu de US$ 599 em 2002 para US$ 874.
O volume das transações realizadas com cartões pelos consumidores brasileiros, cresceu 107% de 2002 a 2006, um desempenho cinco vezes superior à média mundial, atingindo US$ 69 bilhões. Já os norte-americanos incrementaram seus gastos em 40%.
Pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada mensalmente pela Itaucard, informa que a indústria mundial de cartões de crédito cresceu 13,5% em quantidade de plásticos entre 2002 e 2006.
No período, o número de transações avançou 12,6%, registrando 41,5 bilhões
de operações em todo mundo. A indústria de cartões no PIB brasileiro passou de 3,4% em 2002 para 6,2% e, 2006 – avanço de 82,4% - com 27,4 milhões de portadores de cartões de crédito no país, o que representava 14,6% do total da população.
Em quantidade, enquanto os EUA tiveram crescimento de 8%, abaixo do desempenho mundial, saindo de uma base de 617 milhões de cartões, em 2002, para 666 milhões de plásticos, o Brasil avançou 91%, saindo de 42 milhões para 79 milhões. O valor médio anual gasto com os plásticos pelos norte-americanos passou de US$ 2.322, em 2002, para US$ 3.013, em 2006.
País terá 100 milhões de cartões em junho
Estimulado pela população de baixa renda, principalmente as classes C e D, o total de cartões de crédito em circulação no Brasil pode bater a marca histórica de 100 milhões de unidades em junho. Em maio, devem chegar a 98,6 milhões de plásticos, uma expansão de 16% frente ao mesmo mês do ano passado. Esses cartões devem movimentar R$ 18,4 bilhões, o segundo maior volume mensal da história do setor, expansão de 21,6%, segundo projeções divulgadas ontem pela Itaucard.
Essa da própria Redecard:
Projetos-piloto da Redecard devem ganhar escala
A Redecard, credenciadora dos cartões MasterCard e Diners Club no Brasil, aposta na oferta de serviços apoiados em tecnologia para manter o crescimento da operação. Projetos-piloto como o Parcele Mais, Foneshop e Compre Saque estão prontos para ganhar escala. O crescimento da base de estabelecimentos credenciados pela Redecard - empresa com 36,58% de suas ações no mercado e o restante com os sócios Unibanco, Itaucard e Citibank - deve se dar em duas direções.
"Com a economia em alta, todo dia surge um novo ponto-de-venda que precisa ser credenciado. Além disso, há nichos ainda inexplorados como o de vendas porta-a-porta e tíquetes de transporte público. Por isso, trabalhamos no desenvolvimento de tecnologias adequadas a estes setores", explica o diretor-presidente da Redecard, Roberto Medeiros. "Temos condições de manter as taxas atuais de crescimento. Há demanda para um avanço até maior, só não conseguimos por falta de braços", diz o diretor-presidente.
No cargo há apenas três meses, Roberto Medeiros levou para a Redecard sua experiência no setor de telecomunicações, com passagens pela Motorola e Telefônica. "O relacionamento com o setor de telecomunicações é muito bom. O uso das transações sem fio é prova disso e há ainda muito que avançar", diz o executivo. "Quando olhamos setores pouco explorados, como serviços médicos, táxis e feiras livres, vemos o espaço que existe para crescer. E a tecnologia sem fio ajuda a desenvolver produtos voltados a estes segmentos."
Só no primeiro trimestre deste ano, o volume financeiro capturado pela Redecard com cartões de crédito e débito avançou 25%, para R$ 27 bilhões. O número de POS (point of sale, na sigla em inglês) instalados - máquinas para captura das transações - saltou 23,2%, para R$ 812,4 mil. Já a rede credenciada chegou a 1,17 milhão de estabelecimentos, um avanço de 13,1%. "Temos batido recordes mensais de filiação de estabelecimentos", comemora Medeiros.
Nas metas divulgadas pela Redecard para este ano estão um crescimento de 20% no volume financeiro das transações com cartão de crédito e de 25% no débito. A estimativa é que a base de POS avance 15%. A previsão de investimento da Redecard é de R$ 130 milhões. Os recursos serão destinados, prioritariamente, para a filiação de estabelecimentos, em softwares de segurança e na difusão dos cartões com chip.
Novos produtos
Além da forte expansão no uso dos meios eletrônicos de pagamento, alguns produtos, após uma fase de testes, devem agora ganhar escala e colaborar com a operação. É o caso do Foneshop, criado pela Redecard para realizar transações via celular. "Já fizemos pilotos com a Natura e a Kibon e testes também com um banco emissor, o Itaú, que deve lançar comercialmente o Foneshop nos próximos dias", comenta Ronaldo Varela, diretor de marketing e produtos da Redecard. "O Foneshop é ótimo para avançarmos em direção de negócios tipo porta-a-porta, como o da Natura, e já estamos buscando outros bancos parceiros para que o produto se difunda", completa Medeiros.
Outro produto desenvolvido em parceria com o Itaú é o Parcele Mais, uma espécie de CDC (crédito direto ao consumidor) via cartão. O produto permite parcelamento de compras em até 36 vezes com juro. Os testes em parceria com o Itaú, segundo o diretor de produtos, foram feitos em Campinas (SP) e Curitiba. "Já existem 5 mil estabelecimentos fazendo o Parcele Mais e agora negociamos com outros bancos para que, até o final do ano, o produto chegue a outras praças", afirma Varela.
A terceira aposta da empresa é o Compre Saque - permite ao usuário do cartão sacar dinheiro em estabelecimentos comerciais. O projeto-piloto começou no ano passado com a Droga Verde e hoje 34 farmácias da rede já têm a função saque. No caso do supermercado D’Avó já são 12 lojas. "O produto tem tudo para deslanchar. Temos hoje 130 clientes com contrato firmado, faltando em alguns casos a implantação do sistema", diz Varela. A Redecard tem planos também de expandir a aceitação dos cartões na direção de serviços públicos, como transporte de massa. "É um nicho importante, estamos atentos", afirma Medeiros.
O diretor-presidente da Redecard falou ainda sobre o compartilhamento da rede de POS com a concorrência. Segundo Medeiros, o compartilhamento está sendo testado com a VisaNet, credenciadora dos cartões Visa. "Em nosso projeto-piloto com a VisaNet, 1,5 mil POS já são compartilhados e nossa idéia é expandir esse piloto. Já estamos negociando", revela Medeiros. "O compartilhamento é de interesse de todos, mas esbarra, principalmente, na definição do preço correto."
Renegociação com varejo
O diretor-presidente da Redecard comentou também o processo de renegociação da taxa de intermediação de operações, cobradas das redes de varejo. "Não houve nenhum boicote à Redecard para baixar taxa. Na verdade foi nossa a iniciativa de renegociar as taxas cobradas, mas de apenas um produto, o parcelado sem juro", diz Medeiros. Segundo o executivo, o produto cresceu tanto que foi necessário recompor os valores cobrados para redimensionar o risco que a operação representava aos bancos emissores, que garantem a transação. "Todas as renegociações, pontuais e referentes apenas ao parcelado sem juro, já foram concluídas e afetaram apenas 0,5% da base da rede credenciada."
Gazeta Mercantil 14/05
A Cardsystem é uma das maiores processadoras de cartão do Brasil, porém desde sua abertura de capital os balanços foram negativos, ganhou a licitação da Caixa mas o projeto foi um parto de porco espinho. Haviam indicios até que o contrato seria quebrado, mas depois de uns 2 anos me parece que o projeto entrou. Talvez por isso (não tenho certeza) o último balanço veio positivo. Mas processadora é o seguinte, se perder algum cliente o mercado inteiro sabe, e se for um cliente de peso toma ferro certo.
Já a Redecard é um Adquirente, ou seja, ela cuida da rede de captura das transações da bandeira Mastercard (MC), resumindo enquanto tiver gente utilizando seu cartão MC para compras ela está ganhando, e o mercado de cartões só vem crescendo. Veja alguns exemplos abaixo. Para saber mais sobre o setor aconselho acessar o site www.abecs.org.br lá tem as principais notícias do setor diariamente e números da evolução do mercado de cartões de crédito, débito e private label (cartões de loja).
Mercado:
Cartões de crédito movimenta mais de US$ 4 tri
No Brasil, o gasto médio anual no cartão subiu de US$ 599 em 2002 para US$ 874.
O volume das transações realizadas com cartões pelos consumidores brasileiros, cresceu 107% de 2002 a 2006, um desempenho cinco vezes superior à média mundial, atingindo US$ 69 bilhões. Já os norte-americanos incrementaram seus gastos em 40%.
Pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada mensalmente pela Itaucard, informa que a indústria mundial de cartões de crédito cresceu 13,5% em quantidade de plásticos entre 2002 e 2006.
No período, o número de transações avançou 12,6%, registrando 41,5 bilhões
de operações em todo mundo. A indústria de cartões no PIB brasileiro passou de 3,4% em 2002 para 6,2% e, 2006 – avanço de 82,4% - com 27,4 milhões de portadores de cartões de crédito no país, o que representava 14,6% do total da população.
Em quantidade, enquanto os EUA tiveram crescimento de 8%, abaixo do desempenho mundial, saindo de uma base de 617 milhões de cartões, em 2002, para 666 milhões de plásticos, o Brasil avançou 91%, saindo de 42 milhões para 79 milhões. O valor médio anual gasto com os plásticos pelos norte-americanos passou de US$ 2.322, em 2002, para US$ 3.013, em 2006.
País terá 100 milhões de cartões em junho
Estimulado pela população de baixa renda, principalmente as classes C e D, o total de cartões de crédito em circulação no Brasil pode bater a marca histórica de 100 milhões de unidades em junho. Em maio, devem chegar a 98,6 milhões de plásticos, uma expansão de 16% frente ao mesmo mês do ano passado. Esses cartões devem movimentar R$ 18,4 bilhões, o segundo maior volume mensal da história do setor, expansão de 21,6%, segundo projeções divulgadas ontem pela Itaucard.
Essa da própria Redecard:
Projetos-piloto da Redecard devem ganhar escala
A Redecard, credenciadora dos cartões MasterCard e Diners Club no Brasil, aposta na oferta de serviços apoiados em tecnologia para manter o crescimento da operação. Projetos-piloto como o Parcele Mais, Foneshop e Compre Saque estão prontos para ganhar escala. O crescimento da base de estabelecimentos credenciados pela Redecard - empresa com 36,58% de suas ações no mercado e o restante com os sócios Unibanco, Itaucard e Citibank - deve se dar em duas direções.
"Com a economia em alta, todo dia surge um novo ponto-de-venda que precisa ser credenciado. Além disso, há nichos ainda inexplorados como o de vendas porta-a-porta e tíquetes de transporte público. Por isso, trabalhamos no desenvolvimento de tecnologias adequadas a estes setores", explica o diretor-presidente da Redecard, Roberto Medeiros. "Temos condições de manter as taxas atuais de crescimento. Há demanda para um avanço até maior, só não conseguimos por falta de braços", diz o diretor-presidente.
No cargo há apenas três meses, Roberto Medeiros levou para a Redecard sua experiência no setor de telecomunicações, com passagens pela Motorola e Telefônica. "O relacionamento com o setor de telecomunicações é muito bom. O uso das transações sem fio é prova disso e há ainda muito que avançar", diz o executivo. "Quando olhamos setores pouco explorados, como serviços médicos, táxis e feiras livres, vemos o espaço que existe para crescer. E a tecnologia sem fio ajuda a desenvolver produtos voltados a estes segmentos."
Só no primeiro trimestre deste ano, o volume financeiro capturado pela Redecard com cartões de crédito e débito avançou 25%, para R$ 27 bilhões. O número de POS (point of sale, na sigla em inglês) instalados - máquinas para captura das transações - saltou 23,2%, para R$ 812,4 mil. Já a rede credenciada chegou a 1,17 milhão de estabelecimentos, um avanço de 13,1%. "Temos batido recordes mensais de filiação de estabelecimentos", comemora Medeiros.
Nas metas divulgadas pela Redecard para este ano estão um crescimento de 20% no volume financeiro das transações com cartão de crédito e de 25% no débito. A estimativa é que a base de POS avance 15%. A previsão de investimento da Redecard é de R$ 130 milhões. Os recursos serão destinados, prioritariamente, para a filiação de estabelecimentos, em softwares de segurança e na difusão dos cartões com chip.
Novos produtos
Além da forte expansão no uso dos meios eletrônicos de pagamento, alguns produtos, após uma fase de testes, devem agora ganhar escala e colaborar com a operação. É o caso do Foneshop, criado pela Redecard para realizar transações via celular. "Já fizemos pilotos com a Natura e a Kibon e testes também com um banco emissor, o Itaú, que deve lançar comercialmente o Foneshop nos próximos dias", comenta Ronaldo Varela, diretor de marketing e produtos da Redecard. "O Foneshop é ótimo para avançarmos em direção de negócios tipo porta-a-porta, como o da Natura, e já estamos buscando outros bancos parceiros para que o produto se difunda", completa Medeiros.
Outro produto desenvolvido em parceria com o Itaú é o Parcele Mais, uma espécie de CDC (crédito direto ao consumidor) via cartão. O produto permite parcelamento de compras em até 36 vezes com juro. Os testes em parceria com o Itaú, segundo o diretor de produtos, foram feitos em Campinas (SP) e Curitiba. "Já existem 5 mil estabelecimentos fazendo o Parcele Mais e agora negociamos com outros bancos para que, até o final do ano, o produto chegue a outras praças", afirma Varela.
A terceira aposta da empresa é o Compre Saque - permite ao usuário do cartão sacar dinheiro em estabelecimentos comerciais. O projeto-piloto começou no ano passado com a Droga Verde e hoje 34 farmácias da rede já têm a função saque. No caso do supermercado D’Avó já são 12 lojas. "O produto tem tudo para deslanchar. Temos hoje 130 clientes com contrato firmado, faltando em alguns casos a implantação do sistema", diz Varela. A Redecard tem planos também de expandir a aceitação dos cartões na direção de serviços públicos, como transporte de massa. "É um nicho importante, estamos atentos", afirma Medeiros.
O diretor-presidente da Redecard falou ainda sobre o compartilhamento da rede de POS com a concorrência. Segundo Medeiros, o compartilhamento está sendo testado com a VisaNet, credenciadora dos cartões Visa. "Em nosso projeto-piloto com a VisaNet, 1,5 mil POS já são compartilhados e nossa idéia é expandir esse piloto. Já estamos negociando", revela Medeiros. "O compartilhamento é de interesse de todos, mas esbarra, principalmente, na definição do preço correto."
Renegociação com varejo
O diretor-presidente da Redecard comentou também o processo de renegociação da taxa de intermediação de operações, cobradas das redes de varejo. "Não houve nenhum boicote à Redecard para baixar taxa. Na verdade foi nossa a iniciativa de renegociar as taxas cobradas, mas de apenas um produto, o parcelado sem juro", diz Medeiros. Segundo o executivo, o produto cresceu tanto que foi necessário recompor os valores cobrados para redimensionar o risco que a operação representava aos bancos emissores, que garantem a transação. "Todas as renegociações, pontuais e referentes apenas ao parcelado sem juro, já foram concluídas e afetaram apenas 0,5% da base da rede credenciada."
Gazeta Mercantil 14/05