quarta-feira, 14 de maio de 2008

Gestora traça estratégia para obter ganho a longo prazo em fundos de ações

Em carta aos cotistas, a gestora de fundos de investimento Credit Suisse Hedging-Griffo afirma que apesar de o investment grade brasileiro ter vindo para selar os bons fundamentos do País, ele de fato habilita um grande contingente de investidores a entrar no mercado interno.

Num primeiro momento, os recursos serão destinados às ações de maior liquidez, acredita a instituição, mas no longo prazo as chamadas ações de segunda e terceira linha (ou small caps) também serão contempladas.

Portanto, o CSHG atesta: "Aqueles que tiverem condições de carregar suas posições até lá, o que é o nosso caso, deverão se beneficiar deste novo fluxo, quando então o fundamento prevalecerá".

Ao traçar a estratégia para seu fundo de ações que busca rentabilidade superior ao Ibovespa, no longo prazo, a gestora revela quais setores estão na sua mira.

Setores
O CSHG mantém no setor de siderurgia posições de longo prazo em
Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), apoiadas pelo "cenário francamente favorável aos ajustes realizados nos preços".

Já entre os bancos, a principal aposta está nos papéis do Banco do Brasil (BBAS3), "que negociam com desconto de cerca de 25% em relação ao Itaú (ITAU4), o que é um exagero", avalia a carta.

Para a instituição, o setor de agronegócios continua extremamente forte, a despeito dos impactos negativos do real apreciado e, por conta disso, seus fundos carregam posições compradas em fabricantes de fertilizantes.

Apesar da performance "errática" das ações da Petrob
ras (PETR3, PETR4) neste ano, que refletiram os elevados preços do petróleo em âmbito internacional, o Credit segue apostando na estatal em virtude do potencial de reservas que a empresa ainda pode anunciar.

Os papéis do setor de varejo são ameaçados pela possibilidade de alta no juro do País, contudo, afirma a gestora de fundos, esta perspectiva é mais do que compensada pela visão otimista proporcionada pelo investment grade.

Amil
Vale destacar ainda que o CSHG faz uma análise mais detalhada da A
mil (AMIL3), que compõe ao lado de Gerdau e Banco do Brasil suas core positions. De acordo com a gestora, as ações da Amil vêm sendo negociadas a múltiplos muito baixos em comparação com suas concorrentes. Contudo, a empresa tem bons fundamentos e conta com projeções de crescimento para o setor.