Por: Gabriel Ignatti Casonato
O anúncio da distribuição primária de ações ordinárias da OGX Petróleo (OGXP3) vem ganhando destaque entre os investidores nas últimas sessões, em meio à expectativa de que a oferta arrecade o maior valor já registrado desde a reabertura dos mercados, em 2004.
Até o momento, tal posto é ocupado pela Bovespa Holding (BOVH3), que em outubro do ano passado captou R$ 6,6 bilhões. Contudo, se considerado o teto das estimativas de preço para a ação e se as opções de lotes suplementar e adicional forem exercidas, a arrecadação da OGX poderá atingir o recorde de R$ 7,6 bilhões.
Vale lembrar que a fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding, sendo que os coordenadores da oferta estimam que o valor ficará entre R$ 883,00 e R$ 1.131,00.
Oferta deve ser bem-sucedida
Aproveitando a agitação em torno do fato, o banco de investimentos JPMorgan publicou relatório na terça-feira (27) avaliando a oferta e suas implicações para o setor petrolífero brasileiro, principalmente no que diz respeito à Petrobras (PETR3, PETR4).
Apesar de o intervalo de preços estipulado para as ações da OGX ser relativamente alto, afastando assim os investidores menores da oferta, os analistas da instituição demonstram otimismo e acreditam que a distribuição deve ser bem-sucedida.
Petrobras se beneficia
Em paralelo, na visão do banco norte-americano, a Petrobras poderá colher bons frutos desta operação, ainda que de potencial limitado, na medida em que um eventual sucesso da oferta da OGX pode representar uma mudança no valuation da estatal para reservas de petróleo ainda não descobertas.
Para o JPMorgan, a estatal pode se favorecer a partir do momento em que a OGX iniciar as obras de exploração sobre os 22 blocos concedidos pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) em quatro diferentes bacias da costa brasileira, incluindo a de Santos, onde foram descobertas recentemente as reservas gigantes de Tupi e Júpiter.
Contudo, o banco de investimentos não deixou de destacar as diferenças nas atividades exploratórias de ambas as companhias. Adicionalmente, a equipe do JP pondera que são bastante consideráveis as chances uma possível venda do controle da OGX no longo prazo, tendo em vista o processo de consolidação que o setor atravessa.
O anúncio da distribuição primária de ações ordinárias da OGX Petróleo (OGXP3) vem ganhando destaque entre os investidores nas últimas sessões, em meio à expectativa de que a oferta arrecade o maior valor já registrado desde a reabertura dos mercados, em 2004.
Até o momento, tal posto é ocupado pela Bovespa Holding (BOVH3), que em outubro do ano passado captou R$ 6,6 bilhões. Contudo, se considerado o teto das estimativas de preço para a ação e se as opções de lotes suplementar e adicional forem exercidas, a arrecadação da OGX poderá atingir o recorde de R$ 7,6 bilhões.
Vale lembrar que a fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding, sendo que os coordenadores da oferta estimam que o valor ficará entre R$ 883,00 e R$ 1.131,00.
Oferta deve ser bem-sucedida
Aproveitando a agitação em torno do fato, o banco de investimentos JPMorgan publicou relatório na terça-feira (27) avaliando a oferta e suas implicações para o setor petrolífero brasileiro, principalmente no que diz respeito à Petrobras (PETR3, PETR4).
Apesar de o intervalo de preços estipulado para as ações da OGX ser relativamente alto, afastando assim os investidores menores da oferta, os analistas da instituição demonstram otimismo e acreditam que a distribuição deve ser bem-sucedida.
Petrobras se beneficia
Em paralelo, na visão do banco norte-americano, a Petrobras poderá colher bons frutos desta operação, ainda que de potencial limitado, na medida em que um eventual sucesso da oferta da OGX pode representar uma mudança no valuation da estatal para reservas de petróleo ainda não descobertas.
Para o JPMorgan, a estatal pode se favorecer a partir do momento em que a OGX iniciar as obras de exploração sobre os 22 blocos concedidos pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) em quatro diferentes bacias da costa brasileira, incluindo a de Santos, onde foram descobertas recentemente as reservas gigantes de Tupi e Júpiter.
Contudo, o banco de investimentos não deixou de destacar as diferenças nas atividades exploratórias de ambas as companhias. Adicionalmente, a equipe do JP pondera que são bastante consideráveis as chances uma possível venda do controle da OGX no longo prazo, tendo em vista o processo de consolidação que o setor atravessa.