Por: Flávia Furlan Nunes
As diversas quedas da Selic no ano passado, e a manutenção da taxa no final de 2007 e começo de 2008, tornou o investimento em renda variável mais atrativo. De acordo com especialistas da área de previdência complementar, mesmo com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), na última reunião, de elevar a taxa, a expectativa de o setor aumentar a participação do investimento em ações nos planos é mantida.
"Os planos apostarão em um maior risco para se tornarem mais atrativos", afirmou o gerente da área de consultoria da Mercer, Evandro Oliveira. A expectativa é de que a composição total da carteira em ações supere os atuais 49%.
Além disso, como os planos de previdência são investimentos de longo prazo, é necessário avaliar as expectativas com relação ao movimento da Selic. O Relatório Focus, divulgado na segunda-feira (12) pelo Banco Central, indicou elevação das projeções para a taxa Selic, cuja mediana ficou em 13,25% ao ano para o final de 2008 e 11,75% ao ano para 2009.
Mais ousados
O fato deve ser bem recebido pelos investidores. Isso porque, segundo o superintendente do Unibanco AIG, Eduardo Eckersdorff, as pessoas têm se interessado bastante pelos planos de previdência e também pelos que possuem grande parcela em renda variável.
"Vemos uma maior captação por parte dos fundos com renda variável", disse o superintendente, que aposta também na diversificação dos planos de previdência privada. Os entrevistados falaram na quarta-feira (14), durante o Seminário Mercer de Previdência, evento que reuniu profissionais da área para discussão sobre tendências.
O mercado de previdência complementar registrou, em 2007, o melhor ano, atingindo R$ 28,096 bilhões em captações, montante 22,73% superior na comparação com 2006 (R$ 22,891 bilhões), segundo a Fenaprevi (Federação Nacional da Previdência Privada e Vida).
A Selic
No começo do ano passado, a taxa básica de juros sofreu diversos cortes de 25 pontos-base, sendo que o ritmo aumentou em junho e julho, com corte de 50 pontos-base. Em setembro, o Copom voltou a atrás e resolveu cortar apenas 25 pontos-base. Desde então, a Selic se manteve em 11,25% ao ano. Em abril, porém, o Copom decidiu por aumentar a taxa em 50 pontos-base.
As diversas quedas da Selic no ano passado, e a manutenção da taxa no final de 2007 e começo de 2008, tornou o investimento em renda variável mais atrativo. De acordo com especialistas da área de previdência complementar, mesmo com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), na última reunião, de elevar a taxa, a expectativa de o setor aumentar a participação do investimento em ações nos planos é mantida.
"Os planos apostarão em um maior risco para se tornarem mais atrativos", afirmou o gerente da área de consultoria da Mercer, Evandro Oliveira. A expectativa é de que a composição total da carteira em ações supere os atuais 49%.
Além disso, como os planos de previdência são investimentos de longo prazo, é necessário avaliar as expectativas com relação ao movimento da Selic. O Relatório Focus, divulgado na segunda-feira (12) pelo Banco Central, indicou elevação das projeções para a taxa Selic, cuja mediana ficou em 13,25% ao ano para o final de 2008 e 11,75% ao ano para 2009.
Mais ousados
O fato deve ser bem recebido pelos investidores. Isso porque, segundo o superintendente do Unibanco AIG, Eduardo Eckersdorff, as pessoas têm se interessado bastante pelos planos de previdência e também pelos que possuem grande parcela em renda variável.
"Vemos uma maior captação por parte dos fundos com renda variável", disse o superintendente, que aposta também na diversificação dos planos de previdência privada. Os entrevistados falaram na quarta-feira (14), durante o Seminário Mercer de Previdência, evento que reuniu profissionais da área para discussão sobre tendências.
O mercado de previdência complementar registrou, em 2007, o melhor ano, atingindo R$ 28,096 bilhões em captações, montante 22,73% superior na comparação com 2006 (R$ 22,891 bilhões), segundo a Fenaprevi (Federação Nacional da Previdência Privada e Vida).
A Selic
No começo do ano passado, a taxa básica de juros sofreu diversos cortes de 25 pontos-base, sendo que o ritmo aumentou em junho e julho, com corte de 50 pontos-base. Em setembro, o Copom voltou a atrás e resolveu cortar apenas 25 pontos-base. Desde então, a Selic se manteve em 11,25% ao ano. Em abril, porém, o Copom decidiu por aumentar a taxa em 50 pontos-base.