A Mirae Asset, maior administradora de recursos da Coréia do Sul, vai operar no Brasil e em Dubai ainda neste ano. A Mirae administra US$ 74 bilhões e planeja abrir escritórios também em Nova York e em Tóquio, até o final do próximo ano, informou o diretor Mi Seob Kim, dos principais executivos internacionais da Mirae, ontem, à Reuters.
O Valor apurou que a Mirae já alugou uma área em um dos novos edifícios da Juscelino Kubitschek e tem aplicações no país como investidor não residente, registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
No Brasil, onde está buscando no momento aprovações regulatórias e planejando ter equipes de distribuição e marketing até o final do ano, a Mirae Asset espera replicar sua recente expansão que obteve na Índia, onde levantou cerca de US$ 500 milhões.
" Entre os mercados emergentes, o Brasil é um dos mais promissores. Recentemente o governo brasileiro permitiu que investidores locais invistam em ativos no exterior, então o Brasil é um mercado com um tremendo potencial " , disse Kim à Reuters. " O plano é fornecer a investidores locais nossos produtos de investimento em mercados emergentes. Também estamos planejando lançar um produto de investimento local " , acrescentou.
Já em março o presidente do conselho e fundador da Mirae Asset Financial Group, Park Hyeon Joo, manifestou aos clientes o otimismo com os investimentos na China, Brasil e Rússia.
" As pessoas devem prestar atenção às empresas desses países no primeiro semestre. Se seus indicadores de crescimento se mantiverem e seus lucros não caírem muito, apesar da recessão americana, o centro dos mercados globais vai mudar ainda mais rápido nessas direções " , disse o financista.
Sobre o Brasil e a Rússia, especificamente, afirmou: " O Brasil e a Rússia vão se tornar mais ricos e fortes se a energia e o preço das commodities permanecerem onde estão. O Brasil é a maior fonte mundial de commodity, é crédito líquido e estabilizou seus preços ao consumidor. A Rússia também está mostrando crescimento firme. Ela tem questões sociopolíticas e não é tão dinâmica quanto a China e a Índia, mas suas ações são negociadas a níveis razoáveis. "
Mas Park Hyeon Joo está preocupado com a economia americana: " Eu sempre considerei o fluxo de caixa de longo de uma empresa como o indicador mais importante. Pela primeira vez em dez anos, começo a me preocupar com a volatilidade de curto prazo. Os Estados Unidos já estão em recessão e o crescimento do primeiro trimestre será seriamente baixo " .
Para ele, os bancos de investimento internacionais não vão se recuperar rapidamente e alguns poderão quebrar, como " durante a crise asiática " .
A Mirae foi fundada em julho de 1997, em plena crise asiática, com Joo desconfiado da estabilidade e independência dos bancos coreanos. Atualmente o conglomerado opera não só na área de administração de recursos, mas também faz seguros e venture capital.
A Mirae já possui operações em Hong Kong, Vietnã, Índia, Cingapura e Reino Unido.
A respeito da China, o financista espera uma " pressão inflacionária intensa " , neste início de ano por causa da alta dos preços das commodities e das tempestades de neve em Guangzhou. Por isso, espera que as autoridades façam um aperto monetário para reforçar a confiança de investidores como ele.
A mais recente expansão internacional da Mirae foi na Índia. Em março começou a operar com fundos mútuos. Já são três, um de ações e dois de renda fixa. Até o final do ano pretende ter uma corretora no país e provavelmente assumir uma participação em algum banco indiano.
Hyeon Joo Park disse que pretende desenvolver na Índia também as operações de banco de investimento, private equity e administração de fortunas. " Estamos abertos a aquisições nessa área " , afirmou.
Em Dubai, a companhia espera levantar US$ 500 milhões no primeiro ano de operação.
(Valor Econômico, com agências internacionais)
O Valor apurou que a Mirae já alugou uma área em um dos novos edifícios da Juscelino Kubitschek e tem aplicações no país como investidor não residente, registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
No Brasil, onde está buscando no momento aprovações regulatórias e planejando ter equipes de distribuição e marketing até o final do ano, a Mirae Asset espera replicar sua recente expansão que obteve na Índia, onde levantou cerca de US$ 500 milhões.
" Entre os mercados emergentes, o Brasil é um dos mais promissores. Recentemente o governo brasileiro permitiu que investidores locais invistam em ativos no exterior, então o Brasil é um mercado com um tremendo potencial " , disse Kim à Reuters. " O plano é fornecer a investidores locais nossos produtos de investimento em mercados emergentes. Também estamos planejando lançar um produto de investimento local " , acrescentou.
Já em março o presidente do conselho e fundador da Mirae Asset Financial Group, Park Hyeon Joo, manifestou aos clientes o otimismo com os investimentos na China, Brasil e Rússia.
" As pessoas devem prestar atenção às empresas desses países no primeiro semestre. Se seus indicadores de crescimento se mantiverem e seus lucros não caírem muito, apesar da recessão americana, o centro dos mercados globais vai mudar ainda mais rápido nessas direções " , disse o financista.
Sobre o Brasil e a Rússia, especificamente, afirmou: " O Brasil e a Rússia vão se tornar mais ricos e fortes se a energia e o preço das commodities permanecerem onde estão. O Brasil é a maior fonte mundial de commodity, é crédito líquido e estabilizou seus preços ao consumidor. A Rússia também está mostrando crescimento firme. Ela tem questões sociopolíticas e não é tão dinâmica quanto a China e a Índia, mas suas ações são negociadas a níveis razoáveis. "
Mas Park Hyeon Joo está preocupado com a economia americana: " Eu sempre considerei o fluxo de caixa de longo de uma empresa como o indicador mais importante. Pela primeira vez em dez anos, começo a me preocupar com a volatilidade de curto prazo. Os Estados Unidos já estão em recessão e o crescimento do primeiro trimestre será seriamente baixo " .
Para ele, os bancos de investimento internacionais não vão se recuperar rapidamente e alguns poderão quebrar, como " durante a crise asiática " .
A Mirae foi fundada em julho de 1997, em plena crise asiática, com Joo desconfiado da estabilidade e independência dos bancos coreanos. Atualmente o conglomerado opera não só na área de administração de recursos, mas também faz seguros e venture capital.
A Mirae já possui operações em Hong Kong, Vietnã, Índia, Cingapura e Reino Unido.
A respeito da China, o financista espera uma " pressão inflacionária intensa " , neste início de ano por causa da alta dos preços das commodities e das tempestades de neve em Guangzhou. Por isso, espera que as autoridades façam um aperto monetário para reforçar a confiança de investidores como ele.
A mais recente expansão internacional da Mirae foi na Índia. Em março começou a operar com fundos mútuos. Já são três, um de ações e dois de renda fixa. Até o final do ano pretende ter uma corretora no país e provavelmente assumir uma participação em algum banco indiano.
Hyeon Joo Park disse que pretende desenvolver na Índia também as operações de banco de investimento, private equity e administração de fortunas. " Estamos abertos a aquisições nessa área " , afirmou.
Em Dubai, a companhia espera levantar US$ 500 milhões no primeiro ano de operação.
(Valor Econômico, com agências internacionais)