Por Eduardo Campos, Valor Online
A saída de quase R$ 16 bilhões em investimento estrangeiro desde junho acompanhada de uma queda de mais de 22% do Ibovespa não parece impedimento para LocarAlpha ir à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em busca de recursos para sua expansão. A empresa, com sede em São Paulo, entrou com pedido de registro de companhia aberta e análise de oferta primaria de ações junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Aproveitando a trilha aberta pela Nutriplant, a locadora de veículos também pretende chegar à bolsa pelo segmento especial de listagem Bovespa Mais, que foi criado com a proposta permitir o acesso gradual ao mercado de capitais. Apesar de ser voltado para empresas de menor porte, nesse segmento a companhia também adere a práticas avançadas de governança corporativa, similares às exigidas pelo Novo Mercado.
De acordo com a minuta do prospecto preliminar, o montante de ações a ser ofertado assim como a estimativa de preço ainda não foram determinados. A coordenação da oferta está a cargo do Santander.
Com os recursos obtidos junto ao mercado, a empresa pretende aumentar sua frota de veículos, o que resultará também na abertura de novas lojas.
O controle da companhia está direta ou indiretamente com a Família Simonsen, que também tem atuação no setor hoteleiro, agronegócio e restaurantes. Os membros da família possuem participação direta no capital ou por meio de duas holdings, a JWS Participações, com 34,28% das ações ON, e a Wallace Participações, com 31,45% do capital.
Criada em 1995 com uma frota de 14 veículos, a LocarAlpha atua hoje em 15 estados brasileiros por meio de uma rede própria de 32 lojas. A empresa também possui quatro lojas de venda de automóveis seminovos.
Em 2007, a companhia teve receita líquida de R$ 88,8 milhões, avanço de 18% sobre o registrado em 2008. No primeiro trimestre de 2008, a receita somou R$ 24,9 milhões, com expressivo crescimento de 48% no comparativo anual. No entanto, o resultado líquido ficou negativo em R$ 1,11 milhão.
Ao final de junho, a frota somava 5.838 veículos, sendo 77% de carros populares, 14% carros médios, 2% carros de luxo e 7% utilitários. Além da locação diária e mensal, a empresa também atua na terceirização de frotas.
No final do ano passado, o setor de locação de automóveis e terceirização de frotas esteve próximo de ganhar mais um representante na Bovespa. Em outubro, a Unidas entregou com pedido de companhia aberta e oferta de ações junto à CVM, mas não levou o processo à diante. Agora em julho a companhia obteve o registro de companhia aberta, mas desistiu da oferta de ações e optou pela emissão de debêntures no valor de R$ 250 milhões.
A única representante do setor na Bolsa é a Localiza, que fechou o segundo trimestre do ano com receita de R$ 432 milhões e lucro de R$ 53,6 milhões.
A saída de quase R$ 16 bilhões em investimento estrangeiro desde junho acompanhada de uma queda de mais de 22% do Ibovespa não parece impedimento para LocarAlpha ir à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em busca de recursos para sua expansão. A empresa, com sede em São Paulo, entrou com pedido de registro de companhia aberta e análise de oferta primaria de ações junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Aproveitando a trilha aberta pela Nutriplant, a locadora de veículos também pretende chegar à bolsa pelo segmento especial de listagem Bovespa Mais, que foi criado com a proposta permitir o acesso gradual ao mercado de capitais. Apesar de ser voltado para empresas de menor porte, nesse segmento a companhia também adere a práticas avançadas de governança corporativa, similares às exigidas pelo Novo Mercado.
De acordo com a minuta do prospecto preliminar, o montante de ações a ser ofertado assim como a estimativa de preço ainda não foram determinados. A coordenação da oferta está a cargo do Santander.
Com os recursos obtidos junto ao mercado, a empresa pretende aumentar sua frota de veículos, o que resultará também na abertura de novas lojas.
O controle da companhia está direta ou indiretamente com a Família Simonsen, que também tem atuação no setor hoteleiro, agronegócio e restaurantes. Os membros da família possuem participação direta no capital ou por meio de duas holdings, a JWS Participações, com 34,28% das ações ON, e a Wallace Participações, com 31,45% do capital.
Criada em 1995 com uma frota de 14 veículos, a LocarAlpha atua hoje em 15 estados brasileiros por meio de uma rede própria de 32 lojas. A empresa também possui quatro lojas de venda de automóveis seminovos.
Em 2007, a companhia teve receita líquida de R$ 88,8 milhões, avanço de 18% sobre o registrado em 2008. No primeiro trimestre de 2008, a receita somou R$ 24,9 milhões, com expressivo crescimento de 48% no comparativo anual. No entanto, o resultado líquido ficou negativo em R$ 1,11 milhão.
Ao final de junho, a frota somava 5.838 veículos, sendo 77% de carros populares, 14% carros médios, 2% carros de luxo e 7% utilitários. Além da locação diária e mensal, a empresa também atua na terceirização de frotas.
No final do ano passado, o setor de locação de automóveis e terceirização de frotas esteve próximo de ganhar mais um representante na Bovespa. Em outubro, a Unidas entregou com pedido de companhia aberta e oferta de ações junto à CVM, mas não levou o processo à diante. Agora em julho a companhia obteve o registro de companhia aberta, mas desistiu da oferta de ações e optou pela emissão de debêntures no valor de R$ 250 milhões.
A única representante do setor na Bolsa é a Localiza, que fechou o segundo trimestre do ano com receita de R$ 432 milhões e lucro de R$ 53,6 milhões.