Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
Fenômeno recorrente na história moderna, as bolhas especulativas ocorreram de maneira muito intensa nos últimos dez anos, deixando investidores receosos quanto à possibilidade de um novo estouro. Para analista do Citi, as commodities são a bola da vez.
Desde a Mania das Tulipas, febre especulativa com bulbos da planta ocorrida nos Países Baixos durante o século XVII, o mercado financeiro é permeado por histórias de aparentes grandes negócios, que da noite para o dia transformam-se em irreconciliáveis prejuízos.
Década
Segundo o analista Tobias Levkovich, do Citi, a "década das bolhas" transitou do ambiente tecnológico para os preços de imóveis, daí para os setores de crédito e agora chega aos mercados de commodities.
Mesmo ferida em grande parte pelos desdobramentos da crise do crédito de alto risco - subprime -, Wall Street já procuraria um novo setor para fazer "dinheiro fácil", segundo as palavras do próprio analista, que especula a respeito de uma possível migração para áreas relacionadas a energias alternativas e o uso da água.
Irracionalidade
Um erro comum dos investidores em bolhas é acreditar que os preços sempre irão subir. A idéia de que o crescimento global daria suporte aos preços dos produtos básicos assemelha-se a outras hipóteses enganosas, como a que levou investidores a acreditarem na característica acíclica das empresas de tecnologia, pertencentes à então chamada Nova Economia, antes do estouro da bolha no fim da década de 1990.
A expectativa por preços sempre crescentes repetiu-se nos mercados imobiliário e de crédito antes da crise do subprime, assim como havia ocorrido na Inglaterra durante o século XVIII com as ações da empresa South Sea, em esquema marcado por fraudes, mas caracterizado pela mesma crença das massas em relação aos preços de seus ativos.
Evidências
Para Levkovitch, as características de uma bolha nos mercados de commodities e energia tornam-se mais óbvias com a redução da demanda global, mesmo em face de constrangimentos em relação à oferta de muitos produtos.
Preferindo neste momento papéis do setor financeiro a ações de grupos industriais e outros ligados aos setores de construção civil, energia e commodities, o analista afirma que historicamente os mercados acionários tendem a fortalecer-se após os preços do petróleo atingirem seu pico, algo que possivelmente ocorreu no mês de junho.
Fenômeno recorrente na história moderna, as bolhas especulativas ocorreram de maneira muito intensa nos últimos dez anos, deixando investidores receosos quanto à possibilidade de um novo estouro. Para analista do Citi, as commodities são a bola da vez.
Desde a Mania das Tulipas, febre especulativa com bulbos da planta ocorrida nos Países Baixos durante o século XVII, o mercado financeiro é permeado por histórias de aparentes grandes negócios, que da noite para o dia transformam-se em irreconciliáveis prejuízos.
Década
Segundo o analista Tobias Levkovich, do Citi, a "década das bolhas" transitou do ambiente tecnológico para os preços de imóveis, daí para os setores de crédito e agora chega aos mercados de commodities.
Mesmo ferida em grande parte pelos desdobramentos da crise do crédito de alto risco - subprime -, Wall Street já procuraria um novo setor para fazer "dinheiro fácil", segundo as palavras do próprio analista, que especula a respeito de uma possível migração para áreas relacionadas a energias alternativas e o uso da água.
Irracionalidade
Um erro comum dos investidores em bolhas é acreditar que os preços sempre irão subir. A idéia de que o crescimento global daria suporte aos preços dos produtos básicos assemelha-se a outras hipóteses enganosas, como a que levou investidores a acreditarem na característica acíclica das empresas de tecnologia, pertencentes à então chamada Nova Economia, antes do estouro da bolha no fim da década de 1990.
A expectativa por preços sempre crescentes repetiu-se nos mercados imobiliário e de crédito antes da crise do subprime, assim como havia ocorrido na Inglaterra durante o século XVIII com as ações da empresa South Sea, em esquema marcado por fraudes, mas caracterizado pela mesma crença das massas em relação aos preços de seus ativos.
Evidências
Para Levkovitch, as características de uma bolha nos mercados de commodities e energia tornam-se mais óbvias com a redução da demanda global, mesmo em face de constrangimentos em relação à oferta de muitos produtos.
Preferindo neste momento papéis do setor financeiro a ações de grupos industriais e outros ligados aos setores de construção civil, energia e commodities, o analista afirma que historicamente os mercados acionários tendem a fortalecer-se após os preços do petróleo atingirem seu pico, algo que possivelmente ocorreu no mês de junho.