Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
Buscando derrubar mistificações criadas em torno do Ibovespa, analistas do Banif produziram relatório em que ressaltam a grande concentração do índice e o malogro das teses sobre o descolamento.
É sabido o grande peso que os papéis de Vale e Petrobras possuem no principal índice acionário da bolsa paulista - respectivamente 16,3% e 18,4%. Mas nem sempre foi assim, revela o estudo.
Correr do tempo
Antes da explosão recente do mercado de capitais brasileiro, o Ibovespa já viu o predomínio - no mínimo curioso - de papéis que hoje em dia possuem pouco destaque na Bolsa.
"No início da década de 80 (...) a 'blue chip' era a Paranapanema, que extraía estanho, mas hoje tem uma liquidez de apenas 1% da Vale", afirma a analista Catarina Pedrosa.
Ilusão
Caso sejam considerados em conjunto, os setores de mineração e siderurgia destacam-se em relação aos outros, com 28,3% de participação. Em grande parte, isto explica o desempenho relativo muito superior do Ibovespa em relação aos mercados globais no primeiro semestre de 2008.
De acordo com o relatório, a alta do índice no período decorreu da dinâmica econômica interna, com ganhos pronunciados das siderúrgicas, refletindo fatores como o extraordinário aumento nas vendas de carros e as ações da Petrobras impulsionadas por novas descobertas e altos preços de petróleo.
Esta confluência de fatores positivos conjugada à conjuntura internacional crítica levou muitos analistas a acreditarem em um descolamento do mercado brasileiro em relação ao mundial. "Ficou provado que essa não é uma teoria realista quando o Ibovespa despencou 13% em julho, perdendo tudo o que havia avançado sobre os principais mercados", conclui a analista.
Fuga de investidores
O movimento de ajuste ao cenário internacional, disparado pela fuga de investidores estrangeiros, pode ser explicado pela forte queda dos preços de commodities no fim do semestre. No entanto, o trabalho do Banif ressalta a importância do câmbio sobre o desempenho do índice.
Cerca de 55% das companhias presentes no Ibovespa são influenciadas de maneira decisiva pelo valor do dólar em reais, que persistiu em sua tendência de baixa desde o início do ano, reduzindo substancialmente a rentabilidade de investimentos realizados por agentes estrangeiros no Brasil.
Buscando derrubar mistificações criadas em torno do Ibovespa, analistas do Banif produziram relatório em que ressaltam a grande concentração do índice e o malogro das teses sobre o descolamento.
É sabido o grande peso que os papéis de Vale e Petrobras possuem no principal índice acionário da bolsa paulista - respectivamente 16,3% e 18,4%. Mas nem sempre foi assim, revela o estudo.
Correr do tempo
Antes da explosão recente do mercado de capitais brasileiro, o Ibovespa já viu o predomínio - no mínimo curioso - de papéis que hoje em dia possuem pouco destaque na Bolsa.
"No início da década de 80 (...) a 'blue chip' era a Paranapanema, que extraía estanho, mas hoje tem uma liquidez de apenas 1% da Vale", afirma a analista Catarina Pedrosa.
Ilusão
Caso sejam considerados em conjunto, os setores de mineração e siderurgia destacam-se em relação aos outros, com 28,3% de participação. Em grande parte, isto explica o desempenho relativo muito superior do Ibovespa em relação aos mercados globais no primeiro semestre de 2008.
De acordo com o relatório, a alta do índice no período decorreu da dinâmica econômica interna, com ganhos pronunciados das siderúrgicas, refletindo fatores como o extraordinário aumento nas vendas de carros e as ações da Petrobras impulsionadas por novas descobertas e altos preços de petróleo.
Esta confluência de fatores positivos conjugada à conjuntura internacional crítica levou muitos analistas a acreditarem em um descolamento do mercado brasileiro em relação ao mundial. "Ficou provado que essa não é uma teoria realista quando o Ibovespa despencou 13% em julho, perdendo tudo o que havia avançado sobre os principais mercados", conclui a analista.
Fuga de investidores
O movimento de ajuste ao cenário internacional, disparado pela fuga de investidores estrangeiros, pode ser explicado pela forte queda dos preços de commodities no fim do semestre. No entanto, o trabalho do Banif ressalta a importância do câmbio sobre o desempenho do índice.
Cerca de 55% das companhias presentes no Ibovespa são influenciadas de maneira decisiva pelo valor do dólar em reais, que persistiu em sua tendência de baixa desde o início do ano, reduzindo substancialmente a rentabilidade de investimentos realizados por agentes estrangeiros no Brasil.