Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
O Credit Suisse reiniciou sua cobertura da Vale (VALE5) com expectativa de desempenho acima da média do mercado e preço-alvo fixado em R$ 85,00.
Acreditando ser injustificada a recente depreciação dos papéis da empresa, que acarretou a perda de US$ 80 bilhões em valor de mercado desde maio último, os analistas consideraram aspectos como a perspectiva de grande crescimento do fluxo de caixa, aliados a múltiplos baixos, para embasar sua avaliação.
Oferta
Em relação às perspectivas para a expansão de sua produção, os analistas são claros: "a Vale possui extraordinários recursos minerais e projetos de alto rendimento para sustentar os maiores índices de crescimento orgânico do setor".
Classificada como uma "predadora" em sua atuação, seu histórico de fusões e aquisições bem sucedidas na última década também é ressaltado como fator para evidenciar a Vale como uma das empresas vencedoras no setor de mineração.
Mercado
Outro fator que pesou sobre o desempenho dos papéis, de acordo com os analistas, foi a interpretação errônea das notícias relacionadas ao mercado de minério de ferro, cujo saldo entre oferta e demanda encontra-se ainda bastante apertado.
Enquanto os portos responsáveis por sua movimentação mantêm-se muito ocupados, os analistas estimam que a produção supere o consumo em apenas 3% ao fim deste ano, subindo para no máximo 5% em 2009, o que deixa os ofertantes em posição muito confortável para negociar os próximos reajustes, estimados em 20% no próximo ano.
Gigante asiático
Não há dúvidas de que o crescimento chinês é um dos fatores mais importantes para o entendimento do ciclo favorável das commodities nos últimos anos, o que favoreceu produtores de matérias-primas em todo o mundo.
No entanto, os analistas do Credit Suisse esperam por uma nova fase da expansão chinesa, caracterizado pelo emprego mais intenso de metais e pela expansão urbana do país, o que gera dúvidas quanto à capacidade dos ofertantes em atender esta grande e ainda latente procura.
Com esta avaliação e o cenário esperado para os próximos anos, a análise dos múltiplos projetados da companhia para 2009 revela que seus papéis têm sido negociado a valores cerca de 30% inferiores aos de seus concorrentes. Tendo por base o preço-alvo estabelecido (R$ 85,00), o potencial de valorização dos papéis em relação ao último fechamento é de 145,5%.
O Credit Suisse reiniciou sua cobertura da Vale (VALE5) com expectativa de desempenho acima da média do mercado e preço-alvo fixado em R$ 85,00.
Acreditando ser injustificada a recente depreciação dos papéis da empresa, que acarretou a perda de US$ 80 bilhões em valor de mercado desde maio último, os analistas consideraram aspectos como a perspectiva de grande crescimento do fluxo de caixa, aliados a múltiplos baixos, para embasar sua avaliação.
Oferta
Em relação às perspectivas para a expansão de sua produção, os analistas são claros: "a Vale possui extraordinários recursos minerais e projetos de alto rendimento para sustentar os maiores índices de crescimento orgânico do setor".
Classificada como uma "predadora" em sua atuação, seu histórico de fusões e aquisições bem sucedidas na última década também é ressaltado como fator para evidenciar a Vale como uma das empresas vencedoras no setor de mineração.
Mercado
Outro fator que pesou sobre o desempenho dos papéis, de acordo com os analistas, foi a interpretação errônea das notícias relacionadas ao mercado de minério de ferro, cujo saldo entre oferta e demanda encontra-se ainda bastante apertado.
Enquanto os portos responsáveis por sua movimentação mantêm-se muito ocupados, os analistas estimam que a produção supere o consumo em apenas 3% ao fim deste ano, subindo para no máximo 5% em 2009, o que deixa os ofertantes em posição muito confortável para negociar os próximos reajustes, estimados em 20% no próximo ano.
Gigante asiático
Não há dúvidas de que o crescimento chinês é um dos fatores mais importantes para o entendimento do ciclo favorável das commodities nos últimos anos, o que favoreceu produtores de matérias-primas em todo o mundo.
No entanto, os analistas do Credit Suisse esperam por uma nova fase da expansão chinesa, caracterizado pelo emprego mais intenso de metais e pela expansão urbana do país, o que gera dúvidas quanto à capacidade dos ofertantes em atender esta grande e ainda latente procura.
Com esta avaliação e o cenário esperado para os próximos anos, a análise dos múltiplos projetados da companhia para 2009 revela que seus papéis têm sido negociado a valores cerca de 30% inferiores aos de seus concorrentes. Tendo por base o preço-alvo estabelecido (R$ 85,00), o potencial de valorização dos papéis em relação ao último fechamento é de 145,5%.