Por: Flávia Furlan Nunes
O mercado de crédito imobiliário cresce muito no Brasil, mas ainda tem uma representatividade pequena diante do volume emprestado às pessoas físicas. De acordo com o presidente da Serasa, Francisco Valim, isso acontece porque falta financiamento no País, e em patamares de custos baixos.
"A alta taxa de juros consome uma boa parcela da renda da população para comprar um bem de valor alto. O financiamento imobiliário só vai decolar no Brasil quando tivermos taxas de juros drasticamente baixas", afirmou.
Segundo Valim, o que acontece hoje é que quem empresta o dinheiro não consegue avaliar com tanta precisão o nível de endividamento que o interessado comporta e fica receoso, o que acarreta em juros mais altos.
Retomada de bens
Já para o presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Adalberto Savioli, um fator que impediu o avanço do crédito imobiliário no passado foi a falta de segurança na concessão, uma vez que era difícil a retomada do imóvel em caso de inadimplência.
"Os bancos tinham dificuldade, o que já mudou. Antigamente se falava em hipoteca, e hoje já se fala em alienação fiduciária, o que faz com que o banco tenha mais segurança", afirmou.
Ele ainda citou o prazo curto como fator que impedia o crescimento desta modalidade de crédito no passado. Hoje, já se fala em um prazo de 30 anos, o que diminui consideravelmente o valor da parcela e torna o crédito um pouco mais acessível.
O terceiro ponto citado por ele foi a burocracia na concessão do crédito, o que não existe no setor de automóveis, por exemplo. "Hoje, para fazer financiamento, demora-se de 40 a 60 dias para liberar o imóvel, o que dificulta a concessão de crédito".
Desafio: baixa renda
Já para o principal advisor para a América Latina e Caribe da IFC (International Finance Corporation), Pedro Meloni, o crédito imobiliário é a modalidade com maior crescimento no Brasil, mas a participação desta modalidade no balanço dos bancos não passa de 3%. "Vai continuar crescendo sim, mas representando muito pouco por muito tempo".
O motivo apontado para isso, de acordo com Meloni, é que o setor imobiliário está muito voltado para a classe média e alta, mas precisa avançar para a baixa renda, que é a maior parcela da população. "É aí que está o grande desafio", afirmou.
A concessão para a baixa renda deverá ser baseada em taxas de juros menores. "Vamos precisar de solução relativas à taxa de juros. Essa taxa de juros vai ter que ser ou subsidiada ou compensada pelo mercado através da extensão de prazos".
O mercado de crédito imobiliário cresce muito no Brasil, mas ainda tem uma representatividade pequena diante do volume emprestado às pessoas físicas. De acordo com o presidente da Serasa, Francisco Valim, isso acontece porque falta financiamento no País, e em patamares de custos baixos.
"A alta taxa de juros consome uma boa parcela da renda da população para comprar um bem de valor alto. O financiamento imobiliário só vai decolar no Brasil quando tivermos taxas de juros drasticamente baixas", afirmou.
Segundo Valim, o que acontece hoje é que quem empresta o dinheiro não consegue avaliar com tanta precisão o nível de endividamento que o interessado comporta e fica receoso, o que acarreta em juros mais altos.
Retomada de bens
Já para o presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Adalberto Savioli, um fator que impediu o avanço do crédito imobiliário no passado foi a falta de segurança na concessão, uma vez que era difícil a retomada do imóvel em caso de inadimplência.
"Os bancos tinham dificuldade, o que já mudou. Antigamente se falava em hipoteca, e hoje já se fala em alienação fiduciária, o que faz com que o banco tenha mais segurança", afirmou.
Ele ainda citou o prazo curto como fator que impedia o crescimento desta modalidade de crédito no passado. Hoje, já se fala em um prazo de 30 anos, o que diminui consideravelmente o valor da parcela e torna o crédito um pouco mais acessível.
O terceiro ponto citado por ele foi a burocracia na concessão do crédito, o que não existe no setor de automóveis, por exemplo. "Hoje, para fazer financiamento, demora-se de 40 a 60 dias para liberar o imóvel, o que dificulta a concessão de crédito".
Desafio: baixa renda
Já para o principal advisor para a América Latina e Caribe da IFC (International Finance Corporation), Pedro Meloni, o crédito imobiliário é a modalidade com maior crescimento no Brasil, mas a participação desta modalidade no balanço dos bancos não passa de 3%. "Vai continuar crescendo sim, mas representando muito pouco por muito tempo".
O motivo apontado para isso, de acordo com Meloni, é que o setor imobiliário está muito voltado para a classe média e alta, mas precisa avançar para a baixa renda, que é a maior parcela da população. "É aí que está o grande desafio", afirmou.
A concessão para a baixa renda deverá ser baseada em taxas de juros menores. "Vamos precisar de solução relativas à taxa de juros. Essa taxa de juros vai ter que ser ou subsidiada ou compensada pelo mercado através da extensão de prazos".