domingo, 24 de agosto de 2008

Merrill Lynch inclui Energias do Brasil em portfólio e eleva preço-alvo para ações

Por: Gabriel Ignatti Casonato

O bom momento para o setor elétrico continua rendendo análises favoráveis dos
analistas para os ativos do segmento. Na última sessão, foi a vez das ações da Energias do Brasil (ENBR3) terem seu preço-alvo elevado pela Merrill Lynch, de R$ 34,50 para R$ 39,00.

Com base no fechamento do pregão de quinta-feira (21), o valor corresponde a um potencial de valorização de 27% para os próximos doze meses. A recomendação de "compra" foi reforçada pela instituição, que ainda incluiu as ações da companhia em sua carteira de sugestões para a América Latina.

De um modo geral, os analistas ressaltam o noticiário positivo para a empresa e o cenário macroeconômico favorável às suas operações, baseado principalmente no alto patamar da inflação doméstica, que favorece reajustes mais expressivos das tarifas de energia.

Em adição, a equipe do banco destaca o bom posicionamento da companhia para se aproveitar do aumento da capacidade de geração de energia no Brasil.

Parceria com a MPX também sustenta otimismo
Outro ponto que sustenta a visão favorável aos papéis é o otimismo da Merrill Lynch com a parceria da Energias do Brasil com a M
PX (MPXE3) para o próximo leilão de energia A-5, previsto para o final de setembro.

A expectativa da instituição é de que a parceria repita o sucesso obtido com a UTE Pecém I - que já se encontra em plena implantação - com a UTE Pecém II. A primeira unidade contratou 615 MW médios no leilão de energia A-5, realizado em outubro de 2007.

Para a UTE Pecém II, a primeira fase do projeto prevê a instalação de duas unidades de geração de energia térmica de 360 MW cada, com base em carvão mineral. A parceria divide a participação pela metade, deixando ambas empresas com 50% do total.

Inclusão na carteira
Por fim, a entrada da distribuidora na carteira latino-americana da Merrill Lynch corrobora a percepção favorável da instituição. Vale lembrar que as companhias brasileiras dominam o portfólio. Dos 14 ativos listados pelo banco, nada menos que 10 pertencem às empresas domésticas.

Além dos títulos da Energias do Brasil, compõem a carteira os papéis das seguintes companhias do País: Cemig, Vale, MRV Engenharia, Usiminas, Petrobras, Bradespar, PDG Realty, Gerdau e AmBev.