Avaliando os indicadores macroeconômicos e o panorama corporativo, a Ativa divulgou um relatório sobre as perspectivas para a economia norte-americana. Os principais tópicos abordados foram a atividade econômica, taxa de juros e realinhamentos cambiais.
Em primeiro lugar, a corretora afirmou que a economia dos EUA ainda está diante de desafios expressivos. Os analistas acreditam que o sistema financeiro necessite de uma reestruturação e, assim, os efeitos sobre a economia real ainda são incertos.
Por ora, a economia ainda está reagindo aos primeiros efeitos do pacote de impulsos fiscais, sofrendo fortes choques inflacionários da alta recente dos preços do petróleo e das demais commodities.
Em outras palavras, o cenário atual requereria uma alta de juros, para conter possíveis efeitos de segunda ordem da inflação. Vale relembrar que esse crescimento é impulsionado principalmente pelas exportações e consumo das famílias.
Exportações e Consumo
As tensões acerca da atividade econômica local vêm como reação ao movimento intenso de desvalorização do dólar contra outras moedas. Esta mudança de preços relativos foi responsável não só por um intenso aumento das exportações, como também, juntamente com a crise do crédito, foi causador de uma queda nas importações.
Na outra ponta, o consumo das famílias está artificialmente inflado pelo efeito do pacote fiscal, afirmam os analistas. Primeiramente, a saída desse estímulo artificial estará pairando sobre a renda disponível do consumidor.
Para completar, os preços das casas ainda devem sofrer depreciação e o mercado de ações continuará bastante volátil, com desempenho positivo em xeque, gerando um efeito riqueza negativo.
Perspectivas
Ao longo do próximo ano a economia deve se recuperar basicamente devido à saída do peso morto dos investimentos imobiliários. Historicamente os ciclos do mercado imobiliário têm uma recuperação em forma de "V", isto é, rápida e associada ao ciclo de estoques de casas construídas.
Todavia, mesmo supondo que o caos no mercado de crédito imobiliário não permita que esse fenômeno se materialize, desta vez é sensato supor que pelo menos haja uma estabilização desse fenômeno.
Comparado com sua média histórica, este cenário, que segundo os analistas pode ser considerado otimista, ainda assim apresenta um consumo das famílias enfraquecido.
Fed: situação nada é simples
Dada esta perspectiva, a situação do Federal Reserve não é nada simples. As pressões inflacionárias se mantêm presentes e não devem se dissipar ao longo do segundo semestre deste ano.
Além disso, apesar da volta dos preços das commodities nas últimas semanas, ainda há riscos de efeitos de segunda ordem, dado o tamanho da pressão de preços devido, por exemplo, ao diferencial do preço do petróleo em comparação com o do ano passado.
Realinhamento cambial
Passando ao câmbio, os analistas acreditam que a alta de juros nos EUA, como próximo passo, e de queda de juros na Europa, está motivando um realinhamento cambial importante nos mercados globais.
A corretora já havia argumentando anteriormente que, dada à capacidade de recuperação da economia européia, o atual diferencial de juros deveria se reduzir, causando uma apreciação do dólar.
Concluindo, a corretora afirmou que não há dúvidas de que o movimento das últimas semanas é em parte o início disso, mas há ainda uma trajetória longa e turbulenta até que este cenário se materialize.
Em primeiro lugar, a corretora afirmou que a economia dos EUA ainda está diante de desafios expressivos. Os analistas acreditam que o sistema financeiro necessite de uma reestruturação e, assim, os efeitos sobre a economia real ainda são incertos.
Por ora, a economia ainda está reagindo aos primeiros efeitos do pacote de impulsos fiscais, sofrendo fortes choques inflacionários da alta recente dos preços do petróleo e das demais commodities.
Em outras palavras, o cenário atual requereria uma alta de juros, para conter possíveis efeitos de segunda ordem da inflação. Vale relembrar que esse crescimento é impulsionado principalmente pelas exportações e consumo das famílias.
Exportações e Consumo
As tensões acerca da atividade econômica local vêm como reação ao movimento intenso de desvalorização do dólar contra outras moedas. Esta mudança de preços relativos foi responsável não só por um intenso aumento das exportações, como também, juntamente com a crise do crédito, foi causador de uma queda nas importações.
Na outra ponta, o consumo das famílias está artificialmente inflado pelo efeito do pacote fiscal, afirmam os analistas. Primeiramente, a saída desse estímulo artificial estará pairando sobre a renda disponível do consumidor.
Para completar, os preços das casas ainda devem sofrer depreciação e o mercado de ações continuará bastante volátil, com desempenho positivo em xeque, gerando um efeito riqueza negativo.
Perspectivas
Ao longo do próximo ano a economia deve se recuperar basicamente devido à saída do peso morto dos investimentos imobiliários. Historicamente os ciclos do mercado imobiliário têm uma recuperação em forma de "V", isto é, rápida e associada ao ciclo de estoques de casas construídas.
Todavia, mesmo supondo que o caos no mercado de crédito imobiliário não permita que esse fenômeno se materialize, desta vez é sensato supor que pelo menos haja uma estabilização desse fenômeno.
Comparado com sua média histórica, este cenário, que segundo os analistas pode ser considerado otimista, ainda assim apresenta um consumo das famílias enfraquecido.
Fed: situação nada é simples
Dada esta perspectiva, a situação do Federal Reserve não é nada simples. As pressões inflacionárias se mantêm presentes e não devem se dissipar ao longo do segundo semestre deste ano.
Além disso, apesar da volta dos preços das commodities nas últimas semanas, ainda há riscos de efeitos de segunda ordem, dado o tamanho da pressão de preços devido, por exemplo, ao diferencial do preço do petróleo em comparação com o do ano passado.
Realinhamento cambial
Passando ao câmbio, os analistas acreditam que a alta de juros nos EUA, como próximo passo, e de queda de juros na Europa, está motivando um realinhamento cambial importante nos mercados globais.
A corretora já havia argumentando anteriormente que, dada à capacidade de recuperação da economia européia, o atual diferencial de juros deveria se reduzir, causando uma apreciação do dólar.
Concluindo, a corretora afirmou que não há dúvidas de que o movimento das últimas semanas é em parte o início disso, mas há ainda uma trajetória longa e turbulenta até que este cenário se materialize.