Por: Giulia Santos Camillo
Tamanho é o pessimismo do Credit Suisse em relação às perspectivas de curto prazo para a Brasil Ecodiesel (ECOD3) que os analistas decidiram por trocar o modelo para determinação do preço-alvo da empresa, o que culminou com a alteração da recomendação, que passou de neutra para underperform (abaixo da média).
Pelo novo padrão adotado - a análise do valor de liquidação - o preço-alvo agora é de R$ 1,60 por ação, o que indica um potencial de declínio de 19,6% diante da cotação de fechamento do último pregão, de R$ 1,99.
Segundo o banco, a análise de DCF (fluxo de caixa descontado) continua indicando um preço-alvo próximo ao anterior, de R$ 9,00 por ação, mas ela não representa mais a melhor maneira de avaliação, considerando os desafios e incertezas que a empresa deve enfrentar.
Problemas
Baseado nos volumes contratados para o terceiro trimestre - 86 mil metros cúbicos de biodiesel, sendo 63 mil do leilão da ANP (Agência Nacional do Petróleo) em abril; 15 mil do primeiro semestre e 8 mil de outro contrato assinado com a Petrobras, os analistas estimam que a empresa precisará de R$ 150 milhões para a compra de insumos para produção.
Um dos maiores problemas reside justamente nesse fato: a empresa não possui capital de giro suficiente para essas aquisições, sendo necessário financiamento de terceiros. "Na nossa opinião, isso poderia prejudicar a habilidade da companhia de entregar os volumes já contratados", afirmam os analistas.
Ademais, o banco indica ainda o desafio de rolagem da grande quantidade de dívidas que a empresa possui com maturação no final de 2008; operação essa que não deve ser barata, influenciando um aumento do custo de dívida da empresa.
Segundo e terceiro trimestres
As estimativas do Credit Suisse para os resultados do segundo trimestre da Brasil Ecodiesel não são nada animadoras: "nós esperamos que a companhia reporte um prejuízo líquido de R$ 31 milhões, já que a expectativa é de que ela venda um volume reduzido relativo à parada na produção devido ao não recebimento de entregas por parte da Petrobras".
Cabe lembrar que, conforme a agenda da Brasil Ecodiesel, os resultados do segundo trimestre da companhia devem ser anunciados no dia 14 deste mês, após o fechamento dos mercados.
Para os dois últimos trimestres do ano, os balanços devem melhorar um pouco, devido aos volumes contratados no leilão da ANP em abril, por um preço de R$ 2.739 por metro cúbico, acima do valor dos outros leilões do primeiro semestre, de R$ 1.849 metros cúbicos.
Volatilidade
Durante a manhã, as ações da Brasil Ecodiesel apresentaram forte instabilidade, variando entre extremos. Abrindo em alta, chegaram a valorizar 4,5%, para depois perderem o fôlego, até reverterem o movimento, atingindo a mínima de 5,5%.
Agora, embora a trajetória de queda tenha diminuído, as ações ainda operam com desvalorização de 1,5%, cotadas a R$ 1,96.
Tamanho é o pessimismo do Credit Suisse em relação às perspectivas de curto prazo para a Brasil Ecodiesel (ECOD3) que os analistas decidiram por trocar o modelo para determinação do preço-alvo da empresa, o que culminou com a alteração da recomendação, que passou de neutra para underperform (abaixo da média).
Pelo novo padrão adotado - a análise do valor de liquidação - o preço-alvo agora é de R$ 1,60 por ação, o que indica um potencial de declínio de 19,6% diante da cotação de fechamento do último pregão, de R$ 1,99.
Segundo o banco, a análise de DCF (fluxo de caixa descontado) continua indicando um preço-alvo próximo ao anterior, de R$ 9,00 por ação, mas ela não representa mais a melhor maneira de avaliação, considerando os desafios e incertezas que a empresa deve enfrentar.
Problemas
Baseado nos volumes contratados para o terceiro trimestre - 86 mil metros cúbicos de biodiesel, sendo 63 mil do leilão da ANP (Agência Nacional do Petróleo) em abril; 15 mil do primeiro semestre e 8 mil de outro contrato assinado com a Petrobras, os analistas estimam que a empresa precisará de R$ 150 milhões para a compra de insumos para produção.
Um dos maiores problemas reside justamente nesse fato: a empresa não possui capital de giro suficiente para essas aquisições, sendo necessário financiamento de terceiros. "Na nossa opinião, isso poderia prejudicar a habilidade da companhia de entregar os volumes já contratados", afirmam os analistas.
Ademais, o banco indica ainda o desafio de rolagem da grande quantidade de dívidas que a empresa possui com maturação no final de 2008; operação essa que não deve ser barata, influenciando um aumento do custo de dívida da empresa.
Segundo e terceiro trimestres
As estimativas do Credit Suisse para os resultados do segundo trimestre da Brasil Ecodiesel não são nada animadoras: "nós esperamos que a companhia reporte um prejuízo líquido de R$ 31 milhões, já que a expectativa é de que ela venda um volume reduzido relativo à parada na produção devido ao não recebimento de entregas por parte da Petrobras".
Cabe lembrar que, conforme a agenda da Brasil Ecodiesel, os resultados do segundo trimestre da companhia devem ser anunciados no dia 14 deste mês, após o fechamento dos mercados.
Para os dois últimos trimestres do ano, os balanços devem melhorar um pouco, devido aos volumes contratados no leilão da ANP em abril, por um preço de R$ 2.739 por metro cúbico, acima do valor dos outros leilões do primeiro semestre, de R$ 1.849 metros cúbicos.
Volatilidade
Durante a manhã, as ações da Brasil Ecodiesel apresentaram forte instabilidade, variando entre extremos. Abrindo em alta, chegaram a valorizar 4,5%, para depois perderem o fôlego, até reverterem o movimento, atingindo a mínima de 5,5%.
Agora, embora a trajetória de queda tenha diminuído, as ações ainda operam com desvalorização de 1,5%, cotadas a R$ 1,96.