Em dificuldades, montadoras esperam ajuda do governo; analistas vêem risco real de falência da GM
Se havia dúvidas sobre a capacidade de a crise financeira contaminar a economia real, o cenário sombrio das montadoras americanas é a prova de que isso já está acontecendo. As três grandes montadoras americanas, General Motors, Ford e Chrysler, enfrentam uma situação inédita de queda de vendas e dificuldades. Segundo reportagem de EXAME, pela primeira vez, essas empresas correm o risco real de ir à falência. O exemplo mais recente e mais claro é a GM. Na última sexta-feira, seu presidente, Rick Wagoner, alarmou o mercado ao afirmar que a companhia pode ficar sem caixa até o fim do ano, o que paralisaria suas operações. O executivo declarou que tudo está sendo feito para salvar a empresa, mas é sabido que a direção tem esperanças de que o governo americano lance um pacote de ajuda ao setor. O socorro, aliás, foi defendido por Barack Obama, presidente eleito, em encontro com o atual ocupante da Casa Branca, George W. Bush.
A reação do mercado foi imediata. Em uma medida drástica, o Deutsche Bank rebaixou o preço-alvo das ações da GM para zero. O banco alegou que a empresa não terá caixa para honrar seus compromissos em dezembro. Já o britânico Barclays reduziu o preço-alvo para 1 dólar, e previu problemas de liquidez para a GM a partir de fevereiro. A filial brasileira da GM, que tem lucro há dois anos e uma boa posição de mercado, será afetada por uma eventual quebra da matriz, segundo os especialistas. Uma das possibilidades é que as operações brasileiras sejam vendidas para outro grupo. A Chrysler também declarou que aguarda algum tipo de ajuda do governo americano para sobreviver à crise.
Se havia dúvidas sobre a capacidade de a crise financeira contaminar a economia real, o cenário sombrio das montadoras americanas é a prova de que isso já está acontecendo. As três grandes montadoras americanas, General Motors, Ford e Chrysler, enfrentam uma situação inédita de queda de vendas e dificuldades. Segundo reportagem de EXAME, pela primeira vez, essas empresas correm o risco real de ir à falência. O exemplo mais recente e mais claro é a GM. Na última sexta-feira, seu presidente, Rick Wagoner, alarmou o mercado ao afirmar que a companhia pode ficar sem caixa até o fim do ano, o que paralisaria suas operações. O executivo declarou que tudo está sendo feito para salvar a empresa, mas é sabido que a direção tem esperanças de que o governo americano lance um pacote de ajuda ao setor. O socorro, aliás, foi defendido por Barack Obama, presidente eleito, em encontro com o atual ocupante da Casa Branca, George W. Bush.
A reação do mercado foi imediata. Em uma medida drástica, o Deutsche Bank rebaixou o preço-alvo das ações da GM para zero. O banco alegou que a empresa não terá caixa para honrar seus compromissos em dezembro. Já o britânico Barclays reduziu o preço-alvo para 1 dólar, e previu problemas de liquidez para a GM a partir de fevereiro. A filial brasileira da GM, que tem lucro há dois anos e uma boa posição de mercado, será afetada por uma eventual quebra da matriz, segundo os especialistas. Uma das possibilidades é que as operações brasileiras sejam vendidas para outro grupo. A Chrysler também declarou que aguarda algum tipo de ajuda do governo americano para sobreviver à crise.