Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
Para os que buscam baixo risco e rendimentos superiores aos de opções tradicionais, como a poupança, o investimento em títulos públicos são uma opção natural. Nada que livre os investidores, todavia, de certa volatilidade nos preços.
Cada vez mais utilizado, o Tesouro Direto é uma ferramenta que permite ao investidor adquirir diferentes títulos da dívida pública diretamente do Tesouro Nacional por meio da internet. Criado em 2002, o programa é exclusivo para pessoas físicas, tendo por objetivo atrair o pequeno poupador.
Positivo para o governo, que encontrará um mercado maior para seu financiamento, bem como para quem já possui os títulos, pois fortalece sua liquidez - embora esta já seja garantida pelo Tesouro.
Um lugar ao sol
De acordo com André Proite, gerente de relacionamento institucional do Tesouro, é possível investir em títulos públicos com montante próximo a R$ 200,00, a depender do preço com que os títulos públicos são negociados, uma vez que a participação mínima exigida em um título é de 20%.
Embora o teto para aplicações seja de R$ 400 mil, a maior parte das operações é de até R$ 4 mil - pouco menos de 60% - com a maior concentração destas na faixa de até R$ 1 mil. Para participar, nada muito complexo. É necessário cadastrar-se no programa e operar por meio de um banco de investimentos ou corretora.
Ainda assim, o mercado de varejo de títulos no Brasil é incipiente em relação à dívida pública total - cerca de 0,1%, número muito inferior ao de outros países. Apostando na popularização do Tesouro Direto, o governo deve apostar em campanhas publicitárias no próximo ano, bem como na divulgação do programa em parceria com a BM&F Bovespa.
Fator importante para o aumento recente da participação do pequeno investidor no mercado de capitais, o programa educacional será um veículo de difusão, assim como a própria internet. "A gente acredita que o programa tem potencial. Mas não será tão fácil chegar lá, depende da cooperação, da educação financeira das pessoas, de muita coisa", ressalta Proite.
Barreiras
Para tanto, algumas barreiras terão de ser transpostas, como a aversão exagerada à volatilidade. "Eu creio que isto deva mudar com o tempo, pois as taxas de juro devem cair no médio prazo. As pessoas terão de se acostumar com a variação no preço dos ativos, pois é assim no mundo inteiro", afirma o gerente de relacionamento do Tesouro.
Ainda que não estejam acostumados a variações de preço em uma aplicação de renda fixa, a crise pode ter revelado aos investidores que os títulos são uma opção para minimizar este efeito.
"É natural que em momentos de dificuldades e volatilidade extrema na bolsa, as pessoas procurem títulos públicos", diz Proite. Fato é que o Tesouro Direto tem batido seguidos recordes de participação e volume financeiro, tendo em novembro último vendido cerca de R$ 180 milhões em títulos, uma elevação de 373,2% frente ao mesmo período de 2007, acumulando vendas no ano de R$ 1,4 bilhão.
Também existe a concorrência com outros ativos de renda fixa, como os CDBs (Certificado de Depósito Bancário), ou mesmo os fundos de renda fixa. "Na verdade, temos o setor privado como um forte parceiro neste programa", explica Proite. "É claro, existem bancos que não fazem muito alarde do tesouro direto, mas não vemos a indústria de fundos como algo competitivo, mas sim complementar", completa.
Para os que buscam baixo risco e rendimentos superiores aos de opções tradicionais, como a poupança, o investimento em títulos públicos são uma opção natural. Nada que livre os investidores, todavia, de certa volatilidade nos preços.
Cada vez mais utilizado, o Tesouro Direto é uma ferramenta que permite ao investidor adquirir diferentes títulos da dívida pública diretamente do Tesouro Nacional por meio da internet. Criado em 2002, o programa é exclusivo para pessoas físicas, tendo por objetivo atrair o pequeno poupador.
Positivo para o governo, que encontrará um mercado maior para seu financiamento, bem como para quem já possui os títulos, pois fortalece sua liquidez - embora esta já seja garantida pelo Tesouro.
Um lugar ao sol
De acordo com André Proite, gerente de relacionamento institucional do Tesouro, é possível investir em títulos públicos com montante próximo a R$ 200,00, a depender do preço com que os títulos públicos são negociados, uma vez que a participação mínima exigida em um título é de 20%.
Embora o teto para aplicações seja de R$ 400 mil, a maior parte das operações é de até R$ 4 mil - pouco menos de 60% - com a maior concentração destas na faixa de até R$ 1 mil. Para participar, nada muito complexo. É necessário cadastrar-se no programa e operar por meio de um banco de investimentos ou corretora.
Ainda assim, o mercado de varejo de títulos no Brasil é incipiente em relação à dívida pública total - cerca de 0,1%, número muito inferior ao de outros países. Apostando na popularização do Tesouro Direto, o governo deve apostar em campanhas publicitárias no próximo ano, bem como na divulgação do programa em parceria com a BM&F Bovespa.
Fator importante para o aumento recente da participação do pequeno investidor no mercado de capitais, o programa educacional será um veículo de difusão, assim como a própria internet. "A gente acredita que o programa tem potencial. Mas não será tão fácil chegar lá, depende da cooperação, da educação financeira das pessoas, de muita coisa", ressalta Proite.
Barreiras
Para tanto, algumas barreiras terão de ser transpostas, como a aversão exagerada à volatilidade. "Eu creio que isto deva mudar com o tempo, pois as taxas de juro devem cair no médio prazo. As pessoas terão de se acostumar com a variação no preço dos ativos, pois é assim no mundo inteiro", afirma o gerente de relacionamento do Tesouro.
Ainda que não estejam acostumados a variações de preço em uma aplicação de renda fixa, a crise pode ter revelado aos investidores que os títulos são uma opção para minimizar este efeito.
"É natural que em momentos de dificuldades e volatilidade extrema na bolsa, as pessoas procurem títulos públicos", diz Proite. Fato é que o Tesouro Direto tem batido seguidos recordes de participação e volume financeiro, tendo em novembro último vendido cerca de R$ 180 milhões em títulos, uma elevação de 373,2% frente ao mesmo período de 2007, acumulando vendas no ano de R$ 1,4 bilhão.
Também existe a concorrência com outros ativos de renda fixa, como os CDBs (Certificado de Depósito Bancário), ou mesmo os fundos de renda fixa. "Na verdade, temos o setor privado como um forte parceiro neste programa", explica Proite. "É claro, existem bancos que não fazem muito alarde do tesouro direto, mas não vemos a indústria de fundos como algo competitivo, mas sim complementar", completa.