Por: Giulia Santos Camillo
Já são 14 meses de bear market (mercado em tendência de baixa) nos EUA, conforme a classificação do JPMorgan, com uma queda de mais de 50% entre o pico e a mínima e a maior rigidez desde a Grande Depressão. Com um cenário desses, uma das questões que muitos se perguntam é "quanto tempo de declínio ainda resta?".
Prever a data ou o período correto para o início da recuperação é tarefa mais dada a videntes do que a analistas, já que as mínimas são identificadas apenas em retrospecção - ou seja, depois que elas passam. Porém, a avaliação e comparação do comportamento do mercado durante outras crises oferece suporte para projeções de duração das dificuldades.
Conforme apontado pelo JPMorgan, analisando os grandes bear markets a partir do século XX (1929 a 1932; 1937 a 1938; 1973 a 1974; 2000 a 2002), pode-se inferir que a média de duração das quedas é de 19 meses, o que significa que dificilmente uma recuperação será sentida antes da metade de 2009.
Fim da queda em 4 meses
Bob Doll, vice-presidente e diretor da gestora de fundos BlackRock, também ressalta o momento difícil pelo qual passam os EUA, reforçado pela conclusão do NBER (National Bureau of Economic Research) de que a economia norte-americana está em recessão desde dezembro de 2007 e pelos dados do Relatório de Emprego, que mostraram a maior perda de postos de trabalho em 34 anos.
Apesar de esperar mais medidas monetárias e fiscais para combater o aprofundamento da crise, o diretor afirma que esses esforços ainda levarão tempo para surtirem efeito, sendo que o foco deve continuar no desempenho dos spreads de crédito, que indicarão quando o sistema financeiro voltará ao normal e iniciará uma tendência de alta.
"A fraqueza dos mercados econômico e financeiro tem se auto-alimentado, formando um ciclo de feedback negativo", avalia Doll, acrescentando que quando os investidores decidirem por responder positivamente aos estímulos econômicos "o pessimismo vai recuar e este ciclo será quebrado".
Segundo ele, embora as dificuldades permaneçam por mais alguns meses, as bolsas estão se aproximando de sua mínima. "Nós acreditamos que os mercados acionários estão no meio de um processo de perdas", comenta o diretor. Segundo ele, o processo parece ter começado há cerca de dois meses, em 10 de outubro, sendo que ainda deve durar entre dois e quatro meses.
Longo prazo é bom
Com essa previsão, Doll conclui que a volatilidade continuará forte no curto prazo, porém as perspectivas de longo prazo se mostram mais otimistas. O comentário encontra equivalência nas palavras do estrategista do Citigroup, Robert Buckland. Segundo ele, "os riscos do curto prazo continuam significativos, mas as oportunidades do longo prazo estão aí para o investidor paciente".
Compre perto dos 720 pontos
Procurando mínimas mais exatas, o JPMorgan avaliou outros bear markets de forma a olhar comparativamente o declínio atual. "Tipicamente, os bear markets perdem 73% dos pontos ganhados no bull market (mercado em tendência de alta) anterior", afirma o banco.
Considerando a queda nos anos de bear market da Depressão (1929-1932), que foi de 107% frente aos nove anos anteriores de alta, o banco acredita que um bom momento para comprar seria quando o S&P 500 se aproximasse dos 720 pontos.
Já são 14 meses de bear market (mercado em tendência de baixa) nos EUA, conforme a classificação do JPMorgan, com uma queda de mais de 50% entre o pico e a mínima e a maior rigidez desde a Grande Depressão. Com um cenário desses, uma das questões que muitos se perguntam é "quanto tempo de declínio ainda resta?".
Prever a data ou o período correto para o início da recuperação é tarefa mais dada a videntes do que a analistas, já que as mínimas são identificadas apenas em retrospecção - ou seja, depois que elas passam. Porém, a avaliação e comparação do comportamento do mercado durante outras crises oferece suporte para projeções de duração das dificuldades.
Conforme apontado pelo JPMorgan, analisando os grandes bear markets a partir do século XX (1929 a 1932; 1937 a 1938; 1973 a 1974; 2000 a 2002), pode-se inferir que a média de duração das quedas é de 19 meses, o que significa que dificilmente uma recuperação será sentida antes da metade de 2009.
Fim da queda em 4 meses
Bob Doll, vice-presidente e diretor da gestora de fundos BlackRock, também ressalta o momento difícil pelo qual passam os EUA, reforçado pela conclusão do NBER (National Bureau of Economic Research) de que a economia norte-americana está em recessão desde dezembro de 2007 e pelos dados do Relatório de Emprego, que mostraram a maior perda de postos de trabalho em 34 anos.
Apesar de esperar mais medidas monetárias e fiscais para combater o aprofundamento da crise, o diretor afirma que esses esforços ainda levarão tempo para surtirem efeito, sendo que o foco deve continuar no desempenho dos spreads de crédito, que indicarão quando o sistema financeiro voltará ao normal e iniciará uma tendência de alta.
"A fraqueza dos mercados econômico e financeiro tem se auto-alimentado, formando um ciclo de feedback negativo", avalia Doll, acrescentando que quando os investidores decidirem por responder positivamente aos estímulos econômicos "o pessimismo vai recuar e este ciclo será quebrado".
Segundo ele, embora as dificuldades permaneçam por mais alguns meses, as bolsas estão se aproximando de sua mínima. "Nós acreditamos que os mercados acionários estão no meio de um processo de perdas", comenta o diretor. Segundo ele, o processo parece ter começado há cerca de dois meses, em 10 de outubro, sendo que ainda deve durar entre dois e quatro meses.
Longo prazo é bom
Com essa previsão, Doll conclui que a volatilidade continuará forte no curto prazo, porém as perspectivas de longo prazo se mostram mais otimistas. O comentário encontra equivalência nas palavras do estrategista do Citigroup, Robert Buckland. Segundo ele, "os riscos do curto prazo continuam significativos, mas as oportunidades do longo prazo estão aí para o investidor paciente".
Compre perto dos 720 pontos
Procurando mínimas mais exatas, o JPMorgan avaliou outros bear markets de forma a olhar comparativamente o declínio atual. "Tipicamente, os bear markets perdem 73% dos pontos ganhados no bull market (mercado em tendência de alta) anterior", afirma o banco.
Considerando a queda nos anos de bear market da Depressão (1929-1932), que foi de 107% frente aos nove anos anteriores de alta, o banco acredita que um bom momento para comprar seria quando o S&P 500 se aproximasse dos 720 pontos.