Por: Giulia Santos Camillo
Baratas, as bolsas da América Latina operam com um forte desconto frente aos mercados emergentes globais e países desenvolvidos em uma base ajustada conforme a composição da indústria, de acordo com os cálculos da Merrill Lynch.
Considerando o P/L (múltiplo que mede a relação entre preço atual e ganho projetado das ações) para os próximos 12 meses, o mercado acionário da região é negociado com um desconto de 13% em relação aos emergentes e 22% frente aos países desenvolvidos.
Nesse sentido, o Brasil é o país com o maior desconto em relação aos mercados emergentes, seguido pelo México, negociado em linha com o benchmark. O Chile, em contrapartida, registra um prêmio substancial.
Análise dos múltiplos históricos
Na comparação com os patamares históricos, os analistas acreditam que "o valuation atual da América Latina oferece um forte amortecimento a revisões negativas dos ganhos - o crescimento dos ganhos da América Latina em 2009 pode ser cortado em um adicional de 35% e ainda estaria operando em linha com níveis históricos".
Conforme análise da Merrill Lynch, o Brasil é o país que oferece o maior "colchão" para a revisão dos lucros, que podem ser cortados em até 45% e ainda estarão em linha com os níveis históricos. Logo depois vêm o Chile e o México, que podem ter revisões adicionais de 35% e 25%, respectivamente.
Os países latino-americanos operam na cauda do histograma de P/L projetado pela Merrill Lynch, com o Brasil sendo negociado a 6 vezes (ou seja, o preço atual supera em seis vezes o lucro projetado), no extremo de 10% do histograma. Já México e Chile têm múltiplo de 9,8 vezes e 12,1 vezes respectivamente, na faixa de 8% e 1% do histograma.
Segundo a instituição, o Brasil opera com um desvio padrão de 1,3 abaixo da média histórica e 35% acima da mínima histórica (setembro de 2002), enquanto o México tem um desvio padrão de 1,2 abaixo da média histórica e 23% acima da mínima histórica (agosto de 1998). Já o Chile apresenta um desvio padrão de 2,1 abaixo da média histórica e opera 5% abaixo da mínima histórica anterior, alcançada em março de 2003.
Brasil, México e Chile
Com um desconto de 19% frente aos mercados emergentes, o Brasil voltou aos níveis de fevereiro de 2007, antes de ter o grau de investimento. Para os analistas da Merrill Lynch, o País apresenta o caso mais forte para a reclassificação dos valuations dos múltiplos, por três motivos:
Setores mais atrativos
Comparando os setores de cada país com as indústrias correspondentes nos mercados emergentes e desenvolvidos, a Merrill Lynch listou os cinco setores com valuation mais atrativo, dentre os quais figuram os segmentos de materiais básicos mexicano e brasileiro, energia e saneamento brasileiro, financeiro brasileiro e consumo básico chileno.
Na outra ponta, dentre as cinco indústrias menos atrativas, encontram-se listados apenas segmentos chilenos: materiais básicos, energia e saneamento, financeiro, consumo e telecomunicações.
Baratas, as bolsas da América Latina operam com um forte desconto frente aos mercados emergentes globais e países desenvolvidos em uma base ajustada conforme a composição da indústria, de acordo com os cálculos da Merrill Lynch.
Considerando o P/L (múltiplo que mede a relação entre preço atual e ganho projetado das ações) para os próximos 12 meses, o mercado acionário da região é negociado com um desconto de 13% em relação aos emergentes e 22% frente aos países desenvolvidos.
Nesse sentido, o Brasil é o país com o maior desconto em relação aos mercados emergentes, seguido pelo México, negociado em linha com o benchmark. O Chile, em contrapartida, registra um prêmio substancial.
Análise dos múltiplos históricos
Na comparação com os patamares históricos, os analistas acreditam que "o valuation atual da América Latina oferece um forte amortecimento a revisões negativas dos ganhos - o crescimento dos ganhos da América Latina em 2009 pode ser cortado em um adicional de 35% e ainda estaria operando em linha com níveis históricos".
Conforme análise da Merrill Lynch, o Brasil é o país que oferece o maior "colchão" para a revisão dos lucros, que podem ser cortados em até 45% e ainda estarão em linha com os níveis históricos. Logo depois vêm o Chile e o México, que podem ter revisões adicionais de 35% e 25%, respectivamente.
Os países latino-americanos operam na cauda do histograma de P/L projetado pela Merrill Lynch, com o Brasil sendo negociado a 6 vezes (ou seja, o preço atual supera em seis vezes o lucro projetado), no extremo de 10% do histograma. Já México e Chile têm múltiplo de 9,8 vezes e 12,1 vezes respectivamente, na faixa de 8% e 1% do histograma.
Segundo a instituição, o Brasil opera com um desvio padrão de 1,3 abaixo da média histórica e 35% acima da mínima histórica (setembro de 2002), enquanto o México tem um desvio padrão de 1,2 abaixo da média histórica e 23% acima da mínima histórica (agosto de 1998). Já o Chile apresenta um desvio padrão de 2,1 abaixo da média histórica e opera 5% abaixo da mínima histórica anterior, alcançada em março de 2003.
Brasil, México e Chile
Com um desconto de 19% frente aos mercados emergentes, o Brasil voltou aos níveis de fevereiro de 2007, antes de ter o grau de investimento. Para os analistas da Merrill Lynch, o País apresenta o caso mais forte para a reclassificação dos valuations dos múltiplos, por três motivos:
- Fundamentos macroeconômicos sólidos e bem ancorados em contas fiscais equilibradas, baixo nível de dívida sobre PIB (Produto Interno Bruto) e fortes reservas internacionais;
- Com a balança comercial representando apenas 20% do PIB, o País é mais resiliente a um cenário econômico mais fraco;
- A Merrill Lynch prevê uma redução da taxa Selic dos atuais 13,75% ao ano para 12,5% ao ano até o final de 2009, de forma que os fundos domésticos devem migrar para o mercado acionário;
Setores mais atrativos
Comparando os setores de cada país com as indústrias correspondentes nos mercados emergentes e desenvolvidos, a Merrill Lynch listou os cinco setores com valuation mais atrativo, dentre os quais figuram os segmentos de materiais básicos mexicano e brasileiro, energia e saneamento brasileiro, financeiro brasileiro e consumo básico chileno.
Na outra ponta, dentre as cinco indústrias menos atrativas, encontram-se listados apenas segmentos chilenos: materiais básicos, energia e saneamento, financeiro, consumo e telecomunicações.