segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Previdência: os impactos da crise em planos com alocação em renda variável

Em tempos de crise, quem optou por fazer um plano de previdência complementar, com alocação em renda variável, fica em dúvida sobre o que fazer: resgatar? Diminuir o percentual alocado em ações? Mudar tudo para renda fixa? Esses são os dilemas mais comuns.

Porém, antes de tomar qualquer decisão, o contribuinte precisa ficar atento à alguns aspectos, principalmente, no que diz respeito à idade e também ao perfil de investidor.

Idade e perfil
Na turbulência do mercado financeiro, quem possui um plano de previdência privada com parte de suas contribuições desti
nada à renda variável precisa pensar na sua idade antes de tomar qualquer decisão.

De acordo com o Keyton Pedreira, gerente de Negócios da Kiman Solutions, a idade é um dos pontos cruciais na hora de decidir as aplicações em renda variável.

"Se faltam apenas cinco anos para a pessoa se aposentar, o ide
al é investir todo o montante em renda fixa. Mas, para quem já possuia aplicações em renda variável antes da turbulência, é recomendável aguardar um pouco, porque o mercado pode se recuperar nos próximos meses", afirma Keyton.

Jovens
Em contrapartida, para aquelas pessoas que estão começando a investir em previdência agora, alocar p
arte das contribuições em renda variável é ideal.

Segundo Keyton, para esse público que está disposto a correr um pouco de risco, investir entre 20% e 30% em renda variável é um ótimo negócio. Já que, no longo prazo, a renda variável tende a propiciar uma m
aior rentabilidade que a renda fixa.

"O
s jovens que estão entrando no mercado de previdência agora e tem um perfil de investidor agressivo, podem destinar o percentual máximo permitido do seu plano para a renda variável, no caso, 49%, para ter uma maior rentabilidade no longo prazo. Porém, vale ressaltar que ele deve estar preparado para ver oscilações bruscas nas suas reservas de acordo com o movimento do mercado financeiro", revela o gerente de negócios.

Investimentos
Pode até parecer estranho falar em investir com a instabilidade da economia, mas não é. Com a crise, os papéis ficam mais baratos, logo, quem optar por investir em renda variável comprará por um preço acessível e terá, no futuro, uma rentabilidade maior.

Por outro lado, as pessoas que já estav
am investindo em planos de previdência com renda variável perderam reservas e agora precisam se recuperar, por isso, a necessidade de continuar com o plano e não resgatar.

Resgate
Para Keyton Pedreira, o resgate em previdência é uma decisão que deve ser evitada o máximo possível.

"O resgate em previdência nunca deve ser feito, a não ser que a pessoa não tenha mais alternativas, mesmo assim, dependendo do caso, vale a pena até pedir um empréstimo, já que as taxas de juros são atrativas. O resgate só deve ser pensado com o objetivo de aposentadoria", finaliza Keyton.