Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
Como já é costume, Bob Doll, diretor da gestora de recursos BlackRock, realizou suas previsões a respeito do cenário para a economia e investimentos para o ano. Após o pânico vivenciado em 2008, os próximos 12 meses deverão ser marcados pelo desempenho superior dos mercados emergentes e fraco crescimento econômico global.
Em uma breve retrospectiva, Doll ressalta que, durante o primeiro semestre do ano passado, a esperança causada pelas teses do descolamento* impediu que o pânico tomasse conta dos mercados, algo disparado apenas pela concordata do banco de investimentos Lehman Brothers, em setembro.
Com o medo e a desconfiança instaurados, os prêmios exigidos por risco decolaram, ao passo em que os ativos submetidos a maior incerteza tiveram seus preços muito reduzidos. Como resultado, muita intervenção governamental - de modo atabalhoado, às vezes - e a busca pela segurança, que derrubou os rendimentos dos Treasuries.
Previsões
Se o assunto é crescimento, esqueça o passado recente. Para Doll, a expansão da economia global deverá cair para baixo de 2% em 2009, ao passo em que os EUA poderão vivenciar sua primeira queda nominal do PIB (Produto Interno Bruto) em 50 anos. Simultaneamente, o déficit fiscal norte-americano deverá avançar para além de US$ 1 trilhão.
Ao menos, os preços devem manter-se próximos à estabilidade, sendo afastados os riscos de uma ampla deflação nos países desenvolvidos. Com tal cenário, inevitavelmente os rendimentos corporativos serão menores - em movimento de queda brusca.
Ainda assim, os investimentos em renda variável trarão retornos razoáveis em 2009, de acordo com as projeções do diretor da Black Rock. Os mercados acionários norte-americanos devem trazer retornos de dois dígitos, superando o desempenho das ações na Europa.
Emergentes e commodities
Estrelas desta ascensão devem ser os setores de petróleo e gás, saúde e tecnologia da informação, mas nem por isto os investidores estarão livres da volatilidade, especialmente até o término do processo de formação do fundo, algo que deverá ocorrer por volta do mês de outubro.
A grande expectativa de ganhos com ações, todavia, recairá sobre os mercados emergentes, que deverão caminhar para uma recuperação e voltar a impulsionar os preços de commodities.
* Interpretação sobre a suposta desconexão do desempenho dos mercados emergentes em relação às economias desenvolvidas
Como já é costume, Bob Doll, diretor da gestora de recursos BlackRock, realizou suas previsões a respeito do cenário para a economia e investimentos para o ano. Após o pânico vivenciado em 2008, os próximos 12 meses deverão ser marcados pelo desempenho superior dos mercados emergentes e fraco crescimento econômico global.
Em uma breve retrospectiva, Doll ressalta que, durante o primeiro semestre do ano passado, a esperança causada pelas teses do descolamento* impediu que o pânico tomasse conta dos mercados, algo disparado apenas pela concordata do banco de investimentos Lehman Brothers, em setembro.
Com o medo e a desconfiança instaurados, os prêmios exigidos por risco decolaram, ao passo em que os ativos submetidos a maior incerteza tiveram seus preços muito reduzidos. Como resultado, muita intervenção governamental - de modo atabalhoado, às vezes - e a busca pela segurança, que derrubou os rendimentos dos Treasuries.
Previsões
Se o assunto é crescimento, esqueça o passado recente. Para Doll, a expansão da economia global deverá cair para baixo de 2% em 2009, ao passo em que os EUA poderão vivenciar sua primeira queda nominal do PIB (Produto Interno Bruto) em 50 anos. Simultaneamente, o déficit fiscal norte-americano deverá avançar para além de US$ 1 trilhão.
Ao menos, os preços devem manter-se próximos à estabilidade, sendo afastados os riscos de uma ampla deflação nos países desenvolvidos. Com tal cenário, inevitavelmente os rendimentos corporativos serão menores - em movimento de queda brusca.
Ainda assim, os investimentos em renda variável trarão retornos razoáveis em 2009, de acordo com as projeções do diretor da Black Rock. Os mercados acionários norte-americanos devem trazer retornos de dois dígitos, superando o desempenho das ações na Europa.
Emergentes e commodities
Estrelas desta ascensão devem ser os setores de petróleo e gás, saúde e tecnologia da informação, mas nem por isto os investidores estarão livres da volatilidade, especialmente até o término do processo de formação do fundo, algo que deverá ocorrer por volta do mês de outubro.
A grande expectativa de ganhos com ações, todavia, recairá sobre os mercados emergentes, que deverão caminhar para uma recuperação e voltar a impulsionar os preços de commodities.
* Interpretação sobre a suposta desconexão do desempenho dos mercados emergentes em relação às economias desenvolvidas