Por: Giulia Santos Camillo
Com possibilidade de recuperação somente a partir do segundo semestre deste ano, o setor siderúrgico deve permanecer pressionado no início de 2009, de acordo com a análise da Merrill Lynch. Em seu mais recente relatório sobre o segmento, o banco afirmou que espera resultados corporativos fracos na primeira metade do ano.
As margens das siderúrgicas devem ser impactadas por três pontos principais: menores preços domésticos a partir do primeiro trimestre deste ano, aumento dos custos do carvão coque desde o quarto trimestre de 2008 e volumes de venda mais baixos, que devem levar à menor diluição dos custos fixos.
"Neste cenário, nós poderíamos ver, por exemplo, a margem Ebitda (geração operacional de caixa sobre receita líquida) da Usiminas cair de 42% no terceiro trimestre de 2008 para menos de 30% no primeiro semestre de 2009", explicam os analistas.
Cenário doméstico
Pessimistas, as previsões da Merrill Lynch para a indústria siderúrgica no Brasil são de que a demanda continuará a cair durante todo o primeiro semestre, podendo se recuperar a partir da segunda metade do ano.
Cabe lembrar que as vendas de aços longos ficaram em 617 mil toneladas em novembro, com queda de 18% na base anual, a primeira desde setembro de 2005. Na indústria de aços planos, as vendas atingiram 795 mil toneladas. A queda de 28% se deve ao recuo de 43% nas exportações, redução de 34% na produção automobilística e menor disponibilidade de crédito.
A Merrill Lynch prevê também que os distribuidores comecem um processo de desestocagem devido às expectativas de menores preços, falta de crédito e perspectivas econômicas incertas. Enquanto em novembro os estoques de aços planos estavam em 915 mil toneladas, ou 78 dias de oferta, o banco espera que eles caiam para 30 dias de oferta, uma queda de 580 mil toneladas na demanda aparente.
Cortes devem continuar
De acordo com os analistas da Merrill Lynch, a produção de aço deve continuar em queda, refletindo a continuidade dos cortes, que começaram em 2008. Porém, a instituição nota que "algumas plantas ao redor do mundo estão recomeçando suas operações, principalmente na China, o que pode representar um grande risco para o setor, se a demanda continuar reduzida".
Recomendações
Dentre as siderúrgicas brasileiras cobertas pela Merrill Lynch, a preferida é a CSN. Segundo o banco, sua baixa exposição ao fraco mercado de exportação, o sólido balanço e sua exposição positiva ao minério de ferro devem tornar os ganhos da empresa mais resilientes do que aqueles das companhias puramente siderúrgicas. Confira as recomendações do banco:
*Potencial de valorização para dezembro de 2009, com base no fechamento de 5 de janeiro
Com possibilidade de recuperação somente a partir do segundo semestre deste ano, o setor siderúrgico deve permanecer pressionado no início de 2009, de acordo com a análise da Merrill Lynch. Em seu mais recente relatório sobre o segmento, o banco afirmou que espera resultados corporativos fracos na primeira metade do ano.
As margens das siderúrgicas devem ser impactadas por três pontos principais: menores preços domésticos a partir do primeiro trimestre deste ano, aumento dos custos do carvão coque desde o quarto trimestre de 2008 e volumes de venda mais baixos, que devem levar à menor diluição dos custos fixos.
"Neste cenário, nós poderíamos ver, por exemplo, a margem Ebitda (geração operacional de caixa sobre receita líquida) da Usiminas cair de 42% no terceiro trimestre de 2008 para menos de 30% no primeiro semestre de 2009", explicam os analistas.
Cenário doméstico
Pessimistas, as previsões da Merrill Lynch para a indústria siderúrgica no Brasil são de que a demanda continuará a cair durante todo o primeiro semestre, podendo se recuperar a partir da segunda metade do ano.
Cabe lembrar que as vendas de aços longos ficaram em 617 mil toneladas em novembro, com queda de 18% na base anual, a primeira desde setembro de 2005. Na indústria de aços planos, as vendas atingiram 795 mil toneladas. A queda de 28% se deve ao recuo de 43% nas exportações, redução de 34% na produção automobilística e menor disponibilidade de crédito.
A Merrill Lynch prevê também que os distribuidores comecem um processo de desestocagem devido às expectativas de menores preços, falta de crédito e perspectivas econômicas incertas. Enquanto em novembro os estoques de aços planos estavam em 915 mil toneladas, ou 78 dias de oferta, o banco espera que eles caiam para 30 dias de oferta, uma queda de 580 mil toneladas na demanda aparente.
Cortes devem continuar
De acordo com os analistas da Merrill Lynch, a produção de aço deve continuar em queda, refletindo a continuidade dos cortes, que começaram em 2008. Porém, a instituição nota que "algumas plantas ao redor do mundo estão recomeçando suas operações, principalmente na China, o que pode representar um grande risco para o setor, se a demanda continuar reduzida".
Recomendações
Dentre as siderúrgicas brasileiras cobertas pela Merrill Lynch, a preferida é a CSN. Segundo o banco, sua baixa exposição ao fraco mercado de exportação, o sólido balanço e sua exposição positiva ao minério de ferro devem tornar os ganhos da empresa mais resilientes do que aqueles das companhias puramente siderúrgicas. Confira as recomendações do banco:
| Empresa | Código | Preço-alvo | Upside* | Recomendação |
| Usiminas ON | USIM3 | R$ 51,00 | 81% | Compra |
| Usiminas PNA | USIM5 | R$ 51,00 | 67% | Compra |
| Gerdau | GGBR4 | R$ 25,00 | 47% | Compra |
| CSN | CSNA3 | R$ 47,00 | 36% | Compra |