Sinais de recuperação econômica foram motivo de euforia do mercado financeiro e impulsionaram boa parte das bolsas de valores no início do ano. Enquanto o Ibovespa já acumula ganhos de 8,4% em 2009, as ações da Petrobras (PETR3, PETR4) sobem mais de 15% e são motivo de alerta do Citigroup: o avanço pode não ser tão compatível com o cenário real.
"Nós rebaixamos nossas estimativas e não recomendamos mais a compra dos papéis", informou o relatório divulgado nesta quinta-feira (12). Segundo a equipe liderada por Tereza Mello, a escalada dos ativos da petrolífera pode ter um certo viés exagerado, sobretudo pela atual cotação do petróleo e pela perspectiva de barateamento da gasolina.
Para o banco de investimentos, passar a recomendar a venda das ações também remeteria a alguns sinais de excesso, beirando uma visão mais radical que não condiz com a situação da empresa. O time elogia a posição do pré-sal e enxerga na elevada liquidez uma possível valorização dos papéis com a retomada da bolsa brasileira.
Petróleo preocupa
"A correlação entre as ações da Petrobras e o preço do petróleo nos faz acreditar que o mercado está precificando um horizonte melhor do que o esperado para a commodity", observaram os analistas do Citi. "Com isso, se os preços do óleo subirem, não devem trazer grandes impactos no rendimento".
Embora o banco norte-americano tenha classificado suas projeções como "conservadoras", há indícios de que elas poderão ser diminuídas mais pra frente, o que abriria maior intervalo entre o ganho das ações e as estimativas dos analistas. "Sobretudo se o petróleo continuar nos patamares atuais", informou o relatório.
Gasolina pode ficar mais barata
Outra ameaça à empresa é a grande diferença entre os preços cobrados dentro e fora do País para o diesel e para a gasolina, o que reforça o horizonte de algum reajuste. Segundo o Citi, os produtos estão sendo vendidos cerca de 60% e 40% mais caros do que nos EUA, enquanto a média histórica aponta prêmios de 0,3% e 6,3%, respectivamente.
"A política de preços da Petrobras busca manter os cobrados no mercado doméstico alinhados com os internacionais, sobretudo em horizontes mais distantes. Dito isso, nós poderíamos esperar algum declínio no médio prazo. Porém, como a menor pressão dos importados continua baixa no Brasil, a diferença deve continuar daqui a alguns meses".
"Nós rebaixamos nossas estimativas e não recomendamos mais a compra dos papéis", informou o relatório divulgado nesta quinta-feira (12). Segundo a equipe liderada por Tereza Mello, a escalada dos ativos da petrolífera pode ter um certo viés exagerado, sobretudo pela atual cotação do petróleo e pela perspectiva de barateamento da gasolina.
Para o banco de investimentos, passar a recomendar a venda das ações também remeteria a alguns sinais de excesso, beirando uma visão mais radical que não condiz com a situação da empresa. O time elogia a posição do pré-sal e enxerga na elevada liquidez uma possível valorização dos papéis com a retomada da bolsa brasileira.
Petróleo preocupa
"A correlação entre as ações da Petrobras e o preço do petróleo nos faz acreditar que o mercado está precificando um horizonte melhor do que o esperado para a commodity", observaram os analistas do Citi. "Com isso, se os preços do óleo subirem, não devem trazer grandes impactos no rendimento".
Embora o banco norte-americano tenha classificado suas projeções como "conservadoras", há indícios de que elas poderão ser diminuídas mais pra frente, o que abriria maior intervalo entre o ganho das ações e as estimativas dos analistas. "Sobretudo se o petróleo continuar nos patamares atuais", informou o relatório.
Gasolina pode ficar mais barata
Outra ameaça à empresa é a grande diferença entre os preços cobrados dentro e fora do País para o diesel e para a gasolina, o que reforça o horizonte de algum reajuste. Segundo o Citi, os produtos estão sendo vendidos cerca de 60% e 40% mais caros do que nos EUA, enquanto a média histórica aponta prêmios de 0,3% e 6,3%, respectivamente.
"A política de preços da Petrobras busca manter os cobrados no mercado doméstico alinhados com os internacionais, sobretudo em horizontes mais distantes. Dito isso, nós poderíamos esperar algum declínio no médio prazo. Porém, como a menor pressão dos importados continua baixa no Brasil, a diferença deve continuar daqui a alguns meses".