Muito desse aumento se deve a descobertas de petróleo na costa africana realizadas pela Petrobras em parceria com a estatal angolana Sonangol.
Esse comércio agora deve se intensificar não apenas na área petrolífera, mas em áreas que vão da construção civil e energia renovável à venda de cosméticos.
A Odebrecht, por exemplo, que já havia fincado seus pés na construção civil angolana, está investindo US$ 200 milhões em parceria com grupos locais para estrear nos segmentos de açúcar e etanol a partir de 2010.
Serão produzidos 140 mil metros cúbicos anuais de etanol e 260 mil toneladas de açúcar na província de Malanje, norte do país.
Ainda se recuperando da guerra civil, Angola tem carência de quase tudo. Não por acaso a Apex e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) se preparam para abrir escritórios na capital Luanda.
Do outro lado, o país africano acaba de anunciar a instalação de uma câmara de comércio no Brasil. O objetivo, como mostra Elaine Cotta na reportagem de Destaque na edição impressa, não é apenas incrementar o volume de troca de produtos, mas também desenvolver intercâmbio de inteligência para ampliar investimentos.
Que a sinergia com Angola seja o ponto de partida para reforçar o comércio e o intercâmbio de inteligência com outras nações africanas.