O Projeto Ômega, que prevê a transformação do Brasil em um centro internacional financeiro e de negócios, terá iniciativa mais abrangentes, que extrapolam o mercado financeiro. Para tocar o plano está sendo criada uma associação entre vários agentes financeiros, que será apresentada ao mercado no dia 25 deste mês, em São Paulo.
Marcelo Giufrida, presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), uma das envolvidas no projeto, diz que o objetivo da associação será "sair do necessário para o que seria adicional. Há uma estratégia de nos aproximarmos dos centros de outras regiões. Um primeiro passo será integrar as regiões".
Apesar desse caráter de integração, a entidade será só brasileira. Participam da iniciativa a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa), a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e órgãos do governo federal.
"Vamos fugir do lado superfinanceiro", diz Giufrida, lembrando que a iniciativa também terá grande ênfase em negócios. Dessa forma, prevê-se a integração de profissionais brasileiros com os de outros países. "É preciso que profissionais e estudantes de outros países venham para cá. O Brasil tem que atuar em serviços em outros países. Para isso, temos de elevar o número de pessoas que falam espanhol nas nossas instituições financeiras", afirma ele, revelando algumas das iniciativas que estão em planejamento.
Outro ponto listado pelo presidente da Anbima são as obras de infraestrutura que serão feitas no País para atender as demandas da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. "Temos de criar maneiras de usar esse legado da Copa e das Olimpíadas para o centro financeiro", conta.