Felipe Collins Figueiredo
Que tipo de investidor você é? Agressivo, paciente, ousado, acostumado com a bolsa, visando o longo prazo, ou apenas fazendo day trades? Visando entender melhor o perfil das pessoas físicas que investem seu dinheiro em ações, a BM&F Bovespa elaborou algumas categorias de acionistas.
Após lançar nesta terça-feira o programa para captação de novos investimentos por parte de pessoas físicas, o "Quer ser Sócio?" - quem tem Pelé como astro principal -, a Bovespa mostrou em palestra com corretores um estudo com o atual panorama deste tipo de investidor.
Segundo Verdi Monteiro, diretor de fomento de negócios da BM&F Bovespa, saber qual o perfil do investidor ajuda a identificar e conseguir novas pessoas a injetarem dinheiro na bolsa. Além do plano de captação de novas pessoas físicas, também será criada uma "vitrine" de corretoras e está em desenvolvimento uma grande operação de cadastro único de clientes, o Identificador Único do Investidor (Invid), coordenado pela Associação Nacional das Corretoras (Ancor).
"Nós precisamos criar investidores conscientes, criar sócios para as empresas, educar os nossos clientes", disse Monteiro, que apontou com a redução de algumas taxas para atrair novos negócios e comentou que há um grande crescimento de mulheres e jovens participando do mercado de ações.
Segundo dados da Bovespa, em 2002 os acionistas eram 82,37% homens e apenas 17,63% do sexo feminino, enquanto em julho de 2010 essa proporção diminuiu para 71,61% do sexo masculino e 23,67% mulheres.
Confira qual o seu perfil de investidor:
1) A Bolsa é a sua casa: Investidor já muito familiarizado com o mercado de ações, investe na bolsa há um bom tempo, tem um grande montante investido, alto valor de custódia e também alto giro na bolsa. São em grande maioria homens, com 40 a 65 anos, e representam 4,1% das pessoas físicas na Bovespa.
2) A Bolsa é uma grande aposta: Também com alto valor de custódia e giro, este é um investidor um pouco menos experiente no mercado acionário, também em sua maioria do sexo masculino e na mesma faixa de idade que a primeira categoria. No entanto, seu objetivo é lucro mais a curto prazo. A categoria também tem 4,1% do total de acionistas diretos.
3) A Bolsa é um investimento planejado: Este perfil representa 5,2% do total é caracterizado também por um alto volume de custódia, mas já tem o giro baixo. São os investidores um pouco menos ousados, que apostam no longo prazo e nas ações que têm tradição de bom rendimento. As mulheres dominam esta categoria, pois "os homens mais especuladores", segundo Monteiro.
4) A Bolsa é a longo prazo: Esta categoria corresponde a 8% do total, tem baixo giro e alto valor de custódia. Investidores antigos (pelo menos de antes de 2002), têm como característica a paciência para esperarem o retorno a longo prazo.
5) A Bolsa é o cofrinho: Apesar de sua semelhança com a categoria anterior, os investidores rotulados como "cofrinho" apresentam baixo giro e também baixo volume de custódia. 14,7% do total, este acionista usa o mercado como uma forma alternativa de guardar seu dinheiro e ter rendimentos, também visando o longo prazo.
6) A Bolsa é ganho rápido: Investidores agressivos, e que querem lucro a curto prazo, por isso contam com alto giro apesar do baixo valor de custódia. Nesta categoria, incluem-se também boa parte dos day traders (compram e vendem uma série de ações no mesmo dia). São jovens (média de 18 a 30 anos), novos na bolsa e correspondem a 4,5% dos investidores.
7) A Bolsa é um passatempo: Menor fatia entre os perfis (apenas 1,1%), este é o investidor que tem um pouco mais de experiência no mercado e também buscam o ganho a curto prazo. Ele conta com alto giro e baixo volume de custódia.
8) A Bolsa é uma "vacina antimonotonia" Apesar do nome remeter a injeções agressivas de dinheiro e alta movimentação de capital, este acionista tem baixo giro e baixo volume de custódia. Maioria absoluta entre as categorias, com nada menos que 58,3% das pessoas físicas que possuem ações, este perfil é do investidor que entrou há pouco no mercado e mostra ânimo com o atual cenário da economia brasileira.
Que tipo de investidor você é? Agressivo, paciente, ousado, acostumado com a bolsa, visando o longo prazo, ou apenas fazendo day trades? Visando entender melhor o perfil das pessoas físicas que investem seu dinheiro em ações, a BM&F Bovespa elaborou algumas categorias de acionistas.
Após lançar nesta terça-feira o programa para captação de novos investimentos por parte de pessoas físicas, o "Quer ser Sócio?" - quem tem Pelé como astro principal -, a Bovespa mostrou em palestra com corretores um estudo com o atual panorama deste tipo de investidor.
Segundo Verdi Monteiro, diretor de fomento de negócios da BM&F Bovespa, saber qual o perfil do investidor ajuda a identificar e conseguir novas pessoas a injetarem dinheiro na bolsa. Além do plano de captação de novas pessoas físicas, também será criada uma "vitrine" de corretoras e está em desenvolvimento uma grande operação de cadastro único de clientes, o Identificador Único do Investidor (Invid), coordenado pela Associação Nacional das Corretoras (Ancor).
"Nós precisamos criar investidores conscientes, criar sócios para as empresas, educar os nossos clientes", disse Monteiro, que apontou com a redução de algumas taxas para atrair novos negócios e comentou que há um grande crescimento de mulheres e jovens participando do mercado de ações.
Segundo dados da Bovespa, em 2002 os acionistas eram 82,37% homens e apenas 17,63% do sexo feminino, enquanto em julho de 2010 essa proporção diminuiu para 71,61% do sexo masculino e 23,67% mulheres.
Confira qual o seu perfil de investidor:
1) A Bolsa é a sua casa: Investidor já muito familiarizado com o mercado de ações, investe na bolsa há um bom tempo, tem um grande montante investido, alto valor de custódia e também alto giro na bolsa. São em grande maioria homens, com 40 a 65 anos, e representam 4,1% das pessoas físicas na Bovespa.
2) A Bolsa é uma grande aposta: Também com alto valor de custódia e giro, este é um investidor um pouco menos experiente no mercado acionário, também em sua maioria do sexo masculino e na mesma faixa de idade que a primeira categoria. No entanto, seu objetivo é lucro mais a curto prazo. A categoria também tem 4,1% do total de acionistas diretos.
3) A Bolsa é um investimento planejado: Este perfil representa 5,2% do total é caracterizado também por um alto volume de custódia, mas já tem o giro baixo. São os investidores um pouco menos ousados, que apostam no longo prazo e nas ações que têm tradição de bom rendimento. As mulheres dominam esta categoria, pois "os homens mais especuladores", segundo Monteiro.
4) A Bolsa é a longo prazo: Esta categoria corresponde a 8% do total, tem baixo giro e alto valor de custódia. Investidores antigos (pelo menos de antes de 2002), têm como característica a paciência para esperarem o retorno a longo prazo.
5) A Bolsa é o cofrinho: Apesar de sua semelhança com a categoria anterior, os investidores rotulados como "cofrinho" apresentam baixo giro e também baixo volume de custódia. 14,7% do total, este acionista usa o mercado como uma forma alternativa de guardar seu dinheiro e ter rendimentos, também visando o longo prazo.
6) A Bolsa é ganho rápido: Investidores agressivos, e que querem lucro a curto prazo, por isso contam com alto giro apesar do baixo valor de custódia. Nesta categoria, incluem-se também boa parte dos day traders (compram e vendem uma série de ações no mesmo dia). São jovens (média de 18 a 30 anos), novos na bolsa e correspondem a 4,5% dos investidores.
7) A Bolsa é um passatempo: Menor fatia entre os perfis (apenas 1,1%), este é o investidor que tem um pouco mais de experiência no mercado e também buscam o ganho a curto prazo. Ele conta com alto giro e baixo volume de custódia.
8) A Bolsa é uma "vacina antimonotonia" Apesar do nome remeter a injeções agressivas de dinheiro e alta movimentação de capital, este acionista tem baixo giro e baixo volume de custódia. Maioria absoluta entre as categorias, com nada menos que 58,3% das pessoas físicas que possuem ações, este perfil é do investidor que entrou há pouco no mercado e mostra ânimo com o atual cenário da economia brasileira.