Professor aponta que é necessário permitir que os trabalhadores sejam tão inteligentes quanto puderem ser. Segundo ele, as instituições brasileiras dispõem de talentos, mas não os utiliza como deveria
IMD
Com o aquecimento da economia e o crescimento da oferta de empregos, "o apagão de talentos" – menção feita pelos especialistas como falta de mão de obra qualificada no mercado - tem sido apontado com mais veemência pelos executivos. De acordo com o Sine, rede pública de agências de emprego, em 2009, 1,7 milhão de vagas não foram preenchidas por falta de profissionais qualificados.
Bill Fischer, professor de gestão de tecnologia no IMD - que estará pela primeira vez no Brasil, em agosto, para fazer a abertura do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH) - acredita que o Brasil já dispõe dos talentos que precisa e, o pior, eles são inexplorados pelas lideranças que, ao invés de auxiliar para o desempenho destes, tolhem seus talentos.
"De fato, eu diria que o Brasil dispõe dos talentos de que necessita, pelo menos no curto e médio prazo, para empreender um verdadeiro avanço em sua economia e em seu desempenho social. Mas as instituições brasileiras não recebem completamente o valor do talento que elas empregam", atesta Fischer.
Confiar pode ser uma das palavras de ordem para que o apagão de talentos passe longe das companhias brasileiras. "A maioria das sociedades poderia gerar grandes mudanças em sua performance econômica, de forma rápida, se confiasse suficientemente em seus empregados a ponto de fazê-los parceiros plenos no processo de mudança", afirma o professor.
Para a não ocupação das vagas que ocorreu no ano passado, alguns dos motivos são: o baixo nível de escolaridade, carência de preparo técnico e pouca experiência. Formar seus próprios talentos é uma das soluções apontadas para as empresas, desta forma, é possível investir em cursos e especializações recebendo, em contrapartida, profissionais capacitados para desenvolver as atividades necessárias.
No entanto, Fischer aponta que é necessário muito mais. "A educação é importante, sem dúvida, mas isso vai bem além do que simplesmente formar trabalhadores mais inteligentes. Tem muito a ver com permitir que os trabalhadores sejam tão inteligentes quanto eles realmente puderem ser", explica Fischer. Ele acrescenta que a reforma educacional é uma possibilidade de longo prazo, mas a reforma da gestão pode ser alcançada muito mais rapidamente, se houver vontade de mudar.
IMD
Com o aquecimento da economia e o crescimento da oferta de empregos, "o apagão de talentos" – menção feita pelos especialistas como falta de mão de obra qualificada no mercado - tem sido apontado com mais veemência pelos executivos. De acordo com o Sine, rede pública de agências de emprego, em 2009, 1,7 milhão de vagas não foram preenchidas por falta de profissionais qualificados.
Bill Fischer, professor de gestão de tecnologia no IMD - que estará pela primeira vez no Brasil, em agosto, para fazer a abertura do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH) - acredita que o Brasil já dispõe dos talentos que precisa e, o pior, eles são inexplorados pelas lideranças que, ao invés de auxiliar para o desempenho destes, tolhem seus talentos.
"De fato, eu diria que o Brasil dispõe dos talentos de que necessita, pelo menos no curto e médio prazo, para empreender um verdadeiro avanço em sua economia e em seu desempenho social. Mas as instituições brasileiras não recebem completamente o valor do talento que elas empregam", atesta Fischer.
Confiar pode ser uma das palavras de ordem para que o apagão de talentos passe longe das companhias brasileiras. "A maioria das sociedades poderia gerar grandes mudanças em sua performance econômica, de forma rápida, se confiasse suficientemente em seus empregados a ponto de fazê-los parceiros plenos no processo de mudança", afirma o professor.
Para a não ocupação das vagas que ocorreu no ano passado, alguns dos motivos são: o baixo nível de escolaridade, carência de preparo técnico e pouca experiência. Formar seus próprios talentos é uma das soluções apontadas para as empresas, desta forma, é possível investir em cursos e especializações recebendo, em contrapartida, profissionais capacitados para desenvolver as atividades necessárias.
No entanto, Fischer aponta que é necessário muito mais. "A educação é importante, sem dúvida, mas isso vai bem além do que simplesmente formar trabalhadores mais inteligentes. Tem muito a ver com permitir que os trabalhadores sejam tão inteligentes quanto eles realmente puderem ser", explica Fischer. Ele acrescenta que a reforma educacional é uma possibilidade de longo prazo, mas a reforma da gestão pode ser alcançada muito mais rapidamente, se houver vontade de mudar.