quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Inteligência de Mercado e o conceito de stakeholder

Por Lucas Colussi
Ibramerc

Quando nos deparamos com a necessidade de obter melhor desempenho em um negócio, é recorrente o pensamento de que a aplicação da atividade de Market Intelligence tende a ser benéfica, trazendo vantagem competitiva, já no curto prazo. Esse fato é verdade e deve ser visto de frente, com postura otimista.

Uma pergunta que pode surgir é: como direcionar esforços para iniciar ou fomentar minhas atividades em IM? Eu acredito que existem diversos argumentos para justificar uma resposta afirmativa, sendo um deles a avaliação da capacidade de desenvolvimento da cultura de IM que a empresa pode alcançar no dado momento.

Pude perceber nas conversas com profissionais de IM, de diversos segmentos e diferentes níveis de maturidade, que após o contato com os executivos tomadores de decisão, para identificar as Necessidades de Inteligência (válido lembrar que essa é uma das primeiras etapas de um ciclo de IC); uma dúvida é bastante recorrente quanto ao tratamento dado às etapas seguintes: como identificar necessidades de informação e determinar procedimentos de coleta?

ESCOLHENDO MINHAS FONTES
Nos projetos que desenvolvo, costumo iniciar essa busca pensando sob ótica dupla: o que virá de FONTES INTERNAS, inerentes à organização; e o que será obtido através de FONTES EXTERNAS.

No que tange ao ambiente interno da companhia, geralmente somos especialistas e bons conhecedores do negócio, ficando fácil indicar as informações a serem levantadas dentro de casa.

Já com a escolha de FONTES EXTERNAS, demoramos a ter confiança de que a seleção foi feita da melhor maneira possível. Para neutralizar essa sensação, e ter certeza (além do resultado positivo) de estarmos alinhados, desenvolvi algumas práticas que tem me ajudado bastante.

RELACIONAMENTO COM STAKEHOLDERS
Uma delas consiste em mapear os stakeholders (diversos públicos com quem a companhia se relaciona, impacta ou direciona seus negócios) e construir um leque de possibilidades:

Qual a relação que eu desenvolvo com o publico X?
Quais informações sobre meu negócio o publico X detem?
Quais dessas informações são interessantes a mim?
Como conseguiria obte-las? Quais as maneiras?
Qual o grau de envolvimento, ou custo, para obte-las?
Como vou me posicionar e direcionar meus esforços com relação a cada uma das fontes de informação identificadas?

A análise de stakeholders e seu conceito são abrangentes, contudo, costumo definir como: a avaliação e influência que os atores dos ambientes identificados têm sobre a empresa e como estes estão inseridos no mesmo ambiente.

Nesse aspecto é importante a participação de outras áreas da empresa, pensando também no desenvolvimento de um processo de gestão de relacionamento com os stakeholders.

Na literatura atual sobre o tema stakeholder percebemos que este ainda tem espaço para ser trabalho e aprimorado nas empresas. Está aí uma oportunidade de destaque para as áreas de Inteligência, que podem atuar como personagens ativos no desenvolvimento de todo processo de relacionamento.