Sérgio Bueno
Uma das responsáveis pela redução do lucro da Fras-le no terceiro trimestre, a combinação entre a valorização do real e o aumento dos custos no mercado interno, está levando a empresa a aumentar a participação das controladas fora do país sobre suas vendas no mercado internacional, em substituição à exportação a partir do Brasil. O lucro líquido trimestral caiu 21%, para R$ 9,8 milhões.
Por isso, no acumulado de 2010, em busca de melhores margens, as unidades na China, Estados Unidos e Argentina devem faturar US$ 30 milhões, com alta de 50% sobre 2009, enquanto a exportação da produção local deve avançar 23,5%, para US$ 100 milhões.
Segundo o diretor-presidente da fabricante de lonas e blocos de freios, Daniel Randon, como os produtos feitos no Brasil estão perdendo competitividade no exterior, parte dos clientes na Europa já começa a ser atendida pela operação da China, inaugurada no segundo semestre ano passado. De janeiro a setembro as vendas das três controladas externas dobraram de US$ 7,5 milhões para US$ 15,8 milhões. Novo salto deve ocorrer no quarto trimestre.
Outro efeito do real caro e dos custos internos em alta é o gradual aumento das importações de matérias-primas, em especial aço. Até o fim deste ano, perto de 17% dos insumos da Fras-le virão do exterior - dois pontos percentuais a mais do que em 2009. A projeção da empresa, controlada pelo grupo Randon, é fechar 2010 com US$ 21 milhões em importações, ante a meta inicial de US$ 15 milhões e os US$ 12,9 milhões de 2009.
No terceiro trimestre, a Fras-le apurou alta de 6,4% na receita consolidada líquida em relação a idêntico intervalo do ano passado, para R$ 123,8 milhões. No mercado interno a receita cresceu 8,6%, para R$ 70,9 milhões, enquanto no externo a alta foi de 3,7%, para R$ 52,9 milhões. Porém, a margem bruta encolheu de 33% para 30,5%, influenciada ainda pelo reajuste salarial de 8,1% concedido em setembro aos funcionários da empresa, ante 6% em 2009.
A redução da rentabilidade operacional ajuda a explicar a queda no lucro líquido - recuo de 21%, para R$ 9,8 milhões. Além disso, a receita financeira encolheu de R$ 4,7 milhões para R$ 2,4 milhões, pesando ainda mais sobre a última linha.
O desempenho da Fras-le também foi afetado pela ausência de R$ 5 milhões em negócios fechados nos últimos dias de setembro - reconhecidos só em outubro, segundo Randon. Além disso, segundo ele, alguns reajustes de preços terão efeito só no quarto trimestre deste ano e no primeiro de 2011.
Os investimentos realizados de janeiro a setembro somaram R$ 17,1 milhões, com recuo de 22% sobre igual período de 2009.
Uma das responsáveis pela redução do lucro da Fras-le no terceiro trimestre, a combinação entre a valorização do real e o aumento dos custos no mercado interno, está levando a empresa a aumentar a participação das controladas fora do país sobre suas vendas no mercado internacional, em substituição à exportação a partir do Brasil. O lucro líquido trimestral caiu 21%, para R$ 9,8 milhões.
Por isso, no acumulado de 2010, em busca de melhores margens, as unidades na China, Estados Unidos e Argentina devem faturar US$ 30 milhões, com alta de 50% sobre 2009, enquanto a exportação da produção local deve avançar 23,5%, para US$ 100 milhões.
Segundo o diretor-presidente da fabricante de lonas e blocos de freios, Daniel Randon, como os produtos feitos no Brasil estão perdendo competitividade no exterior, parte dos clientes na Europa já começa a ser atendida pela operação da China, inaugurada no segundo semestre ano passado. De janeiro a setembro as vendas das três controladas externas dobraram de US$ 7,5 milhões para US$ 15,8 milhões. Novo salto deve ocorrer no quarto trimestre.
Outro efeito do real caro e dos custos internos em alta é o gradual aumento das importações de matérias-primas, em especial aço. Até o fim deste ano, perto de 17% dos insumos da Fras-le virão do exterior - dois pontos percentuais a mais do que em 2009. A projeção da empresa, controlada pelo grupo Randon, é fechar 2010 com US$ 21 milhões em importações, ante a meta inicial de US$ 15 milhões e os US$ 12,9 milhões de 2009.
No terceiro trimestre, a Fras-le apurou alta de 6,4% na receita consolidada líquida em relação a idêntico intervalo do ano passado, para R$ 123,8 milhões. No mercado interno a receita cresceu 8,6%, para R$ 70,9 milhões, enquanto no externo a alta foi de 3,7%, para R$ 52,9 milhões. Porém, a margem bruta encolheu de 33% para 30,5%, influenciada ainda pelo reajuste salarial de 8,1% concedido em setembro aos funcionários da empresa, ante 6% em 2009.
A redução da rentabilidade operacional ajuda a explicar a queda no lucro líquido - recuo de 21%, para R$ 9,8 milhões. Além disso, a receita financeira encolheu de R$ 4,7 milhões para R$ 2,4 milhões, pesando ainda mais sobre a última linha.
O desempenho da Fras-le também foi afetado pela ausência de R$ 5 milhões em negócios fechados nos últimos dias de setembro - reconhecidos só em outubro, segundo Randon. Além disso, segundo ele, alguns reajustes de preços terão efeito só no quarto trimestre deste ano e no primeiro de 2011.
Os investimentos realizados de janeiro a setembro somaram R$ 17,1 milhões, com recuo de 22% sobre igual período de 2009.