Por: Giulia Santos Camillo
"A América Latina continua resiliente à crise internacional do crédito, que já dura dez meses". A conclusão é da agência de classificação de risco Fitch Ratings, que prevê uma taxa de crescimento significativa de 4,1% para a região neste ano, embora inferior à registrada em 2007, de 5,2%.
Entre os pontos positivos ressaltados pela agência estão a continuidade do fortalecimento dos termos comerciais do continente durante o primeiro semestre deste ano e a exportação de commodities, que segue beneficiando as contas externas e fiscais dos países, diante do alto preço dos produtos.
Nesse sentido, a diretora sênior do Latin America Sovereign Group da Fitch, Shelly Shetty, afirmou que "o aumento no preço das commodities continua a sustentar as contas fiscais e externas da região, enquanto a elevada estabilidade macroeconômica e taxas de juro baixas em comparação com patamares históricos estão impulsionando o forte crescimento do crédito na região, apoiando a demanda doméstica".
Contudo, mesmo frente ao crescimento da receita do setor público, a Fitch indica que continuará a monitorar os efeitos do aumento dos subsídios nas finanças públicas.
Inflação preocupa
Um dos principais desafios a serem enfrentados pela América Latina é o crescimento do risco inflacionário. De acordo com as estimativas da Fitch, a inflação média deve ficar em 6,4% neste ano, frente aos 5,1% registrados no ano passado.
Enquanto Venezuela e Argentina apresentam taxas superiores a 20%, a agência destaca a posição do Brasil e do México entre os países que apresentam taxas de inflação mais baixas.
Shetty aponta o aperto da política monetária, adotada por muitos bancos centrais da região, como crítico para reduzir os riscos associados à alta dos preços, "especialmente com a deterioração das expectativas inflacionárias".
Perspectivas e ratings
Desde o último relatório da agência sobre a economia latino-americana, algumas ações de rating foram realizadas, principalmente com a elevação do Brasil e do Peru a investment grade. Entretanto, a Fitch considera que o momento de ascensão dos ratings soberanos está próximo ao fim, já que a perspectiva para a maioria dos países é estável.
Ademais, entre os cenários futuros para a região, a agência acredita que "as melhoras na solvência externa e nas taxas de liquidez vão desacelerar devido ao enfraquecimento das exportações assim como aumentos menos expressivos nas reservas internacionais".
"A América Latina continua resiliente à crise internacional do crédito, que já dura dez meses". A conclusão é da agência de classificação de risco Fitch Ratings, que prevê uma taxa de crescimento significativa de 4,1% para a região neste ano, embora inferior à registrada em 2007, de 5,2%.
Entre os pontos positivos ressaltados pela agência estão a continuidade do fortalecimento dos termos comerciais do continente durante o primeiro semestre deste ano e a exportação de commodities, que segue beneficiando as contas externas e fiscais dos países, diante do alto preço dos produtos.
Nesse sentido, a diretora sênior do Latin America Sovereign Group da Fitch, Shelly Shetty, afirmou que "o aumento no preço das commodities continua a sustentar as contas fiscais e externas da região, enquanto a elevada estabilidade macroeconômica e taxas de juro baixas em comparação com patamares históricos estão impulsionando o forte crescimento do crédito na região, apoiando a demanda doméstica".
Contudo, mesmo frente ao crescimento da receita do setor público, a Fitch indica que continuará a monitorar os efeitos do aumento dos subsídios nas finanças públicas.
Inflação preocupa
Um dos principais desafios a serem enfrentados pela América Latina é o crescimento do risco inflacionário. De acordo com as estimativas da Fitch, a inflação média deve ficar em 6,4% neste ano, frente aos 5,1% registrados no ano passado.
Enquanto Venezuela e Argentina apresentam taxas superiores a 20%, a agência destaca a posição do Brasil e do México entre os países que apresentam taxas de inflação mais baixas.
Shetty aponta o aperto da política monetária, adotada por muitos bancos centrais da região, como crítico para reduzir os riscos associados à alta dos preços, "especialmente com a deterioração das expectativas inflacionárias".
Perspectivas e ratings
Desde o último relatório da agência sobre a economia latino-americana, algumas ações de rating foram realizadas, principalmente com a elevação do Brasil e do Peru a investment grade. Entretanto, a Fitch considera que o momento de ascensão dos ratings soberanos está próximo ao fim, já que a perspectiva para a maioria dos países é estável.
Ademais, entre os cenários futuros para a região, a agência acredita que "as melhoras na solvência externa e nas taxas de liquidez vão desacelerar devido ao enfraquecimento das exportações assim como aumentos menos expressivos nas reservas internacionais".