Entre os principais mercados de ações latino-americanos, o Brasil é o único a revelar claramente posições sobre-alocadas (ou overweight, na denominação em inglês), na medida em que investidores preferem ações mais líquidas e miram em ativos de large caps.
As informações constam de relatório, divulgado nesta sexta-feira (15), com as impressões extraídas de série de encontros da equipe do banco de investimentos JPMorgan com agentes de Nova York, Londres e São Paulo.
Os analistas do banco relatam que se surpreenderam com o pouco debate que gerou a recomendação neutra dada ao Brasil, pois a grande maioria dos consultados apostam em performance superior para o País. A equipe do JPMorgan diz ter sentido que a bolsa brasileira é preferida pelos investidores porque as demais praças financeiras latinas são muito pequenas para absorver fundos significantivos. Nesse sentido, o relatório destaca a cautela em relação à China, país que deve sofrer com a inflação interna e a desaceleração norte-americana.
O levantamento detectou ainda que persiste um posicionamento herdado dos tempos de afrouxamento monetário, mas desde setembro do ano passado o Banco Central mantém a taxa Selic em 11,25%.
Força das blue chips
Os analistas também apontam como razões para a classificação overweight do Brasil a perspectiva de valorização dos ativos da Vale e da Petrobras, a primeira beneficiada pelas projeções de alta do minério de ferro e a segunda envolvida com as recentes descobertas de reservas de petróleo em Tupi.
Investidores demonstraram interesse renovado no setor financeiro, motivados por valuations mais altos e pelo crescimento do crédito na carteira dos bancos - que ainda podem ser beneficiados caso o juro brasileiro aumente.
Por último, as mid-caps também apareceram entre as preferências de investidores, em virtude das recentes avaliações positivas do setor, mas dividem opiniões, pois alguns participantes dos encontros revelaram estar preocupados com o cenário para os juro e com os prêmios sobre a liquidez.
As informações constam de relatório, divulgado nesta sexta-feira (15), com as impressões extraídas de série de encontros da equipe do banco de investimentos JPMorgan com agentes de Nova York, Londres e São Paulo.
Os analistas do banco relatam que se surpreenderam com o pouco debate que gerou a recomendação neutra dada ao Brasil, pois a grande maioria dos consultados apostam em performance superior para o País. A equipe do JPMorgan diz ter sentido que a bolsa brasileira é preferida pelos investidores porque as demais praças financeiras latinas são muito pequenas para absorver fundos significantivos. Nesse sentido, o relatório destaca a cautela em relação à China, país que deve sofrer com a inflação interna e a desaceleração norte-americana.
O levantamento detectou ainda que persiste um posicionamento herdado dos tempos de afrouxamento monetário, mas desde setembro do ano passado o Banco Central mantém a taxa Selic em 11,25%.
Força das blue chips
Os analistas também apontam como razões para a classificação overweight do Brasil a perspectiva de valorização dos ativos da Vale e da Petrobras, a primeira beneficiada pelas projeções de alta do minério de ferro e a segunda envolvida com as recentes descobertas de reservas de petróleo em Tupi.
Investidores demonstraram interesse renovado no setor financeiro, motivados por valuations mais altos e pelo crescimento do crédito na carteira dos bancos - que ainda podem ser beneficiados caso o juro brasileiro aumente.
Por último, as mid-caps também apareceram entre as preferências de investidores, em virtude das recentes avaliações positivas do setor, mas dividem opiniões, pois alguns participantes dos encontros revelaram estar preocupados com o cenário para os juro e com os prêmios sobre a liquidez.