Timidez não é doença, é apenas uma maneira de reagir à insegurança. Ela é um padrão de comportamento que se caracteriza pela inibição em certas situações, podendo ser acompanhada de alterações fisiológicas, por exemplo, aceleração dos batimentos cardíacos e respiração, suor nos pés e mãos ou rosto corado.A psicoterapeuta Vânia Bastos de Oliveira, explica que a pessoa tímida passa por processos psicológicos que podem ser destacados em alguns pontos para sua melhora:
- Reconheça a sua dificuldade em interagir com outras pessoas ou em situações sociais;
- Não tenha ansiedade em mudar a situação em que se encontra, não mantenha o anseio de liberdade;
- Ao lado do anseio existem barreiras que impedem a livre expressão de pensamentos, sentimentos e emoções. Restrinja as situações que você sabe que terá timidez.
- Não transforme a sua dificuldade de interagir em um grande sofrimento e tampouco comprometa de forma significativa a sua realização pessoal.
- Exprima seus sentimentos e emoções.
Vânia explica que “a timidez não compromete significativamente a realização pessoal, mas exprime um empobrecimento na qualidade de vida. Podemos notar em diversas situações sociais, por exemplo, dificuldade, mas não impossibilidade, em participar de atividades em grupo, praticar esportes coletivos, falar em público, fazer uma pergunta em sala de aula, ao abordar alguém para um namoro ou relação íntima, escrever o que pensa, falar com alguém em posição de autoridade, divertir-se em público, e assim por diante”.
Muitas personalidades da História foram tremendamente tímidas e nem por isso deixaram de ser geniais e importantes para a humanidade. Einstein era tímido. Gandhi era tímido. Pasteur era tímido.
Por isso, o tímido é um ser humano igual a todos os demais. Não existe nenhum ser humano superior a outro ser humano. As diferenças são meramente conceituais. Algumas pessoas podem até aparentar superioridade sobre as demais, mas tudo não passa de "aparência", ou seja, da forma como nós interpretamos as suas imagens.