A forte volatilidade das praças financeiras e as incertezas quanto ao rumo da crise de crédito norte-americana diminuíram substancialmente o número de captações via renda variável no mercado brasileiro. Diante desta constatação, o banco Bradesco acredita na predominância das emissões de renda fixa em 2008, que possuem menor risco.
Do total de 244 operações realizadas em 2007, que somaram R$ 142,5 bilhões, 53% ou R$ 75 bilhões corresponderam à renda variável, o que representa um crescimento de 140,9% em relação às captações em bolsa realizadas durante 2006.
Recuo das ofertas de ações
No ano passado, "As empresas encontraram no mercado de capitais uma fonte importante de financiamento de longo prazo", explica o relatório do Bradesco.
Entretanto, com a deterioração das condições de crédito nos EUA e o reflexo no mercado de capitais, o primeiro trimestre de 2008 foi marcado pelo arrefecimento do ritmo de emissões de ações que vinha do ano anterior. "De janeiro até março, apenas quatro empresas ofertaram suas ações, ao passo que, no mesmo período do ano passado, 14 já haviam acessado o mercado de capitais", destaca o banco. O volume financeiro emitido reduziu-se de R$ 11,7 bilhões para R$ 1,7 bilhões no período.
A atual conjuntura leva o banco a crer que "esse cenário de incerteza deve continuar conduzindo o mercado ainda ao longo do ano, deixando o ritmo de oferta de renda variável aquém do observado em 2007".
Renda fixa ganha preferência
"Em um ambiente com turbulência, o investidor fica mais avesso ao risco, o que dificulta a negociação de papéis de renda variável", explica o relatório. Essa aversão ao risco se intensifica na medida em que a maioria dos participantes nas ofertas de ações são estrangeiros. Em 2007, o investidor estrangeiro correspondeu a 73,8% da participação, sendo 61,1% proveniente dos EUA e 35,3% da zona do euro.
A cautela diante da turbulência internacional permitiu que a renda fixa ganhasse terreno em relação à variável. Segundo dados do Bradesco, entre janeiro e março, foram ofertados R$ 35,98 bilhões em renda fixa, volume bem superior ao do mesmo período do ano passado, que foi de R$ 3,6 bilhões. O banco faz a ressalva de que, desse montante, R$ 31 bilhões estão concentrados em debêntures de empresas de leasing, modalidade de operação que não ocorreu no ano anterior. Excluído este tipo de operação, o volume ofertado é de R$ 4,98 bilhões, 39% superior a igual intervalo de 2007.
"Além disso, todos os tipos de ofertas de renda fixa estão apresentando crescimento em relação ao mesmo período do ano passado", destaca o levantamento. A emissão de debêntures ex-leasing cresceu 119,15% neste ano em comparação com os três primeiros meses de 2007, revelando que as empresas estão se voltando a esta via de captação.
Do total de 244 operações realizadas em 2007, que somaram R$ 142,5 bilhões, 53% ou R$ 75 bilhões corresponderam à renda variável, o que representa um crescimento de 140,9% em relação às captações em bolsa realizadas durante 2006.
Recuo das ofertas de ações
No ano passado, "As empresas encontraram no mercado de capitais uma fonte importante de financiamento de longo prazo", explica o relatório do Bradesco.
Entretanto, com a deterioração das condições de crédito nos EUA e o reflexo no mercado de capitais, o primeiro trimestre de 2008 foi marcado pelo arrefecimento do ritmo de emissões de ações que vinha do ano anterior. "De janeiro até março, apenas quatro empresas ofertaram suas ações, ao passo que, no mesmo período do ano passado, 14 já haviam acessado o mercado de capitais", destaca o banco. O volume financeiro emitido reduziu-se de R$ 11,7 bilhões para R$ 1,7 bilhões no período.
A atual conjuntura leva o banco a crer que "esse cenário de incerteza deve continuar conduzindo o mercado ainda ao longo do ano, deixando o ritmo de oferta de renda variável aquém do observado em 2007".
Renda fixa ganha preferência
"Em um ambiente com turbulência, o investidor fica mais avesso ao risco, o que dificulta a negociação de papéis de renda variável", explica o relatório. Essa aversão ao risco se intensifica na medida em que a maioria dos participantes nas ofertas de ações são estrangeiros. Em 2007, o investidor estrangeiro correspondeu a 73,8% da participação, sendo 61,1% proveniente dos EUA e 35,3% da zona do euro.
A cautela diante da turbulência internacional permitiu que a renda fixa ganhasse terreno em relação à variável. Segundo dados do Bradesco, entre janeiro e março, foram ofertados R$ 35,98 bilhões em renda fixa, volume bem superior ao do mesmo período do ano passado, que foi de R$ 3,6 bilhões. O banco faz a ressalva de que, desse montante, R$ 31 bilhões estão concentrados em debêntures de empresas de leasing, modalidade de operação que não ocorreu no ano anterior. Excluído este tipo de operação, o volume ofertado é de R$ 4,98 bilhões, 39% superior a igual intervalo de 2007.
"Além disso, todos os tipos de ofertas de renda fixa estão apresentando crescimento em relação ao mesmo período do ano passado", destaca o levantamento. A emissão de debêntures ex-leasing cresceu 119,15% neste ano em comparação com os três primeiros meses de 2007, revelando que as empresas estão se voltando a esta via de captação.