quinta-feira, 15 de maio de 2008

Análise técnica traz small caps em destaque após grau de investimento ao Brasil

Por: Rafael de Souza Ribeiro

A renda variável brasileira ainda colhe os frutos do grau de investimento concedido ao Brasil pela agência de risco Standard & Poor's. Prova disto fica para o desempenho das small caps, que mantêm desde então tendência de alta.

O investment grade impulsionou as ações fora do foco, confirmando projeções fundamentalistas para as empresas. O banco de investimentos Merrill Lynch, por exemplo, listou uma série de small caps com grandes potenciais de ganhos ante a elevação do rating do País.

Tendo em vista as expectativas de lucros, especialistas em análise técnica consultados pela InfoMoney também traçam suas projeções para os papéis, utilizando o instrumental dos gráficos.

Marcopolo rumo ao topo
Gu
stavo Lobo, instrutor da Uniinvest, pede atenção especial para os papéis da Marcopolo (POMO4). Segundo o instrutor, a consolidação da imagem da empresa no mercado internacional e as perspectivas que duplique a produção nos próximos anos garantem os bons fundamentos.

Quanto ao gráfico, Gustavo Lobo salienta que o ativo reverteu uma correção iniciada em fins de 2007 e recentemente rompeu o patamar de R$ 6,50, que fez o papel buscar a casa dos R$ 7,70.

Ante ao avanço, o instrutor da Uniinvest adverte que as consecutivas altas verificadas sugerem uma correção para o curto prazo, o que poderá culminar em um impulso adicional para as ações alcançarem o topo histórico localizado na região dos R$ 9,00.

Inflação não é mau negócio
A alta nos preços dos alimentos no âmbito global faz com que Christian Cayre, analista da CHR Investor, veja um viés positivo para a
s empresas ligadas ao agro negócio, como Fosfértil (FFTL4) e SLC Agrícola (SLCE3).

Na avaliação de Cayre, mesmo com os avanços dos papéis bem acima do Ibovespa, as perspectivas contribuem para um enorme potencial de ganho.

Para a SLC, o principal objetivo a ser alcançado está próximo de R$ 39,00, enquanto para a Fosfértil o analista prevê que os papéis alcancem a casa dos R$ 118,00.

Resultados não agradam
O recuo
de 67% no lucro da Lojas Americanas (LAME4) no primeiro trimestre, pressionado pelos investimento em novas lojas e pela integração da marca Blockbuster, como ressalta Cyre, não garantem boas perspectivas para a varejista.

Segundo o analista da CHR Investor, os papéis da empresa devem voltar para as casa dos R$ 12,00, zerando assim os ganhos auferidos no dia do anúncio do investment grade.

Outra empresa que apresentou desempenho aquém do esperado foi a Porto Seguro (PSSA3), cujo papéis deverão ser impactados diretamente pelo recuo de 54% no lucro líquido trimestral.

Conforme análise de Cyre, as ações da empresa tem grande possibilidade de recuar para o patamar dos R$ 17,00, onde se localiza a cotação mínima.