Por: Nathália A. Terra Pereira
Foi uma semana tomada pela volatilidade, dado o cenário turbulento traçado pelos indicadores norte-americanos à maior economia do mundo. Em destaque, a minuta do Federal Reserve sucitou novos temores acerca das pressões inflacionárias nos EUA.
E se depender das referências econômicas reservadas para a agenda externa da próxima semana, o clima tenso deve permanecer sobre as praças financeiras. Nos próximos dias, os investidores terão conhecimento de importantes números sobre a economia norte-americana, alguns relativos ao setor imobiliário - pivô da atual crise -, outros sobre a atividade industrial.
O lugar de destaque pertence à segunda medição do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no primeiro trimestre deste ano, que tem tudo para ser revisado negativamente, na visão de Ricardo Tadeu Martins, da Planner Corretora.
Em sua leitura preliminar, foi registrada uma expansão de 0,6%, acima das expectativas dos analistas. Mas desta vez, o mercado espera um crescimento bem mais modesto, em torno de 0,2%, demonstrando que o tão temido quadro recessivo no país está cada vez mais próximo.
Inflação nos EUA cresce e preocupa
Não bastassem os temores quanto ao nível de atividade econômica do país, as pressões inflacionárias nos EUA não dão sinais - ao menos tão cedo - de um arrefecimento, dada a disparada de itens como alimentação e combustíveis. Nesse sentido, o núcleo do PCE (Personal Consumption Expenditures) será avaliado com atenção pelo mercado.
Uma das medidas de inflação mais adotadas pelo Federal Reserve, o indicador deve ficar praticamente estável em abril frente ao registrado em maio. No entanto, uma variação acima da prevista pode impactar o humor dos investidores, uma vez que concretiza ainda mais a já solidificada crença dos mercados de que a flexibilização monetária nos EUA encontrou seu fim.
"Os números do núcleo do PCE se mostram como o fator de maior perigo à probabilidade de uma semana positiva aos mercados de ações ao redor do mundo", sintetiza Stefan Veiga, da Corretora Geral.
Ibovespa e Petro: recuperações à vista
Apesar de tantos obstáculos que se põem à frente de um clima mais ameno nas próximas sessões, as expectativas dos analistas convergem para uma retomada da tendência de alta do Ibovespa. Para Martins, as recentes quedas do índice foram ocasionadas pela ata do Fed e por uma "correção saudável se quisermos assistir a novos movimentos de alta".
Principalmente, segundo Martins, pela iminência de uma segunda conquista do grau de investimento, agora por parte da Fitch. Desta forma, "a trajetória de alta do benchmark brasileiro até o final do ano é certeira", prevê, por sua vez, Guilherme Mazuhy, da corretora Diferencial.
Na carona de tal recuperação estão os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4), que após fortes valorizações, calcadas em novas descobertas de poços de petróleo pelo País, trilham agora um "claro movimento de ajuste técnico", nas palavras de Mazuhy.
Entretanto, mesmo que tal correção encontre certa extensão nos próximos dias - cenário visto como improvável por analistas - não há razão para investidores se preocuparem. "Dadas as boas perspectivas que se projetam à estatal, este é o momento exato de entrar comprando", aconselha Mazuhy, vendo forte atratividade no atual patamar entre R$ 50,00 e 51,00 dos ativos.
Foi uma semana tomada pela volatilidade, dado o cenário turbulento traçado pelos indicadores norte-americanos à maior economia do mundo. Em destaque, a minuta do Federal Reserve sucitou novos temores acerca das pressões inflacionárias nos EUA.
E se depender das referências econômicas reservadas para a agenda externa da próxima semana, o clima tenso deve permanecer sobre as praças financeiras. Nos próximos dias, os investidores terão conhecimento de importantes números sobre a economia norte-americana, alguns relativos ao setor imobiliário - pivô da atual crise -, outros sobre a atividade industrial.
O lugar de destaque pertence à segunda medição do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no primeiro trimestre deste ano, que tem tudo para ser revisado negativamente, na visão de Ricardo Tadeu Martins, da Planner Corretora.
Em sua leitura preliminar, foi registrada uma expansão de 0,6%, acima das expectativas dos analistas. Mas desta vez, o mercado espera um crescimento bem mais modesto, em torno de 0,2%, demonstrando que o tão temido quadro recessivo no país está cada vez mais próximo.
Inflação nos EUA cresce e preocupa
Não bastassem os temores quanto ao nível de atividade econômica do país, as pressões inflacionárias nos EUA não dão sinais - ao menos tão cedo - de um arrefecimento, dada a disparada de itens como alimentação e combustíveis. Nesse sentido, o núcleo do PCE (Personal Consumption Expenditures) será avaliado com atenção pelo mercado.
Uma das medidas de inflação mais adotadas pelo Federal Reserve, o indicador deve ficar praticamente estável em abril frente ao registrado em maio. No entanto, uma variação acima da prevista pode impactar o humor dos investidores, uma vez que concretiza ainda mais a já solidificada crença dos mercados de que a flexibilização monetária nos EUA encontrou seu fim.
"Os números do núcleo do PCE se mostram como o fator de maior perigo à probabilidade de uma semana positiva aos mercados de ações ao redor do mundo", sintetiza Stefan Veiga, da Corretora Geral.
Ibovespa e Petro: recuperações à vista
Apesar de tantos obstáculos que se põem à frente de um clima mais ameno nas próximas sessões, as expectativas dos analistas convergem para uma retomada da tendência de alta do Ibovespa. Para Martins, as recentes quedas do índice foram ocasionadas pela ata do Fed e por uma "correção saudável se quisermos assistir a novos movimentos de alta".
Principalmente, segundo Martins, pela iminência de uma segunda conquista do grau de investimento, agora por parte da Fitch. Desta forma, "a trajetória de alta do benchmark brasileiro até o final do ano é certeira", prevê, por sua vez, Guilherme Mazuhy, da corretora Diferencial.
Na carona de tal recuperação estão os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4), que após fortes valorizações, calcadas em novas descobertas de poços de petróleo pelo País, trilham agora um "claro movimento de ajuste técnico", nas palavras de Mazuhy.
Entretanto, mesmo que tal correção encontre certa extensão nos próximos dias - cenário visto como improvável por analistas - não há razão para investidores se preocuparem. "Dadas as boas perspectivas que se projetam à estatal, este é o momento exato de entrar comprando", aconselha Mazuhy, vendo forte atratividade no atual patamar entre R$ 50,00 e 51,00 dos ativos.