sábado, 24 de maio de 2008

Bolsa brasileira confirma otimismo geral ou é só o viés de Petrobras e Vale?

Por: Rodolfo Cirne Amstalden

Os últimos pregões inspiram a retomada das tradicionais críticas ao viés que Petrobras e Vale exercem sob
re o Ibovespa. Dada a grande participação das blue chips no índice, variações bruscas geralmente distorcem a impressão geral sobre a renda variável brasileira.

Entre 15 e 21 de maio
, o Ibovespa passou dos 70.026 para 72.295 pontos, valorização de 3,24%. Neste mesmo intervalo, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) dispararam (+13,41%), assim como as ordinárias (PETR3) (+12,54%). Embora com variações mais modestas, os papéis da Vale também ajudaram na escalada do índice. Os preferenciais classe A (VALE5) subiram 2,99%, e os ordinários (VALE3) avançaram 2,88%.

Contribuições relevantes
Juntas, as quatro ações de Petrobras e Vale respondem por cerca de um terço da carteira teórica do Ibovespa. Ponderando o desempenho entre os dias 15 e 21 por cada fatia dentro do total, as contribuições provam sua diferença. Juntos, os papéis da Petrobras deram 2,23% de ganhos. Já os da Vale impulsionaram o índice em 0,48%.

Atento às influências
É fato que o principal índice acionário brasileiro possui alta concentração em poucos papéis e setores. Dez das 66 ações reúnem mais de 50% da carteira teórica, representando Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos. Por isso, afirmações sobre o desempenho do Ibovespa dependem fortemente da análise dessas participações.

Antes de seguir o sens
o comum de que a Bolsa subiu ou caiu, o investidor deve observar com atenção os ativos de Petrobras, Vale, Bradesco (BBDC4), Itaú (ITAU4), Usiminas (USIM5, Unibanco (UBBR11), CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4). Oscilações bruscas nessas ações certamente encontrarão repercussão direta sobre índice geral.