Por: Nathália A. Terra Pereira
O preço do barril de petróleo no mercado internacional deve seguir em trajetória ascendente nos próximos anos, podendo atingir a cotação de US$ 200 em 2015. O alerta cabe aos analistas do UBS, em relatório divulgado na quinta-feira (15).
A equipe do banco de investimentos refuta a tese defendida pelos membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de que a recente disparada da commodity deve-se ao caráter especulativo do mercado, e não por um descompasso entre oferta e demanda.
Ainda que a tendência de desvalorização do dólar e o crescimento das pressões inflacionárias no mundo inegavelmente exerçam impacto sobre a cotação do óleo, na visão do UBS, o rali trilhado pelo petróleo desde o segundo semestre do ano passado encontra maior respaldo em fatores estruturais de seu próprio mercado.
Elevação de projeções
Entre os fatores apontados pelos analistas, estão as consecutivas interrupções de produção na África e no Oriente Médio por conta do recrudescimento das tensões geopolíticas na região, principalmente na Nigéria. Maior exportador africano do óleo, o País vem sofrendo com a onda de ataques perpetrada por forças rebeldes a seus campos petrolíferos.
Restrições de capacidade em refinarias européias e de mercados emergentes também colaboram para o agravamento da situação, entretanto, o elemento-chave que vem motivando a alta da cotação da commodity é a crescente demanda por petróleo no mundo, que acaba por mitigar o menor consumo dos norte-americanos devido à iminência da recessão por lá.
De fato, as turbulências na maior economia do mundo sustentavam uma visão do UBS de que o preço do petróleo iria se amenizar em 2008. Mas "o mercado provou estarmos errados", nas palavras dos próprios analistas, que com isso, elevaram em 30% suas estimativas para o preço do barril de petróleo Brent em 2008, para US$ 114 cada, e em 32% suas projeções para o barril WTI, negociado em Nova York, para US$ 115.
US$ 200 em 2015
As perspectivas do UBS para a commodity nos próximos anos também perpassam pela idéia de consumo crescente e, em contrapartida, oferta cada vez menor. A aparente contradição quanto à lei econômica da oferta e demanda é explicada pela atual dificuldade de se realizar novas descobertas de petróleo mundo afora, salvo exceções como Brasil e Angola.
Ademais, a equipe do banco de investimentos prevê uma retomada do crescimento global em 2009 e 2010, com a recuperação econômica norte-americana. Desta forma, o barril WTI do produto deverá encerrar os dois próximos anos cotado a, respectivamente, US$ 120 e US$ 116.
Em um intervalo de prazo mais dilatado, as projeções são ainda mais sombrias. O barril de petróleo poderá atingir o patamar histórico de US$ 200 por volta de 2015, motivado principalmente pelo robusto crescimento chinês. E "até mesmo uma cotação ao redor dos US$ 200 não seria suficiente para reduzir a demanda pelo óleo no mundo", afirma o UBS.
O preço do barril de petróleo no mercado internacional deve seguir em trajetória ascendente nos próximos anos, podendo atingir a cotação de US$ 200 em 2015. O alerta cabe aos analistas do UBS, em relatório divulgado na quinta-feira (15).
A equipe do banco de investimentos refuta a tese defendida pelos membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de que a recente disparada da commodity deve-se ao caráter especulativo do mercado, e não por um descompasso entre oferta e demanda.
Ainda que a tendência de desvalorização do dólar e o crescimento das pressões inflacionárias no mundo inegavelmente exerçam impacto sobre a cotação do óleo, na visão do UBS, o rali trilhado pelo petróleo desde o segundo semestre do ano passado encontra maior respaldo em fatores estruturais de seu próprio mercado.
Elevação de projeções
Entre os fatores apontados pelos analistas, estão as consecutivas interrupções de produção na África e no Oriente Médio por conta do recrudescimento das tensões geopolíticas na região, principalmente na Nigéria. Maior exportador africano do óleo, o País vem sofrendo com a onda de ataques perpetrada por forças rebeldes a seus campos petrolíferos.
Restrições de capacidade em refinarias européias e de mercados emergentes também colaboram para o agravamento da situação, entretanto, o elemento-chave que vem motivando a alta da cotação da commodity é a crescente demanda por petróleo no mundo, que acaba por mitigar o menor consumo dos norte-americanos devido à iminência da recessão por lá.
De fato, as turbulências na maior economia do mundo sustentavam uma visão do UBS de que o preço do petróleo iria se amenizar em 2008. Mas "o mercado provou estarmos errados", nas palavras dos próprios analistas, que com isso, elevaram em 30% suas estimativas para o preço do barril de petróleo Brent em 2008, para US$ 114 cada, e em 32% suas projeções para o barril WTI, negociado em Nova York, para US$ 115.
US$ 200 em 2015
As perspectivas do UBS para a commodity nos próximos anos também perpassam pela idéia de consumo crescente e, em contrapartida, oferta cada vez menor. A aparente contradição quanto à lei econômica da oferta e demanda é explicada pela atual dificuldade de se realizar novas descobertas de petróleo mundo afora, salvo exceções como Brasil e Angola.
Ademais, a equipe do banco de investimentos prevê uma retomada do crescimento global em 2009 e 2010, com a recuperação econômica norte-americana. Desta forma, o barril WTI do produto deverá encerrar os dois próximos anos cotado a, respectivamente, US$ 120 e US$ 116.
Em um intervalo de prazo mais dilatado, as projeções são ainda mais sombrias. O barril de petróleo poderá atingir o patamar histórico de US$ 200 por volta de 2015, motivado principalmente pelo robusto crescimento chinês. E "até mesmo uma cotação ao redor dos US$ 200 não seria suficiente para reduzir a demanda pelo óleo no mundo", afirma o UBS.